Texto e Fotografias de Mônica Yamagawa


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patrimônio cultural

FUNDICAO ARTISTICA NO BRASIL

SESI-SP
2013

A exposição Fundição Artística no Brasil teve o intuito de resgatar a importância da preservação do patrimônio cultural do nosso país, com foco na tecnologia de fundição artística, restauro de obras de arte e na educação de jovens profissionais. Apresentou uma cronologia do processo tecnológico da fundição artística conhecido como cera perdida , que chegou ao Brasil no século XVIII e passou as últimas décadas praticamente esquecido. Compuseram a exposição obras cedidas por importantes acervos culturais do Brasil, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, além de trabalhos desenvolvidos por professores, alunos e técnicos da Escola SENAI Nadir Dias de Figueiredo, em Osasco (SP)...[+]

 



Esculturas no Espaço Público em São Paulo

Miriam Escobar
CPA – Consultoria de Projetos e Artes
1998

São Paulo vista através de seus caminhos e os lugares por onde eles passam. Foi assim que a arquiteta Miriam Escobar organizou este seu trabalho em que as esculturas estão dispostas por esses lugares e como que olhando quem passa. Uma referência de coisa viva onde caminho, lugar e escultura afirmam o espaço dos homens como sendo mais do que um fluxo onde não há tempo a perder ou uma operação mecânica a se realizar. Cada objeto anotado fala do que se homenageia e, mais que isto, marca com a sua presença um sentido possível a ser assumido por quem passa e nota.  A experiência transmitida vem dos tempos de criança, de andanças primeiras por esta cidade que muda tanto. Traz o envolvimento e a sedução de olhos encantados que tudo registram. Vem daí a satisfação imensa que estes registros fotografados provocam. É um olhar de afetividades profundas que procura tudo mostrar, mas que não interfere em nada. É a cidade sempre presente pelos gradis de proteção, pelos carros, pelas gramas e plantas do jardim. As localizações em plantas gráficas vão informando onde se...[+]  

Edição usada disponível na Estante Virtual

 


download gratuito

 

Inventário de Obras de Arte em Logradouros Públicos da Cidade de São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CENTRO DE SÃO PAULO

GLÓRIA IMORTAL AOS

FUNDADORES DE SÃO PAULO

escultura de amadeo zani
pátio do colégio

atualizado em: 6 de outubro de 2016

 

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"Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo", foi criada por Amadeu Zani e executada em Orestes Buongirolami (Roma, Itália). Realizada em 1913, foi implantada em São Paulo em 1925, no Pátio do Colégio. Confeccionada em granito e bronze, seu pedestal (granito) mede 22,14 X 12,05 x 12,05m e sua parte em bronze, 22,14 X 12,05 x 12,05m.

A figura feminina, no topo da escultura, representa a cidade de São Paulo "coroando" seus moradores. Na mão direita, a tocha, simboliza o amor eterno; na mão esquerda, o ramo de louros e a foice representam, respectivamente, a glória e o trabalho.

"Nas quatro faces do pedestal, baixo-relevos em bronze mostram aspectos dos primeiros tempos da vila: a catequese, destacando o trabalho do Padre Anchieta; a primeira missa, celebrada pelo Padre Manoel de Paiva em 25 de janeiro de 1554, dia da Conversão de São Paulo; a defesa da vila pelo cacique Tibiriçá; a embaixada de paz por Anchieta e Manoel da Nóbrega junto aos índios Tamoios. Na base da coluna, figuras de bronze em alto- relevo representam os indígenas em trabalho braçal, erguendo as primeiras casas da vila e a igreja, sob as ordens do Padre Afonso Braz. Alguns carregam, às costas, cestos com terra e potes de água, ao passo que outros amassam a terra para formar a taipa. Pouco abaixo do alto-relevo, medalhões, também em bronze, estampam os perfis de autoridades da época: Martim Afonso de Souza, fundador da Vila de São Vicente; Mem de Sá, Governador Geral do Brasil de 1558 a 1572; Dom João III, Rei de Portugal entre 1521 e 1557; e o Papa Júlio III (1550 - 1555). Entre os medalhões, vinhas e folhas de bronze, em relevo, completam a ornamentação."

[DPH - Departamento do Patrimônio Histórico - Secretaria de Cultura]

 

O edital para o Monumento Comemorativo da Fundação de São Paulo

O edital para o concurso do “Monumento Comemorativo da Fundação de São Paulo", foi publicado em 1909, no jornal “O Estado de São Paulo”. O objetivo era selecionar o melhor projeto em homenagem à fundação da cidade e as personagens principais daquele período: os jesuítas e os indígenas. O prêmio para o vencedor previa o pagamento de 30 contos de réis e o vencedor foi Amadeo Zani.

Em 1911, o então prefeito Raymundo Duprat autorizou a liberação de 80 contos de réis, divididos em três prestações (pagas entre os anos de 1911 e 1913) para a comissão encarregada pela escolha do melhor projeto e sua posterior execução (Antonio Prado, M. A. Duarte de Azevedo, Júlio de Mesquita, Ramos de Azevedo, Adolpho Augusto Pinto, Cezar Lacerda Vergueiro e Eduardo Vergueiro de Lorena).

As peças em bronze foram fundidas na Itália e enviadas para o Brasil. Em 1915, dois anos depois da conclusão dos pagamentos, a Revista Cigarra publicou uma nota sobre o monumento, afirmando que as peças estavam em um armazém no bairro do Brás, de propriedade do Senhor C.P. Vianna. E no armazém elas permaneceram por vários anos, pois, somente em 1922, através de uma decisão da Câmara Municipal, foi decretada a implantação do monumento no então Largo do Palácio (hoje, conhecido como Pátio do Colégio). Após a decisão, os paulistanos ainda esperaram cerca de três anos mais para então assistir a cerimônia de inauguração, que ocorreu em 11 de junho de 1925.

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