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EDIFÍCIO SAMPAIO MOREIRA

rua líbero badaró, 340/350

história do centro de são paulo

atualizado em: 26 de setembro de 2017

 

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Considerado o "avô" dos arranha-ceús de São Paulo, por um curto espaço de tempo, o Sampaio Moreira foi a edificação mais alta da cidade (até a construção do Edifício Martinelli, em 1929), com seus 596 metros quadrados de terreno, 5360 metros quadrados de área útil, 50 metros de altura, distribuídos em 13 pavimentos, porão e ático. [Horschutz: 2007].

Inaugurado em 1924, o projeto, assinado pelos arquitetos Samuel das Neves e Cristiano Stockler das Neves, foi elaborado para o senhor Sampaio Moreira.

Fonte da Imagem: Prefeitura Municipal de São PauloO edifício foi criado em composição com os antigos Palacetes Prates, então, existentes, no Vale do Anhangabaú:

"Estilisticamente, pretende ser a versão em altura do Luís XVI com elementos decorativos típicos daquele estilo, recriado segundo o gosto de então. Com a destruição do Parque do Anhangabaú, o desaparecimento dos pavilhões (Palacete Prates e Prefeitura Municipal) e com a verticalização exagerada, o edifício atualmente passa quase despercebido, sendo entrevisto do Vale do Anhangabaú por um pequeno trecho de jardim sobrevivente." 

[BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM - Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos / EMPLASA - Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A / SEMPLA - Secretaria Municipal de Planejamento, 1984, p.343-344.]

O uso do Edifício Sampaio Moreira sempre foi comercial: funcionou como prédio de escritórios até 2008, quando foi desapropriado pela Prefeitura para instalação da Secretaria Municipal de Cultura. [Jornal da Tarde: 2010]

Na entrada, as escadarias são de mármore de Carrara, o painel de madeira maciça, os elevadores manuais, revestidos em vermelho e a cobertura do prédio, coroada por um pergolado de colunas gregas. [Jornal da Tarde: 2010]

Em 2009, o CONPRESP -Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio, abriu o processo para tombamento da edificação (RESOLUÇÃO Nº02/COPRESP /2009).

Em 2010, o edifício foi desapropriado: prédio e fachada foram tombados pela CONPRESP. Em abril de 2012, a Prefeitura Municipal começou as obras de restauração. Segundo o site oficial da prefeitura municipal, a recepção do edifício, os elevadores e ferragem das escadarias, além do 5ª andar terão as salas preservadas, mantendo as estruturas do projeto original e as pinturas artísticas: 

"Os outros andares serão todos reformados, passando por remoção de paredes e adaptações. O projeto prevê a construção de um refeitório na cobertura, uma entrada lateral e a criação de passagens entre os lados do prédio nos andares que não tem esta ligação, do 12º ao 6º andar."

[EDIFÍCIO SAMPAIO MOREIRA PASSA POR RECUPERAÇÃO. Prefeitura Municipal de São Paulo: 17 Jul. 2012.]
[SP Obras irá recuperar o Edifício Sampaio Moreira. Prefeitura Municipal de São Paulo: 28 Nov. 2012.]

Segundo a Prefeitura Municipal de São Paulo: 

Essa obra, no entanto, não irá contemplar a Casa Godinho. Com IPTU separado do restante do condomínio da casa de comércio não “pertence” ao edifício. Quem assina o projeto de recuperação histórica do Sampaio Moreira é o escritório de arquitetura e engenharia Lopes/Kalil Engenharia e Comércio Ltda.A licitação que deu origem à atual contratação foi baseada no projeto do escritório Kruchim Arquitetos.No valor de R$ 14.450.866,96, a obra deve começar no início de 2012, com prazo de 18 meses para término.” 

[EDIFÍCIO SAMPAIO MOREIRA PASSA POR RECUPERAÇÃO. Prefeitura Municipal de São Paulo: 17 Jul. 2012.]
[SP Obras irá recuperar o Edifício Sampaio Moreira. Prefeitura Municipal de São Paulo: 28 Nov. 2012.]

No andar térreo da edificação, funciona a Casa Godinho, estabelecimento comercial fundado em 1888 e localizado no Edifício Sampaio Moreira, desde 1924, ou seja, desde a inauguração do prédio. Em 2013, a mercearia foi declarada patrimônio cultural imaterial da cidade pelo Conpresp.

  

Referências bibliográficas

BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM - Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos / EMPLASA - Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A / SEMPLA - Secretaria Municipal de Planejamento, 1984, p.343-344.

BEM-VINDO AO EDIFÍCIO SAMPAIO MOREIRA. Jornal da Tarde: 14 Out. 2010.

Casa Godinho: www.casagodinho.com.br

EDIFÍCIO SAMPAIO MOREIRA PASSA POR RECUPERAÇÃO. Prefeitura Municipal de São Paulo: 17 Jul. 2012.

ESTEVES, Juan, ABDALLA, Antônio Carlos, LORCH, Denise Machado. Capital – São Paulo e seu patrimônio arquitetônico. São Paulo: Imesp / Secretaria do Estado da Cultura, 2013, p.267.

HORSCHUTZ, Alessandra Maria Cerqueira Lima. Ocupação de Edifícios de Escritórios Corporativos em São Paulo – O Caso do IBM Tutóia. Dissertação de Mestrado – Arquitetura & Urbanismo. Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2007, p.68-69.

SP Obras irá recuperar o Edifício Sampaio Moreira. Prefeitura Municipal de São Paulo: 28 Nov. 2012.

CENTRO DE SÃO PAULO

BIBLIOGRAFIA


BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO

São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos
EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A
SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento
1984

 

Edição usada disponível na
Estante Virtual

 

CAPITAL - SAO PAULO E SEU PATRIMONIO ARQUITETONICO

Juan Esteves
Antonio Carlos Abdalla
Imesp
2013

'A Secretaria de Estado da cultura de São Paulo tem imensa satisfação em apoiar a reedição do livro 'Capital - São Paulo e seu patrimônio arquitetônico, de Juan Esteves. Com curadoria de Antonio Carlos Abdalla, o conjunto de fotografias selecionadas oferece um amplo panorama da diversidade de edifícios de distintas naturezas que marcaram a capital paulista ao longo de sua história, especialmente os últimos 100 anos. Colocado em evidência no magistral registro de Juan Esteves, o patrimônio arqutetônico paulistano pode aqui ser apreciado nos detalhes que acabam por ficar invisíveis em meio à agitação cotidiana da metrópole. Ao dar merecida visibilidade aos edifícios retratados, esta publicação ajuda a sensibilizar para a necessidade de preservação desse patrimônio, uma importantíssima e difícil tarefa, que precisava envolver toda a sociedade.' - Marcelo Mattos Araujo...[+]

 

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