Texto e Fotografias de Mônica Yamagawa


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CENTRO DE SÃO PAULO

ARQUITETURA E URBANISMO

NO CENTRO DE SÃO PAULO

artigos para download gratuito

atualizado em: 3 de agosto de 2016

 

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Abaixo, iIndicações de artigos (download gratuito) sobre o desenvolvimento urbano e a arquitetura do Centro de São Paulo.

 

Acesse também, os livros sobre o Centro de São Paulo, publicados entre:

1951 - 1960      1961 - 1970      1971 - 1980      
1981 - 1990       1991 - 2000      2001 - 2010
2011 - 2020

 

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Morfologia e unidade urbana no centro de São Paulo

Rafael Giácomo Pupim
Tiago Seneme Franco
Senac
2012
 

São Paulo é uma metrópole que, dadas suas dimensões, não é - tampouco se espera - unitária e coesa em sua morfologia. E este não é um cenário próprio paulistano, mas sim comum às metrópoles contemporâneas nas quais uma imagem-síntese muito dificilmente revela-se contentora das qualidades que formam a cidade, e em que a experiência do lugar – aquela do espaço vivenciado e apropriado – se expressa sempre de maneira fragmentada e descontínua. Assim, pensar em unidade formal em termos metropolitanos é um contrassenso, e de modo algum se aproxima do escopo do presente ensaio. Tem-se claro que, se o paradigma da continuidade embasou toda a retórica urbana moderna, é a figura do fragmento que permeia o discurso contemporâneo, e solicita horizontes mais complexos de interpretações... [+]


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Cortiços no centro de São Paulo: um convite à permanência

Ligya Hrycylo Bianchini
Maria Cristina Schicchi
Pontificia Universidad Javeriana - Bogotá D.C.- Colombia
2009
 

Cortiços são habitações coletivas de aluguel, localizadas nas áreas centrais, subdivididas ilegalmente, onde as áreas de serviços e os quintais são compartilhados. A história dos cortiços se inicia com a industrialização da cidade e a fixação de trabalhadores próximos às unidades de produção. O fenô- meno se expandiu e persistiu ao longo dos anos. Até 1985, o cortiço era visto como uma situação a ser erradicada. Após essa data -com a abertura política- os movimentos de moradia iniciam lutas por melhorias. Essa pesquisa apresenta como o problema foi enfrentado e quais as soluções propostas por cinco gestões consecutivas, entre 1985 e 2005. Através de pesquisa bibliográfica e documental, do levantamento de campo das condições das áreas encortiçadas e análise comparativa das soluções propostas, foi possível constatar que a atuação dos movimentos de moradia foi o fator mais importante para a garantia de direitos dos moradores de cortiços... [+]

 


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O Centro Histórico de São Paulo: a vacância imobiliária, as ocupações e os processos de reabilitação urbana

Valéria Cusinato Bomfim
Cadernos Metrópole
2004

Atualmente, o Centro Histórico da cidade de São Paulo apresenta uma vacância imobiliária acentuada e inúmeras ocupações organizadas por movimentos de luta por moradia. Esses fenômenos se interrelacionam na discussão de programas e processos de reabilitação da área central que se apresentam em curso. Portanto, faz-se necessário o entendimento da percepção do significado da vacância e das ocupações por parte do poder público e dos diversos agentes. Essa compreensão perpassa as diretrizes dos programas e políticas de renovação urbana a serem adotadas na construção do cenário futuro, e as possíveis conseqüências para os diversos grupos sociais que se apropriam do espaço urbano central no intuito de garantir a sobrevivência. O texto apresenta elementos para a construção de uma perspectiva teórico-analítica, visando assim colaborar para o tratamento da desigualdade socioeconômica da cidade de São Paulo... [+]

 


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Em casas térreas com alcovas. Formas de morar entre os setores médios em São Paulo, 1875 e 1900

Maria Luiza Ferreira de Oliveira
Anais do Museu Paulista/SciELO
2003

Nosso objetivo é compreender quais eram as formas de morar das famílias de médias posses em São Paulo. Esse caminho será percorrido, sobretudo, procurando observar continuidades e transformações na moradia das camadas médias urbanas nas últimas décadas do século XIX, a partir do novo vocabulário formal que estava surgindo. Palavras-chave: Setores Médios. Domesticidade. Urbanização. Moradia. Mobiliário... [+]

 


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O Monumento à Independência: registros de arquitetura

José Costa de Oliveira Filho
Anais do Museu Paulista/SciELO
2002-2003

Graças ao cuidado do arquiteto Tommaso Gaudencio Bezzi (1844-1915), em arquivar documentos e inúmeros artigos de jornais relacionados às questões que envolviam diretamente sua pessoa e o Monumento à Independência do Brasil, nos foi possível realizar um resgate de fatos relevantes ao entendimento do edifício-monumento por ele concebido. Muitas descrições de época nos possibilitam visões tanto da representatividade da obra e suas repercussões na sociedade paulistana quanto do trabalho e atividades do arquiteto. Neste sentido o texto reproduz artigos veiculados nos principais jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro no final da segunda metade do século XIX. São artigos que descrevem a obra naquele momento histórico e que valorizam a atividade do arquiteto, nos recordando a importância e complexidade da arquitetura como produção artística. "[...] Os alicerces e o pavimento terreo estão já construidos. O tijolo, de contextura homogenea e grande dureza, é trabalhado á mão, fazendo-se nelle, como se fôra ficar a descoberto, todas as molduras com uma perfeição de que só tem o segredo os operarios italianos. Trabalhão na obra cento e tantos operarios, numero que mais tarde deve augmentar, quando a distribuição do serviço o permitir. Um plano inclinado, de grande extenção e movido por vapor, leva os materiaes ao alto do morro. Espera-se que seja o esculptor Bernardelli o encarregado de modelar a estatua de D. Pedro I e as outras que hão de decorar o edificio, que se poderá, dentro em pouco, apreciar pelo modelo em relevo, que esmeradamente está fazendo o Sr. Bezzi."... [+]

 


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Resenha do livro:
Casa paulista: história das moradias anteriores ao ecletismo trazido pelo café, de Carlos A. C. Lemos. EDUSP, 1999

Fraya Frehse
Revista de Antropologia/SciELO
2000

Professor universitário, arquiteto, pintor e historiador da arquitetura brasileira: Carlos Lemos é um autor cujo nome se confunde com muito do que se sabe hoje sobre as formas de morar em São Paulo no passado. Nesse sentido, o recente Casa paulista... foi escrito por um pesquisador já consagrado, detentor de uma vasta obra acadêmica referente à arquitetura residencial paulista e que se sobressai também por seu engajamento institucional em defesa do patrimônio histórico do país... [+]

 


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Estado e espaço urbano: revisitando criticamente as explicações sobre as políticas urbanas

Eduardo Cesar Marques & Renata Mirandola Bichir
Revista de Sociologia e Política / SciELO

Este artigo analisa as políticas de infra-estrutura urbana em São Paulo entre 1978 e 1998. Partindo de dados primários, o estudo reconstrói os investimentos públicos e a sua distribuição espacial na cidade, usando uma base construída a partir de indicadores sociais. Esse procedimento permite discutir os aspectos distributivos da política e o seu impacto sobre os habitantes do Município de São Paulo. Os resultados problematizam hipóteses presentes nas literaturas de Sociologia e estudos urbanos...[+]

 


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A responsabilidade das elites e a decadência dos centros do Rio e de São Paulo

Flávio Villaça
Website Flávio Villaça, urbanista

O objetivo deste texto é apresentar algumas consideraçãoes sobre a chamada "decadência" dos centros de nossas duas maiores metrópoles: Rio e São Paulo. Apresenta-se a proposição de que o centro do Rio é menos "decadente" que o de São Paulo. Essa proposição é fundamentada com algumas pesquisas e finalmente procura-se uma explicação para a diferença.... [+]

 


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O centro de São Paulo há 100 anos

Departamento do Patrimônio Histórico

A cidade não é mais propriedade individual mas sim o conjunto destas individualidades, é o núcleo habitável onde as relações serão cada v ez mais globalizadas: em primeiro lugar dentro da própr ia cidade e, em segundo, entre as cidades que se reconhecem como tais. É o lugar da sociabilidade e do anonimato, do imaginár io e da idealização. Pode até ser motivo de orgulho, de ufanismo... A cidade tem esse poder: o de ser “urbana”. O vocábulo vem do latim urbs e todos os demais relacionados à ela tem a v er com civilização, limpeza, elegância e cultura... [+]

 


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Programa de Requalificação Urbana Nova Luz - Plano Urbanístico - Prefeitura Municipal de São Paulo

EMURB - Empresa Municipal de Urbanização

O Plano Urbanístico detalhado nos mapas anexos, em consonância com os objetivos do Plano Diretor Estratégico, do Plano Regional da Sub-Prefeitura da Sé e da Operação Urbana Centro, tem por objetivo nortear um conjunto de ações combinadas de conservação e de renovação de espaços públicos e privados na área da Nova Luz, correspondente ao perímetro de abrangência da Lei de Incentivos Seletivos, Lei n.º 14.096, de 8 de dezembro de 2005... [+]

 

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Carl Friederich Joseph Rath: o ‘higienismo’ na formação do corpus disciplinar do urbanismo na cidade de São Paulo

Ivone Salgado
Vitruvius
2009

Carl Friederich Joseph Rath, na condição de engenheiro, quer da Província de São Paulo, quer da Câmara da Imperial Cidade de São Paulo, quer para o que denominava seus ‘serviços particulares’, atuou durante muitos anos nesta cidade e em obras públicas na então Província de São Paulo. Seus trabalhos se referiam, entre outros, à realização de uma cartografia, à elaboração de pareceres e projetos, à participação em comissões técnicas, ao parcelamento de glebas e, substancialmente, na orientação sobre a localização de diversas obras públicas a serem construídas e dos novos parcelamentos de glebas a serem... [+]

 


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Transformações urbanas e imaginário fotográfico: a cidade de São Paulo sob a visão de três grandes fotógrafos

Luciana Fátima da Silva
Mestranda em Comunicação – UNIP-SP
Significação
2009

A cidade de São Paulo passou por diversas transformações ao longo de sua história. Algumas dessas transformações foram registradas em fotografias que permitem analisar como o ambiente impactou o imaginário fotográfico de três artistas, em diferentes momentos históricos, contribuindo para o desenvolvimento de uma leitura das imagens urbanas e para o registro destas de forma particular. Este artigo propõe um diálogo entre Edgar Morin e Maurice Halbwachs para estudar a relação entre transformações urbanas e imaginário fotográfico...[+]

 


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A cidade de São Paulo e a era dos melhoramentos materiaes
Obras públicas e arquitetura vistas por meio de fotografias de autoria de Militão Augusto de Azevedo, datadas do período 1862-1863

Eudes Campos
Anais do Museu Paulista/SciELO
2007

Tomadas entre os anos de 1862 e 1863, as primeiras fotos paulistanas de autoria de Militão Augusto de Azevedo são sempre evocadas por documentarem a vetustez, a precariedade e a letargia da cidade de São Paulo dos meados do século XIX. Nossa interpretação, no entanto, baseada na leitura de fontes primárias da época, propõe um sentido substancialmente oposto a esse. Entre os anos de 1850 e 1860, a arquitetura e os espaços urbanos de São Paulo já apresentavam significativas modernizações, que aparecem nas fotografias de Militão de Azevedo, hoje pertencentes ao acervo do Museu Paulista e também da Divisão de Iconografia e Museus, do Departamento do Patrimônio Histórico paulistano.... [+]

 


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Metrópole e as múltiplas dimensões do Espaço Público Praça da Sé, São Paulo, Brasil

Alexandre Emílio Lipai
Vitruvius
2006

O espaço público, qualquer que seja a sua escala assume, nas grandes Metrópoles, características de espaços de passagem para a maioria dos habitantes e raramente espaços de convivência e lazer. Entretanto, uma visão mais atenta poderá perceber que a diversidade dos usos de determinados espaços tornam-se peculiares, com características próprias adquiridas por uma forma de posse, não física mas cultural. Esta pertinência cultural é por vezes imperceptível em alguns grupos da sociedade sendo extremamente visível em outros grupos... [+]

 


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A reabilitação do centro de São Paulo

Luís Octávio da Silva
XI Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano Regional
2005
 

O município de São Paulo conta atualmente (2004) com uma população estimada de 10,805 milhões de pessoas e é o município sede da região metropolitana de mesmo nome, cujas estimativas indicam a existência de 18.862.115 habitantes2 . A definição do que seria o seu centro não é algo consensualmente aceito por todos. Do ponto de vista institucional, até a data de 1º e agosto de 2002, o “centro da cidade” era aquele coberto pela Administração Regional da Sé, que compreendia os 10 distritos nodais da aglomeração. A partir dessa data, o “centro legal” passou a ser a Subprefeitura Sé, compreendendo 8 distritos, a saber: República, Sé, Bom Retiro, Santa Cecília, Consolação, Bela Vista, Liberdade e Cambuci. Num sentido mais estrito ele é entendido como um território mais limitado, compreendido entre o Parque D. Pedro, Largo do Arouche, Praça das Bandeiras e região da Luz. Grosso modo, ele coincide com os distritos Sé e República... [+]

 


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Nos caminhos da Luz, antigos palacetes da elite paulistana

Eudes Campos
Anais do Museu Paulista/SciELO
2005

O presente artigo dedica-se a recuperar a memória de antigos palacetes erguidos nas proximidades da Estação da Luz a partir do início da segunda metade do século XIX. Foi por essa época que a região se tornou o primeiro bairro residencial de elite da cidade de São Paulo, concentrando palacetes que expressaram elaborações locais de vertentes do Neoclassismo e do Ecletismo arquitetônicos. Pretende-se, assim, abordar os processos de interpretação que caracterizaram essa produção arquitetônica... [+]

 


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Potencialidades do método regressivo-progressivo: pensar a cidade, pensar a história

Fraya Frehse
Tempo Social/SciELO
2001

Sabendo que o método regressivo-progressivo de Henri Lefebvre foi explicitado pela primeira vez em dois artigos voltados a pensar a realidade social do mundo rural, meu objetivo, neste estudo, é explorar, à luz do exemplo paulistano de fins do século XIX, as potencialidades teórico -metodológicas do instrumento para uma reflexão sobre a historicidade dos processos sociais em um contexto urbano. Do ponto de vista teórico, o método permite uma compreensão mais abrangente de como o desencontro de temporalidades ligadas ao tradicional e ao moderno concorre para a dinâmica de urbanização que engolfou cidades como São Paulo no último quartel do XIX. E isso porque, em termos metodológicos, a perspectiva lefebvriana conduz, em relação ao contexto paulistano, a uma sistematização da documentação histórica que ressalta a coexistência, no tempo, de representações historicamente contraditórias sobre o dia-a-dia vivenciado no espaço da rua em meio ao processo histórico então em curso... [+]

 


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A questão da centralidade em São Paulo: o papel das associações de caráter empresarial

Heitor Frúgoli Júnior
Revista de Sociologia e Política/SciELO
2001

Neste artigo pretende-se discutir uma série de questões referentes à centralidade no contexto urbano de São Paulo. Nosso objetivo é determinar: a) como os principais grupos privados se organizam para definir a localização espacial do moderno setor terciário; b) como tais organizações pressionam o poder público, visando obter benefícios de infra-estrutura de equipamentos urbanos; c) quais são as respostas concretas dos poderes públicos; e d) quais são os principais grupos sociais, oriundos das classes populares, mais atingidos por esse jogo de interesses... [+]

 


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São Paulo
Centro XXI
entre história e projeto

Vários Autores
Associação Viva o Centro
1994
 

São Paulo assistiu ao longo das décadas de 30 e 40, no momento em que a tingia novos pa tamares de sua condição metropolitana, ao desdobramento e estruturação de um sis tema de centros secundários. Este processo que vinha lentamente instalando-se ganha novo impulso no mome nto em que São Paulo alcança, em meados dos anos 50, a condição de primeira metrópole brasileira. As transformações que o intenso processo de urbanização introduz iu neste pe ríodo no conjunto da metrópole, repe rcutiram na área central de forma aguda, alterando as suas caracterís ticas funcionais e espacia is. Com a descentralização de atividades e funções, a área central reorganiz ou-se para cumprir as exigências de sua nova condição de centro metropolitano... [+]

 


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Requalificação Urbana Sustentável: Avaliação de Áreas Subutilizadas da Região da Luz

Melissa Belato Fortes & Liza Maria de Souza Andrade
USP

O trabalho objetiva contribuir com estudos para uma futura requalificação sustentável das áreas subutilizadas na região da Luz, como um dos caminhos para diminuir a expansão urbana em áreas ambientalmente protegidas ou desprovidas de infra-estrutura. A pesquisa foi realizada por meio de autores que trabalhassem com os princípios de sustentabilidade e com o conceito de cidade compacta. Foram investigados os dados históricos de ocupação urbana; os dados do esvaziamento das áreas centrais e o Plano Diretor (Lei nº 13430, de 13 de setembro de 2002) que considera para a área: a reversão do esvaziamento populacional; a melhoria dos espaços públicos e do meio ambiente, entre outros. Também foram avaliadas as propostas da Associação Viva o Centro, como a requalificação do pólo Luz-Santa Ifigênia, que objetiva a reurbanização do Complexo Cultural Júlio Prestes, da estação da Luz e da avenida Cásper Líbero, e a implantação do sistema circular de bondes que possibilitaria o acesso rápido à região central. Foi feita a identificação e a avaliação dos locais subutilizados na região da Luz, sob a ótica de alguns princípios de sustentabilidade: adensamento urbano, requalificação urbana, recuperação do sentido de vizinhança e mobilidade sustentável. Foram apresentadas como recomendações: o adensamento, a requalificação dos espaços, os espaços de convívio, a criação de ciclovias e caminhos para pedestres... [+]

 

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O trânsito dos ornatos: modelos ornamentais da Europa para o Brasil, seus usos (e abusos?)

Solange Ferraz de Lima
Anais do Museu Paulista/SciELO
2008

O artigo discute a relação entre a circulação de repertórios, enciclopédias, manuais e guias de estilo europeus no Brasil e a produção arquitetônica genericamente chamada de eclética nas primeiras décadas do século XX. Primeiramente, apresenta-se um balanço historiográfico que analisou a produção editorial relativa ao ornamento na Europa e, a partir dele, identifica-se a circulação de algumas daquelas publicações no Brasil. Em seguida, focaliza-se a inserção do ornamento na formação profissional de artesãos no país e, de modo mais amplo, na formação do gosto do consumidor de produtos ornamentados (das artes decorativas à arquitetura). Para esta análise, as fontes de referência são aquelas da cultura material (moldes, modelos, maquetes, pranchas impressas, etc) presente tanto nas escolas profissionalizantes quanto no ensino regular de São Paulo nas primeiras duas décadas do século XX... [+]

 


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A promoção e a produção das redes de águas e esgotos na cidade de São Paulo, 1875 -1892

Cristina de Campos
Anais do Museu Paulista/SciELO
2005

Este artigo tem como objetivo analisar como surgiram as redes de águas e esgotos em São Paulo nas últimas décadas do século XIX. Para a construção do novo sistema de abastecimento da cidade, o governo provincial contratou uma empresa privada, a Companhia Cantareira & Esgotos, responsável pela execução e administração desse sistema. Como não conseguiu cumprir o acordo firmado com o governo, a companhia perde a concessão dos serviços e é encampada pelo Estado, passando a denominar-se Repartição Técnica de Águas e Esgotos. Dessa forma, constatamos que o Estado passa de promotor a produtor dessas redes em São Paulo... [+]

 


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Tecido urbano e mercado imobiliário em São Paulo: metodologia de estudo com base na Décima Urbana de 1809

Beatriz Piccolotto Siqueira Bueno
Anais do Museu Paulista/SciELO
2005

Este artigo apresenta uma metodologia inédita de espacialização da Décima Urbana, primeiro imposto predial estabelecido para as cidades brasileiras. Focaliza o caso de São Paulo, em 1809. Os dados recolhidos na documentação textual foram processados em banco de dados e cartografados na primeira planta cadastral da cidade, elaborada pelo engenheiro Carlos Bresser, entre 1844-1847, e confrontados com a documentação iconográfica dos viajantes e de Militão Augusto de Azevedo, de modo a precisar as informações obtidas. A Décima Urbana de 1809 contém informações sobre a localização dos imóveis, seus proprietários, inquilinos, tipologias (casas térreas, sobrados, lojas), finalidades (uso próprio, aluguel), usos (residencial, comercial, misto) e valor, que hoje nos permitem reconstituir hipoteticamente o velho tecido urbano da cidade de São Paulo e aspectos da dinâmica do seu mercado imobiliário em fins do período colonial... [+]

 


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Pátio do Colégio, Largo do Palácio

Solange Ferraz de Lima
Anais do Museu Paulista/SciELO
2003

O artigo focaliza a trajetória do Pátio do Colégio, espaço que integra o conjunto de bens culturais da cidade de São Paulo, a partir da produção iconográfica que o tem como tema e referências aos seus usos e configuração espacial em crônicas e descrições de viajantes, no período compreendido entre 1860 e 1956. A visualidade, campo de interação entre o objeto, sua representação e sua recepção, é aqui entendida como uma das dimensões da sociedade. Nesta perspectiva, a análise empreendida abarca niveis distintos de interpretação das relações entre o espaço urbano e o documento visual, partindo do pressuposto de que a produção iconográfica de paisagens urbanas é parte integrante e ativa da produção social da cidade. Procura-se demonstrar como as imagens urbanas resultantes deste conjunto de referências iconográficas e textuais atuam como sintomas e vetores das transformações ocorridas no Pátio do Colégio... [+]

 


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O registro dos limites da cidade: imagens da várzea do Carmo no século XIX

Maria Luiza Ferreira de Oliveira
Anais do Museu Paulista/SciELO
2003

Este trabalho debruça-se sobre a iconografia paulistana do século XIX, em suas pinturas, aquarelas e litografias. Partindo da constatação da existência de um privilegiamento das áreas dos arredores do centro nas representações da cidade, especificamente uma região, a várzea do Carmo, e dessa permanência ainda na virada do século, quando a cidade sofre um processo de urbanização e crescimento grande, e a fotografia já está registrando as áreas centrais, quisemos investigar os sentidos dessas representações, tanto a presença desse espaço - a várzea do Carmo - no imaginário da época (cronistas, legisladores, memorialistas), quanto as imagens da cidade que estão sendo produzidas a partir desse ângulo de registro. Escolhemos analisar algumas imagens dessa região, concentrando-nos no final do século, contrapondo com outros discursos produzidos sobre a área por cronistas, jornalistas e memorialistas, na tentativa de entender um pouco mais a sociedade que as produziu... [+]

 


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O Parque do Ibirapuera e a construção da identidade paulista

Paulo César Garcez Marins
Anais do Museu Paulista/SciELO
2003

Entre os anos de 1953 e 1955, o Parque do Ibirapuera, uma das principais áreas verdes da cidade de São Paulo, acolheu a inauguração de três grandes marcos monumentais, escultóricos e arquitetônicos, cujas características formais permitem compreender a relação entre as artes plásticas e os movimentos afirmativos de uma identidade "paulista". Este texto pretende, assim, apontar a especificidade artística desses marcos, ao mesmo tempo em que os situa como artefatos urbanos de caráter simbólico, capazes de distinguir e agregar velhos e novos habitantes da cidade e do Estado de São Paulo, bem como de identificá-los perante os demais brasileiros. Palavras-chave : Monumentos urbanos; Identidade; Bandeirantes; Arquitetura Modernista; Escultura... [+]

 


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Luz, São Paulo: as condições e possibilidades de um projeto urbano

Pedro Manuel Rivaben de Sales
Vitruvius
2001

Campo, caminho, pouso. Chácaras… Horto, jardim botânico, passeio público – depois parque. Ermida, convento, igreja e seminário. Quartel, cadeia. Bulevar, avenida. Ferrovia, metrô: estações. Hotéis e pensões. Residência popular e cortiço: (pequena) indústria: pólo comercial. Escola, politécnica, colégio e liceu. Museus: arte sacra e pinacoteca. Sala de concertos e universidade de música… São estes alguns dos “temas” que distinguem a história do bairro da Luz, região central de São Paulo... [+]

 


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Bem-morar em São Paulo, 1880-1910: Ramos de Azevedo e os modelos europeus

Maria Cristina Wolff de Carvalho
Anais do Museu Paulista/SciELO
1996

A arquitetura doméstica tem um grande impulso no século XIX. Da Europa são difundidos, para todo mundo, os modelos conformados à nova ordem social e à industrialização. A residência se transforma numa preocupação central dos arquitetos. Desenvolvem-se novos conceitos para casa ideal para todas as camadas sociais: operários, classe média, burguesia. Este artigo retrata, em São Paulo, a introdução de padrões formais e princípios (de higiene, salubridade, conforto, ritos sociais e domésticos, as aparências). a partir da atividade de F. P. Ramos de Azevedo (1851-19201. Analisam-se os principais projetos que ele desenvolveu para a burguesia local. Unitermos: São Paulo: arquitctura doméstica. História tia Arquitetura. Ramos de Azevedo...[+]

 


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São Paulo de Ramos de Azevedo: da cidade colonial à cidade romântica

Janice Theodoro
Anais do Museu Paulista/SciELO
1996

A autora analisa, a partir da atividade de Ramos de Azevedo, os elos implícitos entre o passado colonial de São Paulo e o movimento modernista e o papel desempenhado pelo imaginário europeu na América, assim como as tradições técno -científicas a que ele estava vinculado. Unitermos: História Urbana. História da Arquitetura. São Paulo. Ramos de Azevedo... [+]

 


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Arquitetura moderna no centro de São Paulo: participação dos imigrantes na introdução de novas tipologias e tecnologias no bairro do Bom Retiro

Carla Rodrigues Elias e Smatia Koulioumba
Uniban

Nossa pesquisa é um estudo sistematizado da arquitetura, sobretudo, a de caráter residencial produzida no bairro do Bom Retiro, entre as décadas de 60 e 70, de forma a apresentar suas principais características arquitetônicas, as tecnologias empregadas e os demais aspectos que comprovem a influência do estilo moderno neste bairro. Pretende-se apontar a influência dos imigrantes, sobretudo, os de origem européia, no processo de verticalização do Bom Retiro e da sua correlação com o desenvolvimento urbano da área central da cidade de São Paulo... [+]

 

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Intervenção urbana no centro histórico da cidade de São Paulo: atores sociais envolvidos

Dulce Maria Tourinho Baptista
XI Congresso Liso Afro Brasileiro de Ciências Sociais
2011
 

O estudo aqui apresentado reflete questões enfrentadas por São Paulo no trato para com o seu patrimônio histórico na área central, buscando diagnosticar os agentes envolvidos na produção e gestão dos projetos de intervenção. As ações e relações sociais na cidade retratam convivências, tanto harmoniosas como conflituosas, representadas pelas motivações dos diversos atores sociais na correlação de forças aí estabelecida... [+]

 


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O Parque Dom Pedro II e a Operação Urbana Centro. Nossa preocupação com a possível intervenção

Oriode Rossi
Vitruvius
2010

Assistimos com preocupação a forma adotada para possível intervenção no setor Norte/Oeste do Parque Dom Pedro II, ponto central da cidade de São Paulo, decadente e há décadas abandonado. O Parque, local histórico, fiel testemunha da criação da cidade, e também de toda a evolução e posterior degradação que a cidade viveu e ainda vive. Herdeiro das lembranças do antigo porto na confluência com a Ladeira Porto Geral, ponto de atracação que recebia mercadorias transportadas por barcos nessa via fluvial marcada pelo trajeto original sinuoso do Rio Tamanduateí posteriormente retificado e hoje, lamentavelmente transformado em margens inertes de mais um mero condutor de esgotos a céu aberto... [+]

 


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Chalés Paulistanos

Eudes Campos
Anais do Museu Paulista/SciELO
2008

O presente artigo estuda a origem, o desenvolvimento e a decadência, no ambiente urbano paulistano, de um tipo de construção denominado chalé. Fruto do Romantismo do século XIX, e muito popular no último terço do oitocentismo, o chalé assumiu alto valor simbólico - embora de significado ambíguo -, por estar ligado tanto à noção de uma idealizada vida campestre, quanto à de modernidade técnica, que então se introduzia em São Paulo. Popularizou-se em razão da facilidade de importação de material de construção industrializado e expandiu-se durante a onda construtiva que atingiu a capital paulista a partir do ano de 1875. Em fins do Império, foi objeto de medidas restritivas municipais por ter sido considerada desregrada sua proliferação no espaço urbano da cidade. E, a partir do começo do século XX, a transformação do gosto, as reformas urbanísticas então encetadas no Centro paulistano (1902-1914) e o desejo de construir um novo cenário urbano segundo o sistema de valores e os interesses das camadas hegemônicas contribuíram para o seu gradativo ... [+]

 


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Arquitetura residencial verticalizada em São Paulo nas décadas de 1930 e 1940

Maria Lúcia Bressan Pinheiro
Anais do Museu Paulista/SciELO
2008

O presente trabalho aborda o tema, ainda pouco estudado, da arquitetura residencial verticalizada em São Paulo, nas décadas de 1930 e 1940. A partir de alguns estudos de caso representativos, são apresentadas observações relativas a aspectos como: as estratégias de disseminação da nova forma de morar; as opções estéticas disponíveis; a definição dos programas das unidades e as soluções de planta desenvolvidas. Espera-se evidenciar a riqueza e complexidade do assunto, que se configura não apenas como importante tema da história da arquitetura paulistana, mas, principalmente, como significativo patrimônio cultural da cidade, a ser conhecido e protegido... [+]

 


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Calçadões paulistanos – em debate o futuro das áreas de pedestres do centro de São Paulo

Renato Luiz Sobral Anelli
Vitruvius
2005

Em que medida o acesso de todos os modais (inclusive veículos particulares de transporte individual) a todas as ruas do Centro pode ser um instrumento para a reverter o processo de esvaziamento dos edifícios na área? Considerando o nível de congestionamento das vias da cidade, o estímulo ao uso do automóvel individual para acesso ao centro seria um instrumento urbanístico válido? O próprio conceito de revitalização do centro não esconderia um processo de segregação social contra aqueles que hoje vivem no centro?... [+]

 


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Caminhos para o centro: estratégias de desenvolvimento para a região central de São Paulo

Vários autores
EMURB
2004
 

A recuperação do centro de São Paulo é uma das marcas da nossa administração. Mais do que o investimento nas áreas periféricas da cidade e em programas sociais, a aplicação de recursos no centro contempla toda a população paulistana, resgatando e valorizando a memória e a história de nossa cidade. Quando definimos em nosso plano de governo a região central de São Paulo como prioritária para um grande programa de investimentos, fomos movidos pela constatação de que essa área da cidade, sujeita a um longo processo de deterioração urbana, caracterizava-se ao mesmo tempo por um grande dinamismo econômico. De fato, como os trabalhos deste livro demonstrarão, é ainda imensa a concentração de empresas, de unidades produtivas, de bens e serviços e de empregos no centro da cidade de São Paulo... [+]

 


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A saracura: ritmos sociais e temporalidades da metrópole do café (1890-1920)

Paulo Koguruma
Revista Brasileira de História/SciELO
1999

Este artigo discute alguns aspectos do processo de urbanização da cidade de São Paulo entre os anos de 1890 e 1920. Em especial, as singularidades da configuração de um ambiente cosmopolita peculiar, onde se nota, sob a face europeizada e moderna de São Paulo, a existência de outros ritmos sociais e temporalidades. Trata-se de uma reflexão sobre as especificidades do processo de urbanização da Paulicéia em que se é possível perceber as múltiplas tensões que perpassavam a configuração de uma paisagem caracterizada pelo movimento das ruas, bem com pelas instabilidades dos seus padrões sociais e culturais... [+]

 


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A relação das salas de cinema com o urbanismo moderno na construção de uma centralidade metropolitana: a Cinelândia Paulistana

Paula Freire Antônio
Polis

O presente artigo apresenta a história da construção de uma centralidade na metrópoleindustrial paulistana, a Cinelândia Paulistana, a partir da relação de suas salas decinema modernas com os projetos e planos urbanísticos modernos de Prestes Maia(Plano de Avenidas, a partir da década de 1930, Prefeito entre 1938-1945)....[+]

 


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Nossa Cidade, Nossa Casa

Preserva SP

Esta publicação, feita pela Associação Preserva São Paulo, tem o propósito ambicioso de fazer com que o paulistano passe a olhar para sua cidade com outros olhos que não sejam os do preconceito e da desinformação, e passe a apreciar os detalhes às vezes ocultos por tanto descaso, além de apresentar a proprietários, locatários e usuários de imóveis diversas dicas importantes sobre como cuidar melhor desses imóveis, sem desperdício, sem grandes investimentos e aprendendo a conservar e valorizar os materiais originais. Neste livro, o leitor descobrirá inclusive a importância – para a economia e para a ecologia, entre outras de conservar e preservar o que já existe, ao invés de se reformar e reconstruir... [+]

 


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Notas sobre a Sala São Paulo e a nova fronteira urbana da cultura

Guilherme Wisnik, Mariana Fix,
José Guilherme Pereira Leite, Julia Pinheiro Andrade & Pedro Arantes
FAU/USP

A antiga estação de trens Júlio Prestes, concebida para ser a porta de entrada da cidade do café, foi inaugurada apenas em 1938, depois da crise de 1929, e permaneceu esquecida por longo tempo. Somente agora, quando é convertida em uma moderna sala de concertos, a estação parece viver seu apogeu. Sede da nova Orquestra do Estado, modernizada pelo maestro Neschling, a Sala São Paulo é atualmente o maior símbolo das novas intervenções em cultura na cidade. Rodeada por uma zona urbana degradada, a chamada “cracolândia”, a Sala São Paulo nasce como aparente sinal de civilização em meio à barbárie e pretende transformar todo seu entorno. Mais que isso, a Sala é anunciada como o ponto de inflexão de uma “grande virada” na área central: desencadeando, juntamente com outros investimentos culturais, um “efeito dominó” de revalorização e retomada dos negócios imobiliários. As relações entre Estado e setor privado, entre alta cultura e mercado imobiliário, a disputa territorial que se configura com a tentativa de retomada do Centro pelas elites e seu suposto projeto civilizatório permeiam a história da Sala São Paulo e são investigadas neste artigo... [+]

 

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