Website de Mônica Yamagawa

IGREJA DE SÃO GONÇALO

praça joão mendes, 108
rua rodrigo silva, 45 e 77

história do centro de são paulo

atualizado em: 27 de setembro de 2017

 

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A Irmandade de Nossa Senhora da Conceição e São Gonçalo Garcia criada em 1724, na Igreja de Santo Antônio, obteve, em 1756, autorização eclesiástica (do Bispo Frei Antonio da Madre de Deus Galrão) para erigir uma capela separada, independente da de Santo Antônio.

"Pequena, estreita, terrivelmente modesta foi a primeira construção da igreja que levou o nome de São Gonçalo, forçado pelos seus intransigentes devotos. Porque realmente a igreja de São Gonçalo é a igreja de Nossa Senhora da Conceição, legítimo orago do templo. A insistência dos devotos do século XVIII desafiou o tempo e a igreja hoje é familiarmente conhecida, intimamente chamada de São Gonçalo, quando não o deveria ser. Tal é a força da tradição, porém. O santo menos o orago. O santo absorveu e dominou o nome do orago e a igreja de Nossa Senhora da Conceição, com todos os requisitos canônicos, ninguém a conhece. Mas todo mundo sabe qual é a igreja de São Gonçalo."

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.216-217.]

O local escolhido, não se sabe ao certo se através de compra ou doação, onde até hoje se encontra a igreja, era conhecido como Largo da Cadeia. Na época, os terrenos nessa área valiam muito pouco, por causa da proximidade da forca e da cadeia e, segundo Leonardo Arroyo, era um vasto campo, onde se localizavam os "bexiguentos" da época.

Segundo o guia BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO, provavelmente, a irmandade era constituída por membros sem prestígio social e sem recursos financeiros, e o fato de que em 1783, o templo era chamado de São Gonçalo dos Pardos, reforça essa tese.

"a história do templo é pouco conhecida, e os documentos a ele referentes, datados de meados do século XIX, levam a crer que fosse modestíssimo."

[BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984, p.172.]

 

 

Em 1763, a Igreja de São Gonçalo já exigia novas reformas e data dessa época o início dos conflitos do grupo com a Câmara de São Paulo:

"registrada na sessão da Câmara de 7 de maio desse ano. Com efeito, 'chamaram o alcaide do mesmo Senado Domingos de Cubas e lhe ordenaram que notifique e fosse notificar a Nicolau Alves da Fonseca chamado o Carranca... das obras que está fazendo na capella de São Gonçalo Garcia não continue com o alicerce que intentou fazer no outão de São Gonçalo para o meio da rua deixando-a enficoanada (sic) com prejuízo do bem comum pena de que continuando com o dito alicerce de ser condenado em seis mil reis e trinta dias de cadeia'. O Carranca, pelo visto andou querendo exagerar os limites do terreno da igreja, no que fooi advertido pela Câmara."

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.218.]

Por volta de 1852, informações registradas nas Atas da Câmara, revelam as dificuldades da Igreja de São Gonçalo, que requeriam imagens e ornatos de segunda mão para a sua edificação:

"A Câmara, através de um requerimento, exigia que 'se obtenha informações de varias imagens de santos e alguns ornatos pertencentes ao antigo Altar da Cadeia, q. forão recolhidas as igrejas de São Gonçalo, e dos Remedios'. Imagine-se a condição do templo, recolhendo ornamentos da capela da cadeia. Quando da reforma da Câmara, o procurador da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição e São Gonçalo pediu à edilidade 'os balaustres de madeira que guarnecião as janellas da casa desta Cama. e que forão substituitos pr. grades de ferro, afim de serem empregados noa tribunas da da. Igreja' "

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.220.]

Com poucos recursos e com dificuldades para manter a conservação da edificação, o estado do templo era precário poucos anos depois, a ponto de receber um auxílio consignado pela assembléia provincial em 1858, via lei orçamentária, no valor de 1:000$000, para reformas. No entanto, segundo Leonardo Arroyo, ou esse valor não foi entregue à Irmandade ou não foi suficiente para concluir as reformas pois,

"na sessão de 21 de novembro de 1861, foi lido um 'off. dos Mensarios da Irmande. de N. Sra. da Concam. e S. Gonçalo, pedindo como retribuição a qta. de 200$000 para salvar as despezas que tem feito com aquela Igreja' "

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.221.]

As discussões entre a Igreja de São Gonçalo e a Câmara mencionadas acima, quando dos trabalhos do Sr. Carrranca, continuavam. A Irmandade já tinha a seu favor, duas sentenças, porém, na sessão de 14 de março de 1863,

"a Câmara deliberou 'que se ordenasse ao procurador que em juizo fizesse declaração de que o embargo das obras da Igreja de Sâo Gonçalo não compreende as da torre, em cuja reedificação a Irmandade pode combinar sem prejuizo do alinhamento que tem de ser dado e do terreno desapropriado, que é lateral á mesma torre'.

(...)

Essa discussão em torno de um pedaço do terreno, dada a demora do litígio em juízo, prejudicava particularmente a igreja cujas obras ou estavam suspensas, ou se encontravam ainda por iniciar."

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.221-222.]

Para resolver esse embate e não prolongar ainda mais os processos, no dia 1 de outubro de 1863, a Irmandade resolveu negociar a concessão do terreno com a Câmara, mesmo com duas sentenças anteriores a seu favor, porém, impondo as seguintes condições:

"Primeira: a Irmandade concede o terreno em questão, conforme exige a Illustrissima Câmara Municipal, a aprtir do canto da antiga torre da Igreja ao Canto da Sachristia, como se acha indicado na planta junta, levantado pelo Engenheiro o sr. José Porfirio de Lima, pela qual sera dado o conveniente alinhamento.

Segunda: a Irmandade deziste da questão judicial em andamento a respeito deste terreno, em a qual já tem duas sentenças a favor da Irmandade.

Terceira: Concorda em que seja reduzida a importancia de 6:000$000 réis em que por peritos e judicialmente forão avaliados os prejuizos e danos cauzados a Igreja.

Quarta: Sugeita-se ao augmento de despeza occazionado por esta demarcação ou alinhamento, que transtorna completamente a direcção do telhado, pela entrega do terreno em quatão.

Quinta: A Illma. Câmara Municipal, dezistindo da appellação que intentou, obriga-se a pagar as custas do processo, e bem assim a retribuir a Irmandade pela despeza que tem feito com essa questão, pelos prejuizos e damnos que tem soffrido pelo augmento de despeza que lhe accresce a dadiva do terreno, e pelo valor deste, a modica quantia de 4:000$000 réis, sendo essa quantia paga pelo Procurador da Câmara em prestações semanaes, em vista das ferias das obras da Igreja firmadas pelo Procurador da Irmandade, e rubricadas pelo Juiz e Secretario da mesma. Estas concessões feitas pela Irmandade á vontade da Illma. Câmara, mediante uma quantia que não repara os prejuizos cauzados, parece que justificão a boa vontade dos mezarios e assim esperão que esta Câmara em attenção ao estado ruinozo da Igreja, não quererá por mais tempo alimentar similhante questão."

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.222-223.]

Em sessão de 20 de feveriro de 1873, a Ata da Câmara registrou um pedido de abertura de loteria para o uso dos recursos por ela obtidos, nas reformas da Igreja de São Gonçalo, feita pelo vereador Paulo Egidio.

As reformas prosseguiram, com algumas interrupções nas décadas seguintes. Entre as intervenções realizadas durante esse longo período de renovação, está o frontispício, erigido em 1878, segundo o guia BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO, pago por Dona Eufrosina Quartim, Baronesa da Silva Gameiro (no livro de Leonardo Arroyo, é mencionado o ano de 1881)

A batalha for recursos financeiros continua nos anos seguintes, em suas pesquisas, Antonio Egidio Martins, menciona que três loterias foram abertas entre 1880 e 1881, para que os recursos por elas obtidas fossem destinadas para as obras na Igreja de São Gonçao, porém, segundo Leonardo Arroyo, essas informações não estão registradas nas Atas da Câmara.

A Irmandade, pela falta de recursos financeiros que sempre a acompanhou desde a sua fundação, acabou por desaparecer e já no início da década de 1890, as obras da igreja encontravam-se sob responsabilidade do Dr. João Mendes e do jesuíta Cesar de Angelis. A intervenção comandada por ambos, incluiu a instalação de um zimbório (parte superior da cúpula), destinado a melhorar a iluminação da nave e da capela-mor.

Aliás, segundo Leonardo Arroyo, Cesar de Angelis é o primeiro "padre" associado com a igreja. Até essa data não há informações sobre outros sacerdotes ou exercícios religiosos e que, provavelmente, a igreja foi administrada pela Irmandade, sem celebração de ofícios.

A igreja foi reaberta em 11 de maio de 1893, na Festa de Ascensão do Senhor, e meses depois, em dezembro, passou oficialmente a ser administrada pelos jesuítas que promoveram várias modificações na edificação, com o objetivo de transformá-la em residência do grupo.

"Aos 7 de agosto de 1893, a comissão constituida por João Mendes de Almeida, e Antonio Gabriel Franzen enviava ao bispo diocesano, d. Lino Deodato, a seguinte petição: 'Exmo. e Revmo. Snr. Tendo sido encarregado da administração da Igreja de N. S. da Conceição e S. Gonçalo Garcia em Comissão nomeada por V. Exa. Revma. foi um grande esforço que conseguimos manter naquela igreja o culto pela falta de meios precisos. Todavia a Igreja ficou melhorada em obras; e deixamos erguidos dois altares lateraes, vindos da antiga Igreja de N.S. Aparecida, e cedidos pelo Con. Joaquim do Monte Carmello, já então restituido a sua antiga Ordem Benedictina. Multiplicando-se os embaraços pela deficiencia de sacerdotes nesta Capital, e verificando que os PP. da Comp. de Jesus precisavam de uma Igreja para os exercícios religiosos, tomamos a deliberação de solicitar d'elles que tomassem posse da Igreja de N.S. da Conceição e S.Gonçalo Garcia e, felizmente, acederam eles a isso. Assim, pois, levamos ao conhecimento de V. Exa. Revma. este facto p. que, como entender m sua sabedoria, o aprove, visto que sem a aprovação de V. Exa. Revma. não prevalecerá. Ao mesmo tempo, sem ingerencia na administtração da igreja, podermos continuar na Comissão pa. representar externamente perante as autoridades publicas, inclusive juizes e tribunaes, a mesma igreja, sempre que os PP. da Comp. exigirem de nós algum serviço d'essa natureza. Como filhos em J. Ch. beijamos o anel de V. Exa. Revma. e imploramos a aprovação de nosso acto, praticado inteiramente no interesse da religião. S.Paulo 7 de agosto de 1893."

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.225-226.]

A petição acima foi aprovada e como já mencionado anteriormente, os jesuítas mudaram-se do prédio da Rua da Glória, onde residiam, para São Gonçalo no dia 9 de dezembro de 1893.

Em 1896, com a destruição do antigo Colégio dos Jesuítas (Pátio do Colégio), a Igreja de São Gonçalo "herdou" o quadrante do relógio da torre, uma pedra com o nome de Jesus, quadrantes, castiçais, alfaias e outras relíquias que foram recebidas pelo grupo anos depois, em 1901.

Na década de 1930, a igreja passa por uma nova série de intervenções, sob a administração do padre Cursino de Moura, que contrata Carlos Baraldi, em 1936, para pintar toda a nave e capela-mor.

"Chega mesmo essa intervenção, segundo Wasth Rodrigues, a dar novo frontão e torre à fachada principal e impor uma platibanda ao longo de sua face lateral."

[BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984, p.173.]

Em 1938 o SPHAN (atual IPHAN) promove o tombamento da igreja, porém, a decisão é cancelada em 1953,

"baseada na constatação de ter a igreja perdido a sua unidade estilística (conceito hoje já ultrapassado), não possuindo sua arquitetura nem seus pertences valor artístico e histórico relevantes que justificassem a despesa das grandes somas necessárias para seu restauro e conservação."

[BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984, p.173.]

Em 1971, a igreja foi tombada pelo CONDEPHAAT para impedir que os jesuítas vendessem ou demolissem a edificação.

"Sua fachada atual, não obstante todas as alterações ocorridas, traz o ar antiquado que as igrejas paulistanas possuíam, antes da introdução, a partir da década de setenta do século passado, de um repertório decorativo de natureza marcadamente renascentista: frontões triangulares ou sobrevergas retas sobre as janelas, ordem coríntia, platibandas ornadas por ânforas, festões, etc., tudo isso produzindo uma composição mais movimentada de fachadas. Nossas igrejas, ao contrário, serviam-se de repisadas fórmulas de um barroco simplificado: arco abatido nas envasaduras, pilastras e entablamentos de ordem toscana, óculos quadrilobados e frontões curvilíneos. Três exemplares de tardios frontispícios oitocentistas (2a. metade do século) sobrevivem com esse vocabulário formal arcaizante: a Capela dos Aflitos, N. Sra. da Boa Morte e a própria S. Gonçalo.

(...)

Seus retábulos laterais, adquiridos ao tempo do Dr. João mendes, vieram do Santuário de N. Sra. Aparecida, e são, do ponto de vista estilistico, neoclássicos, guardando a estrutura rococó. O retábulo principal é de mesmo estilo, porém, não forma conjunto com os laterais, desabonando a tradição que aforma ter ele a mesma procedência dos demais. Os púlpitos, por sua vez, provavelmente também adquiridos de segunda mão, apresentam características rococós e são de procedência ignorada."

[BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984, p.173.]

 

DADOS TÉCNICOS DA EDIFICAÇÃO

NÚMERO DE PAVIMENTOS: dois.
TÉCNICA CONSTRUTIVA: taipa de pilão, alvenaria de tijolos, concreto armado nas restaurações.

 

TOMBAMENTO CONPRESP

Resolução no . 05/91: Por decisão unânime dos Conselheiros presentes à reunião realizada aos cinco dias do mês de abril de 1991, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo - CONPRESP, resolve, nos termos e para os fins da Lei no 10.032/85, com as alterações introduzidas pela Lei n o 10.236/86, tombar "ex-officio" os bens abaixo descriminados:

(...)

6) Igreja de São Gonçalo - Praça João Mendes, 108 - Centro;

 

TOMBAMENTO CONDEPHAAT

Processo: 25428/71
Tombamento: Resolução de 20/09/1971.
D.O.: 24/09/1971.
Livro do Tombo Histórico: Inscrição no. 58, p.3, 24/09/1971.

CENTRO DE SÃO PAULO

BIBLIOGRAFIA


Memória e Tempo das Igrejas de São Paulo

Leonardo Arroyo e Dina Dorothea Danon
IBEP Nacional
2010

Em 'Memória e tempo das igrejas de São Paulo', os desenhos de Diana Dorothèa Danon buscam captar todo o valor artístico de espaços sagrados. Com sensibilidade, a autora registra construções que datam do século XVI ao XX. São dezenas de construções contempladas em mais de 50 desenhos de valor documental e artístico. Já os textos de Leonardo Arroyo são uma verdadeira viagem pela história dessas igrejas e relatam fatos pitorescos ligados aos costumes da época...[+]

 


Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade

Leonardo Arroyo
José Olympio
1954

Em Memória e tempo das igrejas de São Paulo, os desenhos de Diana Dorothèa Danon captam todo o valor artístico desses espaços sagrados. Com extrema sensibilidade, a autora registra construções que datam do século XVI ao XX. São dezenas de construções contempladas em mais de 50 desenhos de importante valor documental e artístico. Já os textos de Leonardo Arroyo são uma verdadeira viagem pela história dessas igrejas e relatam fatos pitorescos ligados aos costumes da época...[+]

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Patrimônio da metrópole paulistana

Margarida Cintra Gordinho
Iatã Cannabrava
Terceiro Nome
2010

Este livro apresenta, com fotos e textos, os bens tombados pelo Condephaat na cidade de São Paulo e em sua região metropolitana. Com ele, procuramos contribuir para amplir a possibilidade desses bens serem conhecidos, admirados e preservados, mantendo vivas as memórias e histórias que ajudam a construir nosso futuro...[+]

 


Patrimônio Cultural Paulista
CONDEPHAAT
Bens Tombados
1968 - 1998

Edna Hiroe Miguita Kamide
Terza Cristina Rodrigues Epitácio Pereira
Imesp
1998

Informações sobre os bens tombados pelo CONDEPHAAT até o ano de 1998

 

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Estante Virtual

 


BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO

São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos
EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A
SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento
1984

 

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A vida urbana paulistana vista pela administração municipal - 1562-1822

Maria da Conceição Martins Ribeiro
Minha Editora
2011

Esta obra oferece uma incursão na vida urbana paulistana de 1562 a 1822 sob o ponto de vista administrativo, apontando caminhos para uma percepção do funcionamento cotidiano da colônia. A historiadora Maria da Conceição Martins Ribeiro baseou-se nos registros disponíveis na Câmara Municipal de São Paulo, que datam a partir de 1562, para fazer o levantamento histórico daquele período. Os capítulos elucidam a vida no núcleo urbano a partir de alguns aspectos evolutivos e apresentam questões e problemas que afligiam à época o administrador paulistano, como a defesa da Vila, a proteção à fauna e à flora, a economia, a organização administrativa, entre outros, destacando os meios utilizados para solucioná-los...[+]

 


Dez Roteiros Históricos à Pé em São Paulo

Roney Cytrynowicz
Narrativa Um
2008

'Dez roteiros históricos a pé em São Paulo' é um guia que propõe dez diferentes passeios a pé pela cidade de São Paulo, mostrando como são surpreendentes as possibilidades de andar a pé e conhecer a metrópole. O guia convida a passeios diversos, tais como andar pelo centro da cidade e pelos bairros da Mooca, do Ipiranga, do Jardim América, da Liberdade e do Bom Retiro, além de uma viagem de trem pelo Rio Pinheiros e depois uma caminhada até a Represa de Guarapiranga ou ainda uma inusitada caminhada pela história dos espaços da morte no centro da cidade. O livro combina o prazer de passear com a leitura de um texto em forma de crônica, com pesquisa histórica e informações culturais. Com mais de 450 anos, São Paulo guarda uma história que muitas vezes fica escondida ou incrustada nos trajetos cotidianos de trabalho...[+]

 


HISTORIA DE SAO PAULO COLONIAL

Maria Beatriz Nizza da Silva
Unesp
2009

Esta obra aborda aspectos da história da capitania de São Paulo, abrangendo seus primórdios, quando se chamava capitania de São Vicente e pertencia a donatários; o período mais complexo em que, depois de se denominar capitania de São Paulo e das Minas de Ouro, perdeu grande parte de seu território e passou a estar subordinada ao governo do Rio de Janeiro; e finalmente o período da restauração de sua autonomia até ser agitada pelo movimento constitucional... [+]

 


Família, mulheres, povoamento - São Paulo: século XVII

Eni de Mesquita Samara
EDUSC
2003

A tradição acadêmica brasileira sempre destacou a família como uma instituição que moldou os padrões de colonização e ditou as normas de conduta e de relações sociais. A professora do Departamento de História e Vice-Diretora da FFLCH da USP, Eni Mesquita Samara centrou seu estudo sobre as famílias e as mulheres nos primeiros anos da colonização do Brasil, com ênfase na sua participação no povoamento do interior, na estruturação do poder local e na circulação da riqueza. Com base em ampla documentação historiográfica e de inventários, testamentos, ofícios, censos populacionais e outros documentos Eni Samara apresenta um conjunto de dados e de informações fundamentais e ainda pouco conhecidos sobre a participação das mulheres e das famílias no processo de colonização de São Paulo e do Brasil...[+]

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Casamento e Família Em São Paulo Colonial

Alzira Lobo de Arruda Campos
Paz e Terra
2003

Com palavras de Álvaro Cardoso Gomes, 'Casamento e Família' mostra como um modelo utópico de casamento, moldado de acordo com os valores da metrópole e determinado pelo Estado e pela Igreja adaptou-se e modificou-se face às condições do mundo colonizado. Aponta os contrastes entre as determinações das elites, dos dominadores e o procedimento velado, dissimulado dos dominados; entre as regras, as convenções, os estatutos e as contravenções que apontam para o eterno conflito de classes e, ao mesmo tempo, dão a dimensão humana dos indivíduos submissos a um poder que, via de regra, procura ignorar essa mesma dimensão. Ao devassar o mundo do casamento, a autora habilmente põe a nu aquilo que constitui o descaminho, ou o mundo dos desvios, que serve de contraponto ao mundo ordeiro dos estatutos, elaborado pelos donos do poder. Ao investigar as fissuras da família/casamento, revela para o leitor o passado em seu aspecto mais vivo, pelo fato de chamar a atenção para o lado humano de 'personagens', entrevistas em situações ridículas, frágeis em suas dores, em seu abandono. Vêm à luz dramas que fariam a delícia de qualquer ficcionista...[+]

 


Documentos manuscritos avulsos da Capitania de São Paulo - Catálogo 2 (1618-1823)

Jose Jobson de Andrade Arruda
(coordenação)
EDUSC
2002

Este trabalho foi realizado junto ao Arquivo Ultramarino, em Lisboa, que mobilizou quase cem pesquisadores brasileiros e portugueses na tarefa de organizar, digitalizar e os documentos existentes sobre o período colonial do Brasil (1618 - 1823), especificamente sobre a Capitania de São Paulo. O objetivo principal deste livro é reconstruir historicamente as relações de poder entre o mundo da Metrópole e de suas Colônias...[+]

 

HISTÓRIA DO COMÉRCIO DO CENTRO DE SÃO PAULO

[projeto em desenvolvimento]








SÉCULO XXI

2001 - 2010

2011 - 2020

 

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