Website de Mônica Yamagawa

DUAS IMAGENS DO CENTRO DA

CIDADE DE SÃO PAULO

análise morfológica
décadas de 1910 e 1950

atualizado em: 26 de agosto de 2017

 

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Na imagem escolhida (abaixo), extraída do Álbum Comparativo da cidade de São Paulo: 1862 – 1887 – 1914, publicado pela Casa Duprat, em 1914 (sem indicação de autoria), alguns elementos icônicos são passíveis de identificação: a antiga edificação da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, a Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco, a Igreja de São Francisco de Assis da Venerável Ordem dos Frades Menores, o logradouro Largo de São Francisco. Somando-se a esses, outros: os trilhos de bondes, o calçamento de paralelepípedos, um veículo (automóvel), o guarda de trânsito (identificado pela indumentária e pela localização dentro do contexto da imagem), as árvores (entre elas, uma espécie de palmeira), o poste de iluminação, um cavalo (pequena parte da cabeça do animal à esquerda), um escultura, algumas figuras humanas (transeuntes). 

 

Academia de Direto, 1914 (legenda original). Álbum comparativo da cidade de São Paulo: 1862 – 1887 – 1914. São Paulo: Casa Duprat, 1914, v.1, p.16. Acervo da Biblioteca Municipal Mário de Andrade.

Legenda: Academia de Direto, 1914 (legenda original). 
Álbum comparativo da cidade de São Paulo: 1862 – 1887 – 1914
.
São Paulo: Casa Duprat, 1914, v.1, p.16.
Acervo da Biblioteca Municipal Mário de Andrade.

 

Trata-se de uma imagem com vista parcial, pois, não são apresentadas várias vias urbanas e seus entrecruzamentos, como em uma vista panorâmica, restringindo-se ao espaço do logradouro conhecido como Largo de São Francisco, onde a linearidade das árvores, similares em altura e espécie, indica o trabalho de paisagismo - área verde planejada.

 

Academia de Direto, 1914 (legenda original). Álbum comparativo da cidade de São Paulo: 1862 – 1887 – 1914. São Paulo: Casa Duprat, 1914, v.1, p.16. Acervo da Biblioteca Municipal Mário de Andrade.

 

O ponto de vista do fotógrafo, sua posição na tomada da cena é diagonal, de forma a captar a totalidade do conjunto edificado, composto pela antiga edificação da Faculdade de Direito do Largo São Francisco e as duas Igrejas, a das Chagas do Seráfico Pai São Francisco e a  de São Francisco de Assis da Venerável Ordem dos Frades Menores. Somando-se a isso, a escolha do momento para a realização do registro: sem a presença do bonde, que cobriria parte da construção e do cavalo à esquerda.

A linearidade, imposta pelo projeto paisagístico, cria um arranjo rítmico, através da cadência, da repetição do elemento “árvore”. O mesmo ocorre com as janelas da instituição de ensino:

 

Academia de Direto, 1914 (legenda original). Álbum comparativo da cidade de São Paulo: 1862 – 1887 – 1914. São Paulo: Casa Duprat, 1914, v.1, p.16. Acervo da Biblioteca Municipal Mário de Andrade.

 

À cadência das árvores e janelas, somam-se outros vetores de direção, neste caso a fachada da edificação e o traçado da calçada, formando uma contigüidade espacial, que atravessa os planos da imagem.

 

Academia de Direto, 1914 (legenda original). Álbum comparativo da cidade de São Paulo: 1862 – 1887 – 1914. São Paulo: Casa Duprat, 1914, v.1, p.16. Acervo da Biblioteca Municipal Mário de Andrade.

 

A leitura ocidental da esquerda para direita, ganha reforço como o posicionamento da cabeça do animal à esquerda, como um vértice que conecta com outra linha, formada pelos trilhos de bonde.

Apesar de a fotografia datar de 1914, ou seja, século XX, seu ponto de vista tem como base as fotografias de Militão Augusto de Azevedo, realizadas na segunda metade do século XIX, período em que as tomadas diagonais, a linha do horizonte no terço superior e a ausência de atividade humana são características presentes, contribuindo para a percepção de estabilidade na imagem.... [continue lendo]

 

Imagem reproduzida de cartão-postal: Academia de Direito. Fotografia de Militão Augusto de Azevedo. São Paulo, c.1862. Acervo Instituto Moreira Salles.

Imagem reproduzida de cartão-postal: Academia de Direito.
Fotografia de Militão Augusto de Azevedo.
São Paulo, c.1862.
Acervo Instituto Moreira Salles.

 

Avenida São João. A cidade não descansa, (...) (legenda original). Foto de Georg Paulus Waschinski. Eis São Paulo. São Paulo: Monumento, 1954, p. 14. Acervo da Biblioteca Mário de Andrade.

Avenida São João. A cidade não descansa, (...) (legenda original).
Foto de Georg Paulus Waschinski. 
Eis São Paulo.
São Paulo: Monumento, 1954, p. 14.
Acervo da Biblioteca Mário de Andrade.

 

Na segunda imagem escolhida, extraída da publicação Eis São Paulo, publicada pela Monumento, em 1954, autoria de Georg Paulus Waschinski, os elementos icônicos passíveis de identificação são: o Edifício Altino Arantes e o Edifício Martinelli. Adicionando-se ao grupo, outros elementos como: tubulação, entulho, poste de iluminação, guindaste, galões, edificações, figuras humanas, placas de identificação de casas comerciais, letreiros de publicidade, pneus, texto inserido “não descansa,”.

Entre a parcial e a pontual, a vista escolhida por Waschinski não descontextualiza a imagem, pois, incorpora dois elementos identificáveis: os edifícios Altino Arantes e Martinelli, sendo possível localizar o logradouro, sem o auxílio da legenda, desde que conhecido tal repertório. No entanto, o foco principal são o entulho e a tubulação, expostos no logradouro, conseqüências da demolição/construção/implantação resultantes das transformações na malha urbana na região central de São Paulo, ocorridas na década de 1950.

Duas figuras humanas estão presentes, ao lado da tubulação, porém, com base nas suas vestimentas e posições, não é possível diferenciá-los, se transeuntes ou funcionários da obra em realização. Porém, as comparações entre as dimensões da tubulação e das figuras humanas, sugerem a possibilidade de localização do fotógrafo: no interior de uma tubulação semelhante.

Nesse caso, a posição do fotógrafo, permitiu a criação de uma “moldura” circular delimitando o enquadramento da imagem, nesse caso, um ponto de vista central, com arranjo discreto, no qual o primeiro plano encobre, parcialmente, os demais elementos: os entulhos e tubulação, a continuidade do logradouro; os edifícios laterais, o guindaste e o poste de iluminação, a visão ampla das três edificações com número superior de andares.

A sobreposição acima mencionada gera o efeito de inversão de escalas, no caso, a tubulação onde se encontra o fotógrafo (moldura), parece possuir dimensão superior à da tubulação no centro da imagem, assim como essa, a de possuir a metade da dimensão do Edifício Martinelli.

O contraste “claro-escuro” está presente nos efeitos de “sol-sombra”, dentro e fora da tubulação, assim como, a similitude formal, no formato circular do objeto citado, a “moldura” criada pela posição do fotógrafo e o objeto central da imagem:

 

Avenida São João. A cidade não descansa, (...) (legenda original). Foto de Georg Paulus Waschinski. Eis São Paulo. São Paulo: Monumento, 1954, p. 14. Acervo da Biblioteca Mário de Andrade.

 

A estrutura gera tensão visual, o olhar, como em um binóculo ou monóculo, segue os formatos circulares, assim como as linhas das fachadas ad edificações tentam formar um vértice e os três arranha-ceús, transportam o olhar para o sentido vertical.

 

Avenida São João. A cidade não descansa, (...) (legenda original). Foto de Georg Paulus Waschinski. Eis São Paulo. São Paulo: Monumento, 1954, p. 14. Acervo da Biblioteca Mário de Andrade.

 

A fragmentação está presente na imagem, com a vista parcial do equipamento à direita, com o entulho encobrindo parte da figura humana, dificultando a compreensão das atividades nesse contexto (humano e do maquinário), no entanto, como já mencionado acima, há uma contextualização espacial, papel das edificações verticais, nesse caso.

 

Considerações Finais

Trinta anos separaram a imagem do Largo de São Francisco e a da Avenida São João. Em ambas, edificações com referências históricas (a antiga edificação da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, a Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco, a Igreja de São Francisco de Assis da Venerável Ordem dos Frades Menores, o Edifício Altino Arantes e o Edifício Martinelli). No entanto, na primeira imagem, a edificação é tema central e na segunda, apesar da posição, é um referencial.

A cidade de São Paulo apresentada em 1914, sugere um “produto final acabado” e a percepção de que alterações urbanas, breves ou futuras na cidade não estariam em pauta. O contrário ocorre na metrópole de 1954, em plena ebulição de transformação da malha urbana. A Academia de Direto da Casa Duprat parece ter saído de uma pintura de Benedito Calixto ou de uma aquarela de José Wasth Rodrigues, iconografias com a intenção de captar os melhores ângulo e momento. A Avenida São João com seus Edifícios Altino Arantes e Martinelli, de Waschinski, sugere um registro jornalístico, sem a preocupação do citado “embelezamento”, o registro de algo que com certeza sofrerá alterações em um curto espaço de tempo.

Passados mais de cinqüenta anos, é interessante observar e cotejar as imagens dos cartões-postais disponíveis no mercado, com as analisadas nos parágrafos anteriores. O conjunto franciscano sofreu uma grande alteração, com a construção da nova edificação destinada à Faculdade de Direito e o ponto de vista escolhido primeiramente por Militão e posteriormente para o álbum de 1914, não está presente nos cartões atuais, provavelmente, devido às mudanças na malha urbana, o enquadramento não seja mais favorável para captação do conjunto inteiro, assim como, destacá-lo como tema central, sem competir com as construções do entorno. Por outro lado, o Altino Arantes e o Martinelli, vistos da Avenida São João, continua sendo o ponto de vista dos fotógrafos responsáveis pelas iconografias dos postais à venda.

 

Largo de São Francisco. Reprodução de cartão-postal. Fotografia: Waldemir A. Oliveira.
Reprodução de cartão-postal. Fotografia: Waldemir A. Oliveira.
 
Largo de São Francisco. Reprodução de cartão-postal. Fotografia: Maurício Cardim
Reprodução de cartão-postal. Fotografia: Maurício Cardim
 
Largo de São Francisco. Reprodução de cartão-postal. Fotografia: Maurício Cardim
Reprodução de cartão-postal. Fotografia: Maurício Cardim
 
Avenida São João, Prédio Banespa, Altino Arantes e Edifício Martinelli. Reprodução de cartão-postal. Fotografia: Waldemir de Araujo Oliveira
Reprodução de cartão-postal. Fotografia: Waldemir de Araujo Oliveira
 
Vale do Anhangabaú, Avenida São João, Prédio Banespa, Altino Arantes e Edifício Martinelli. Reprodução de cartão-postal. Fotografia: Anízio L. de Miranda
Reprodução de cartão-postal. Fotografia: Anízio L. de Miranda

CENTRO DE SÃO PAULO

SÉCULO XVI

 

1551 - 1560

1561 - 1570

1571 - 1580

1581 - 1590

1591 - 1600

 


SÉCULO XVII

 

1601 - 1610

1611 - 1620

1621 - 1630

1631 - 1640

1641 - 1650

1651 - 1660

1661 - 1670

1671 - 1680

1681 - 1690

1691 - 1700

 


SÉCULO XVIII

 

1701 - 1710

1711 - 1720

1721 - 1730

1731 - 1740

1741 - 1750

1751 - 1760

1761 - 1770

1771 - 1780

1781 - 1790

1791 - 1800

 


SÉCULO XIX

 

1801 - 1810

1811 - 1820

1821 - 1830

1831 - 1840

1841 - 1850

1851 - 1860

1861 - 1870

1871 - 1880

1881 - 1890

1891 - 1900

 


SÉCULO XX

 

1901 - 1910

1911 - 1920

1921 - 1930

1931 - 1940

1941 - 1950

1951 - 1960

1961 - 1970

1971 - 1980

1981 - 1990

1991 - 2000

 


SÉCULO XXI

 

2001 - 2010

2011 - 2020

 

 

 

 

Fotografia e cidade: da razão urbana à lógica de consumo : álbuns de São Paulo, 1887-1954

Solange Ferraz de Lima
Vânia Carneiro de Carvalho
Mercado de Letras
1997

O número de pesquisas históricas que têm feito uso de fontes iconográficas é crescente no Brasil, delineando um novo campo de abordagem que pode ser denominado de História Visual. Neste livro, as autoras analisam dois momentos de inflexão na história social da cidade de São Paulo a partir dos conteúdos formais e temáticos de mais de 1500 fotografias produzidas entre 1887 e 1954, divulgadas na forma de álbuns impressos e originais...[+]

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São Paulo de Piratininga: de pouso de tropas a metrópole

Jose Alfredo Vigidal Pontes
O Estado de S. Paulo
Terceiro Nome
2003

As fotos deste livro foram encontrados em meados de 2000, durante uma reforma no Centro de Documentação e Informação do jornal O Estado de S. Paulo, quando um grande volume empacotado com papelão grosso e certamente fechados à décadas foi aberto, revelando seis álbuns encardenados com mais de setessentas fotos de São Paulo entre os anos de 1860 e 1930. justamente a fase de transição de uma acanhada cidade para a metrópole que hoje conhecemos. Nos anos de 1860 chegavam a São Paulo os trilhos da São Paulo Railway, a ferrovia projetada para ligar as áreas produtoras de café ao porto de Santos. Até então, o silêncio da pacata capital provincial era quebrado principalmente pela algazarra dos estudantes da Academia de Direito ou pelo som dos cascos das tropas de mula que iam e vinham do litoral. A partir deste momento, a cidade, com pouco mais de 25 mil habitantes, inicia irreversivelmente o processo que a tranformaria em uma das maiores metrópoles do planeta. No ínicio do século XX foi inaugurada a primeira hidrelétrica da região da capital, fornecendo energia regularmente para os novos bondes elétricos, as residencias e os estabelecimentos comerciais e industriais. O emprego de trabalhadores assalariados nas lavouras de café estimulava a formação do mercado interno, propiciando a instalação de fábricas nas várzeas do Tamanduateí e do Tietê, acompanhando os trilhos das ferrovias. Assim a cidade se modernizava. Este livro retrata, assim, a metamorfose de um pouso de tropas em metrópole, começando pelo centro histórico, saltando depois para o Vale do Anhangabaú, a Luz, a Liberdade, a Glória, o Brás, os Campos Elísios, o Bom Retiro e outros arredores, permitindo que se caminhe pelo passado e se compreenda melhor a cidade...[+]

 


MILITAO AUGUSTO DE AZEVEDO

Pedro Correa do Lago
Capivara
2001

Este livro reúne a totalidade das fotografias de São Paulo produzidas por Militão Augusto de Azevedo na década de 1860. A pesquisa foi conduzida por Pedro Corrêa do Lago que analisou as primeiras imagens da cidade de São Paulo nos primórdios da fotografia no Brasil...[+] 

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FOTOLABOR - A FOTOGRAFIA DE WERNER HABERKORN

FOTOLABOR - A FOTOGRAFIA DE WERNER HABERKORN

Vários Autores
Espaço Líquido
2014

'A fotolabor' teve destaque nos anos 1950 atuando com uma das maiores produtoras de cartões postais fotográficos em São Paulo...[+]

 


Memória Paulistana

Carlos Augusto Calil
IMESP
2011

Livro inclui fotografias de nomes importantes da época, como Militão Augusto de Azevedo, e anônimos que fizeram registros precisos e marcantes. A coordenação da obra é de Carlos Augusto Calil, secretário de cultura da cidade de São Paulo...[+]

 


CADERNOS DE FOTOGRAFIA BRASILEIRA SAO PAULO 450

IMS
2004

Como uma espécie de catálogo da mostra 'São Paulo, 450 anos - A Imagem e a Memória da Cidade no Acervo do Instituto Moreira Salles', os 'Cadernos de Fotografia Brasileira', trazem além de ampla documentação visual - com as mais antigas fotos que se conhece da capital paulista, feitas por Militão Augusto de Azevedo, textos assinados por especialistas na história e formação da capital paulista e da fotografia brasileira. A edição também inclui uma cronologia ilustrada dos principais acontecimentos que marcaram a vida de São Paulo...[+] 

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Iconografia Paulistana do Século XIX

Pedro Corrêa do Lago
Capivara
2003

Um resgate ao passado, mostrando personagens retratados por artistas da época e criadores das raízes que tornaram São Paulo a mais próspera cidade da América Latina. Neste trabalho estão reunidas todas as imagens identificadas da cidade de São Paulo e de seus costumes no século XIX, até o surgimento da fotografia, com as vistas tiradas a partir de 1860 por Militão, primeiro fotógrafo da cidade...[+]

 


As Artes de um Negocio: a Febre Photographica São Paulo
1862-1886

Cândido Domingues Grangeiro
Mercado das Letras
2000

Durante muitos séculos, a única forma de obter a reprodução da própria imagem foi, principalmente, por intermédio das diversas técnicas de pintura. A óleo, aquarela, nanquim ou crayon, possuir um desses retratos era possível para poucos e desejo de muitos. A partir da segunda metade do século XIX, a fotografia apoderou-se deste desejo, ou sonho, e transformou o outrora signo aristocrático em objeto ao alcance de muitos - de objeto raro, passou a ser mundano, possuído e distribuído por todos e para todos. Em São Paulo, entre 1862 - 1886, inúmeras oficinas fotográficas se sucederam na disputa dos rostos paulistanos. Nelas, o público tinha à sua disposição uma infinidade de produtos capazes de satisfazer qualquer fantasia ou contentar diferentes bolsos. A história deste livro inicia-se neste momento, em que os paulistanos começam a ter a possibilidade de concretizar um antigo sonho: o de possuir a própria imagem fixada em um pedaço de papel, para expô-la ou dispô-la como melhor lhes conviesse...[+]

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Imagens de Sao Paulo: Gaensly no acervo da Light, 1899-1925

Vários Autores
Fundacao Patrimonio Historico da Energia de Sao Paulo
2001

Este livro recupera as imagens de São Paulo registradas pela câmera do fotógrafo Guilherme Gaensly, em paralelo com o percurso de sua vida e obra. Seu trabalho documental demonstra uma sensibilidade para a composição espacial, na arquitetura ou paisagem, e representa um momento fundamental para a cidade de São Paulo...[+]

 


AURELIO BECHERINI

Vários autores
Cosac Naify
2009

Este livro reúne cerca de 200 imagens do Aurélio Becherini. Nascido na Itália, Becherini chegou ao Brasil no começo do século passado e registrou as mudanças pelas quais a capital paulistana passou nos anos 20 e 30, como ampliação de ruas, demolições e crescente urbanização, além das mudanças de hábitos que resultavam dessa pequena revolução. As imagens, organizadas de acordo com cada ponto retratado pelo fotógrafo, estão acompanhadas por textos de Rubens Fernandes Junior, historiador da fotografia, da pesquisadora Ângela C. Garcia e do sociólogo José de Souza Martins. O livro também conta com uma biografia do fotógrafo, índice das imagens por regiões da cidade e versões...[+] 

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Guilherme Gaensly

Vários Autores
Cosac Naify
2011

Esta obra apresenta as fotografias de Guilherme Gaensly, realizadas em grande parte entre 1894 e 1915, durante a explosão do desenvolvimento urbano da cidade de São Paulo. O livro contém imagens comentadas por Henrique Siqueira e textos de Boris Kossoy, Rubens Fernandes Junior e Hugo Segawa....[+]

 


Militão Augusto de Azevedo

Vários Autors
Cosac Naify
2012

Esta obra traz a estrutura editorial, em menor escala, do álbum comparativo da cidade de São Paulo elaborado por Militão Augusto de Azevedo. Além de um ensaio fotográfico com imagens do álbum, traz três mapas comparativos que demarcam os locais fotografados por Militão em três tempos (1862, 1887 e 2012), uma lista das mudanças nominais dos logradouros e bibliografia. O livro traz textos que pretendem contextualizar a produção de Militão e a relevância de seu trabalho para a preservação da memória da cidade...[+]

 

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