Texto e Fotografias de Mônica Yamagawa


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BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984.BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO

São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos
EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A
SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento
1984

 

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GUIA FIQUE EM SÃO PAULO NO FIM DE SEMANA

Adriana Salles Gomes
Fernando Moreira Leal
Publifolha
2001

Este guia turístico da cidade de São Paulo e seus arredores ajuda o visitante ou o paulistano a descobrir o que a cidade tem de especial, de uma maneira organizada e rápida, com mais de 200 passeios selecionados de acordo com o gosto do leitor. São 20 menus de interesse - que vão do ecoturismo a uma relação de programas gratuitos ou abertos 24 horas. Os menus incluem também parques e jardins; esportes e atividades ao ar livre; compras; história; arquitetura e arte pública; festas e tradições; curiosidades; museus; comidas e bebidas; hotéis e motéis; cursos; vida noturna; roteiros e passeios; São Paulo multicultural; artes e espetáculos; saúde e beleza e calendário com atrações organizadas por tema, além de uma relação por programas, dispostos em ordem alfabética ...[+]

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Arquitetura Italiana Em São Paulo

Anita Salmoni
Emma Debenedetti
Perspectiva
2007

Acompanha a produção de um espaço urbano, a qual se distingue por sua característica coletiva e se deve ao conjunto anônimo de imigrantes, marco inicial do processo, até a obra contemporânea, assinada individualmente por arquitetos de mesma extração...[+]

 


Italianos no Brasil:
“Andiamo in’Mérica”

Franco Cenni
Edusp
2003

Em janeiro de 1960, Franco Cenni ganhou o Prêmio Itália, no concurso promovido pela Companhia Antarctica Paulista, cuja comissão julgadora era composta pelos professores Sérgio Buarque de Holanda, Antonio Candido de Mello e Souza, Sérgio Milliet da Costa e Silva, Edoardo Bizzarri e pelo poeta Guilherme de Almeida. Esse concurso, instituído por ocasião da visita do então presidente italiano Giovanni Gronchi ao Brasil, reuniu obras literárias sobre a presença do italiano na história e no desenvolvimento do país, e constitui a base para este livro - 'Italianos no Brasil'...[+]

 


A GAROTA DE SÃO PAULO

Ada Pellegrini
Arx
2004

Ada Pellegrini conta a própria história - a de uma imigrante italiana que viveu na grande metrópole nas décadas de 50 e 60. Traça um retrtato da época, apresentando as principais alamedas comerciais, famílias tradicionais, fatos de grande repercussão no cenário sócio-político, como o suicídio de Vargas em 1954...[+]

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CENTRO DE SÃO PAULO

ANTIGO BANCO FRANCÊS

E ITALIANO

rua 15 de novembro, 213

atualizado em: 3 de junho de 2016

 

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A edificação do Antigo Banco Francês e Brasileiro, projeto de Giulio Micheli, foi inspirado no Palácio Strozzi (Itália).

Iniciada em 1919, o edifício possui quatro pavimentos mais porão, foi erguido em estrutura de concreto e alvenaria de tijolos.

 

Giulio Micheli

Palácio Strozzi (Itália)

 

Giulio Micheli era um dos arquitetos de destaque, ao final do século XIX, na cidade de Sâo Paulo. Formado em Florença, pertencia a uma família de nobres italianos, possuindo, inclusive, o título de conde.

Chegou ao Brasil em 1888 e segundo Gabriel Frade,

"os paulistas de hoje recordam austero, com uma longa barba, havia chegado em São Paulo no ano de 1888, com vinte e seis anos de idade, diplomado há pouquíssimo temppo, cheio de ideias e esperanças. Seu pai Vinjcenzo, também arquiteto, e diretor por muitos anos da Academia de Belas-Artes de Florença, desejando que o filho tivesse boas bases para o estudo, fez com que ele se formasse em Paris, e em seguida o fez viajar por toda a Europa"

[FRADE, Gabriel. Arquitetura sagrada no Brasil: sua evolução até as vésperas do Concílio Vaticano. Edições Loyola, 2007, p.98-99.]

Giulio Micheli fez parte de vários projetos arquitetônicos e urbanísticos na cidade de São Paulo, por exemplo, com a aprovação da Seção Municipal de Engenharia:

Como arquiteto, associou-se a Luigi Pucci, projetando com este a Santa Casa de Misericórdia (sendo responsável pela edificação do pavilhão central e da capela). Quando se aposentou, Pucci entregou a Micheli seu escritório de arquitetura, na época, um dos mais importantes da cidade.

Posteriormente, com Giuseppe Chiappori, realizou

"em conjunto, várias construções nos mais diversos estilos, inclusive o tipicamente florentino, e outros naquele estilo floreado tão cheio de grinaldas presas a bocas de animais, de folhagens e de frutas, de máscaras e de medalhões. Construíram nesse estilo o prédio da Previdência, na esquina do largo da Sé com a rua Quinze de Novembro e a rua Anchieta (o primeiro edifício de cinco andares da cidade), e o palacete da Livraria Açlves, na Rua Líbero badaró, dos mais característicos e completos no gênero."

[CENNI, Franco. Italianos no Brasil: “Andiamo in’Mérica”. São Paulo: Edusp, 2003, p.411.]

Micheli também elaborou os planos e participou da construção da Igreja de Santa Cecília (estilo românico), cuidando, inclusive, dos detalhes internos, da parte decorativa, dos altares e dos móveis.

Giulio Micheli também foi encarregado de criar o edifício para o Insituto Médio Dante Alighieri (hoje conhecido como Colégio Dante Alighieri), encomendado por representantes das famílias italianas, para a criação da escola para filhos de imigrantes italianos, projeto este encabeçado por Rodolfo Crespi.

Para o edifício da "Banca Francese e Italiana per l'America del Sud" (Banco Francês e Italiano) optou por realizar um cópia do Palazzo Strozzi, de Florença, que foi concluído por Chiappori, após a sua morte.

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