Texto e Fotografias de Mônica Yamagawa


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Centro de São Paulo: Capela de Santa Luzia
Rua Tabatinguera

FONTE DA IMAGEM: CONDEPHAAT
 

Imagem: Chácara de Dona Ana Maria de Lorena Machado.
Imagem de Militão Augusto de Azevedo.

FONTE DA IMAGEM:
OLIVEIRA, Maria Luiza Ferreira de.
Entre a casa e o armazém: relações sociais e experiência da urbanização - São Paulo, 1850 - 1900.
São Paulo: Alamed, 2005, p.49.

Dicionário de história de São Paulo

Antonio Barreto do Amaral
Imesp
2006

'A Coleção Paulística' trata de diversos aspectos da História do Estado de São Paulo, de sua formação e cultura, de alguns de seus municípios e de algumas de suas personalidades. Disponibiliza-se, assim, a pesquisadores e estudiosos da história de São Paulo, bem como ao público em geral. Os exemplares selecionados, escritos por nomes relevantes da prosa paulista, cobrem desde a saga dos Bandeirantes até a história dos teatros paulistas, destacando-se o 'Dicionário de História de São Paulo'...[+]

 


Entre a casa e o armazém: relações sociais e experiência da urbanização
São Paulo, 1850 – 1900

Maria Luiza Ferreira de Oliveira
Alameda
2005

Este livro é um convite para o leitor voltar a um tempo no qual São Paulo combinava características de uma cidade moderna com traços fortemente rurais. Bastava uma rápida caminhada até a Igreja da Misericórdia para avistar, do alto de seu campanário, descampados, grotões, charnecas, beiras de rios e até animais silvestres e matas, que se estendiam muito além dos vales do Anhangabaú e Tamanduateí. Os personagens deste cenário? Aquela parte da população abstratamente designada como "classes médias" - na verdade, uma gente esquecida, os remediados da sociedade, uma multidão de figurantes mudos da cena paulistana - os quais atendiam pelos nomes de Dona Carolina, Seu Marcelino, Ana de Sorocaba e centenas de outros que aparecem nos registros dos quase mil inventários e testamentos que chegaram até nós. A maioria tinha pouco mais de quarenta anos no longínquo ano de 1872, quando surgiram na cidade os primeiros lampiões a gás. Pessoas que vivenciaram um tempo de incertezas e mudanças, abriram lojas e armazéns, compraram uma casinha, faliram, venderam tudo, tiveram dias bons ou ruins - enfim, sentiram na pele aquele diagnóstico certeiro de António de Alcântara Machado, quando dizia que 'em São Paulo não há nada acabado e nem definitivo, as casas vivem menos que os homens e se afastam, rápidas, para alargar as ruas'...[+]

 


A dinâmica dos nomes na cidade de São Paulo - 1554 - 1897

Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick
Annablume. 1996

Este livro traz a história da cidade de São Paulo vista pelos nomes de seus logradouros. Amparada por uma vasta pesquisa que resultou na sua tese de livre-docência, a autora mostra como se efetuou a denominação dos acidentes naturais e culturais de São Paulo dos Quinhentos aos Oitocentos, proporcionando contribuições importantes e originais também a pesquisadores de áreas como História e Ciências Sociais...[+]

 



História da Cidade de São Paulo Através de Suas Ruas

Antônio Ridrigues Porto
Carthago
1996

A finalidade principal desta obra é divulgar fatos da história da cidade de São Paulo, através de uma síntese da vida paulistana em período superior a quatro séculos, chegando até os dias atuais. O autor retrata os costumes do povo, a sua religiosidade e os grandes acontecimentos locais. Tudo isso através da história dos logradouros públicos da cidade...[+]

Edição usada disponível na Estante Virtual

 


Memória e Tempo das Igrejas de São Paulo

Leonardo Arroyo e Dina Dorothea Danon
IBEP Nacional
2010

Em 'Memória e tempo das igrejas de São Paulo', os desenhos de Diana Dorothèa Danon buscam captar todo o valor artístico de espaços sagrados. Com sensibilidade, a autora registra construções que datam do século XVI ao XX. São dezenas de construções contempladas em mais de 50 desenhos de valor documental e artístico. Já os textos de Leonardo Arroyo são uma verdadeira viagem pela história dessas igrejas e relatam fatos pitorescos ligados aos costumes da época...[+]

 


São Paulo Antigo 1554-1910

Antonio Egydio Martins
Paz e Terra
2003

Antonio Egydio Martins foi responsável pela organização do Arquivo do Estado de São Paulo por 30 anos, ao longo dos quais percorreu a documentação em busca dos pormenores da história paulistana. São Paulo Antigo era o título das crônicas que passou a publicar nas páginas do Diário Popular e que caíram no gosto do público, dando origem ao livro, publicado em dois volumes em 1911 e 1912. O livro permaneceu como fonte privilegiada para se conhecer o cotidiano da cidade, tratando de seus personagens, das festas, dos costumes, dos hábitos alimentares, dos governantes, dos jornais, das lojas... São Paulo Antigo é como um baú da história paulistana, ao qual se recorre em busca da informação miúda, do detalhe, da data, dos tipos da cidade, dos pormenores perdidos no rolar do tempo...[+] 

Edição usada disponível na Estante Virtual

 

CENTRO DE SÃO PAULO

CAPELA DE SANTA LUZIA

rua tabatinguera, 104

atualizado em: 5 de junho de 2016

 

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O projeto da Capela de Santa Luzia é de autoria do arquiteto italiano Domingos Delpiano e a pintura que decora seu interior, de Oreste Sercelli, nascido em Florença, Itália (1869-1927). Começou a ser construída no final do século XIX e inaugurada em 13 de dezembro de 1901, na chácara de Ana Maria de Almeida Lorena Machado. Em 1903, após a sua morte, seus herdeiros decidiram doar a capela para a Cúria Metropolitana.

Segundo a descrição do CONDEPHAAT,  

"na sua arquitetura distinguem-se elementos característicos do estilo gótico, como os arcos ogivais, a centralidade e a verticalidade de sua elevação principal, estas últimas enfatizadas pela torre em seu eixo de simetria."

[KAMIDE, Edna Hiroe Miguita, PEREIRA, Terza Cristina Rodrigues Epitácio. Patrimônio Cultural Paulista: CONDEPHAAT – bens tombados, 1968 – 1998. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 1998, p.181.]

Para se ter uma ideia da dimensão da propriedade de Dona Ana Maria de Almeida Lorena Machado, segundo o Dicionário de História de São Paulo, a sua chácara tinha entrada pela Rua Tabatinguera com o Beco Sujo (depois, Travessa da Glória, hoje, Rua Conde do Pinhal), e nela, posteriormente, foram abertas as Ruas Conselheiro Furtado, Bonita (atual Rua Tomás de Lima), Santa Luzia e Conde de Sarzedas.

Bernardo José de Lorena (Conde de Sarzedas) e Francisco de Assis Lorena foram os proprietários da chácara, antes dessa chegar às mãos de Dona Ana Maria. Conta Antonio Rodrigues Porto que nos fundos da chácara existiu uma fonte batizada de Santa Luzia; chamada pela população de "água de Santa Luzia" (Santa Luzia era a a santa de devoção da família do Conde de Sarzedas), ela era muito procurada pelos que tinham algum problema de visão.

Ainda sobre a capela, segundo Diana Danon e Leonardo Arroyo, na década de 1970, a capela era dirigida pelos missionários de São Francisco de Sales de Annecy (MSFS) e no local funcionava a União Católica Francesa, centro religioso da colônia francesa em São Paulo, responsável por auxiliar os fiéis pobres da colônia.

CONDEPHAAT. Resolução 30 de 12/07/1995: Sobre to tombamento da Capela de Santa Luzia.

CONPRESP. Resolução no. 21/2002: Sobre o tombamento da Capela de Santa Luzia.

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