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DIANA&

AQUÁRIO SUBTERRÂNEO

jardim da luz

história do centro de são paulo

atualizado em: 27 de setembro de 2017

 

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Aquário subterrâneo do Jardim da Luz

Na publicação "OBRAS DE ARTE EM LOGRADOUROS PÚBLICOS DE SÃO PAULO REGIONAL SÉ", da Prefeitura Municipal de São Paulo, onde constam dados sobre a escultura, não há maiores detalhes sobre o autor da obra.

Em 2000, durante obras de restauração do jardim, um aquário subterrâneo foi descoberto embaixo do Lago de Diana. Provavelmente, ele foi construído por volta do ano de 1900 e atualmente abriga, segundo informação do site da Prefeitura Municipal de São Paulo, "13 tipos de peixes escolhidos para representar uma parcela da fauna aquática sul-americana, entre eles o dourado, acará, curimbatá e outros, doados pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp) de Paraibuna".

Em entrevista para a TV Cultura, em 2006, André Dias, administrador do Parque da Luz conta mais detalhes sobre a descoberta: 

Como se descobriu que o Parque da Luz tem um aquário?
"Ele foi descoberto durante a rvitalização que o Parque da Luz passou, em meados do ano 2000, onde foram transferidas árvores, palmeiras, que estavam em cima de onde o lago está hoje. Quando se transferiu, foi descoberto um buraco onde é o Lago da Diana. Foram cavando, tirando algumas pedras, viram que tinha uma passagem subterrânea. Onde tenm os vidros tava fechado com tijolo e cimento".

O que se sabe sobre a construção do Aquário?"
"São poucas informações. O que a gente sabe é que uma construção inglesa que imita a natureza através de concreto e de cimento, só que a origem, que é datada pro final do século 19, de que forma os ingleses interferiram no Jardim da Luz."

Não se sabe quem construiu, quem apreciava os peixes, que espécies tinha? 
"São perguntas que a gente tá tentando rsponder junto aos órgãos do patrimônio histórico". 

"O projeto pro Aquário do Parque da Luz seria transformá-lo num aquário temático com peixes nativos da região do estado de São Paulo, dos rios Tietê e Paraíba do Sul. Nós queremos mostrar que o rio Tietê ainda possui peixes nas suas partes conservadas, limpas, próximas às cabeceiras. E que eles têm colorido e formato tão especial que vão atrair a tenção do público."

["Foi redescoberto e revitalizado um Aquário, construído há mais de 1 século, debaixo do Parque da Luz , em São Paulo." Repórter ECO. TV Cultura.]

 

Diana

Segundo a mitologia grega, Diana (ou Artemis) era a deusa da lua e muitas vezes é descrita como rainha caçadora ou deusa caçadora).

O aquário artificial criado no Jardim da Luz está escondido em uma gruta, abaixo do lago com a escultura de Diana, talvez, a decisão de colocar a deusa grega escondendo o aquário foi baseada nessa história sobre a deusa Diana:

"Havia um vale rodeado por densa vegetação de ciprestes e pinheiros, consagrado à rainha caçadora, Diana. Na extremidade do vale havia uma gruta não adornada pela arte, mas a natureza imitara a arte em sua construção, pois cravehara a abóbada de seu teto com pedras, tão delicadamente como se estivessem dispostas pelas mãos do homem. De um lado, jorrava uma fonte, cujas águas se espalhavam numa bacia cristalina. Ali, a deusa dos bosques costumava ir, quando cansada de caçar, e lavava seu corpo virginal na água espumejante.

Certo dia, tendo entrado ali com suas ninfas, entregou a uma delas o dardo, a aljava e o arco, a túnica a uma segunda, enquanto uma terceira retirava-lhe as sandálias dos pés. Então, Crôcale, a mais habilidosa de todas, penteou-lhe os cabelos e Néfele, Híale e as demais carregavam a água, em grandes urnas. Enquanto a deusa entregava-se assim aos cuidados íntimos, Actéon, tendo separado dos companheiros e vagando sem qualquer objetivo definido, chegou ao local, levado pelo destino. Quando surgiu à entrada da gruta, as ninfas, vendo um homem, gritaram e correram para junto da deusa, a fim de escondê-la com seus corpos. Ela porém, era mais alta que as outras e sobrepujava todas pela cabeça. Uma cor semelhante à que tinge as nuvens no ccrepúsculo e na aurora cobriu o rosto de Diana, assim apanhada de surpressa. Cercada, como estava, por suas ninfas, ainda fez a menção de voltar-se e procurou, impulsiva, as setas. Como estas não estivessem ao seu alcance, atirou água ao rosto do intruso, exclamando:

- Agora, vai, e dize, se te atreves, que viste Diana sem suas vestes,

Imeditamente um par de chifres galhados cresceu na cabeça de Actéon, seu pescoço encompridou-se, suas orelhas tornaram-se pontudas, suas mãos e seus braços transformaram-se em patas, seu corpo cobriu-se de pêlo espesso. O medo substituiu a antiga ousadia, e o herói fugiu. Ele prórprio admirava a velocidade com que corria, mas, quando viu os chifes repletidos na água, quis dizer 'Desgraçado!', e a palavra não saiu. Gemeu, e lágrimas escorreram-lhe pela cara que tomara o lugar de sua p´ropria. Sua consciência, no entanto, permaneceu. Que fazer? Voltar para casa, procurar seu palácio, ou ficar escondido nos bosques? Tinha medo de uam coisa e vergonha de outra, Enquanto hesitava, os cãess o avistaram. Primeiro Melampus, um cão espartano, depois Pannfagu., Dorceu, Lelaps, Teron, Nape, Tigre e todo o resto correram-lhe no encalço, mais velozes que o vento. Por despenhadeiros e rochedos, através de gargantas que pareciam impraticáveis, Actéon fugiu e os cães o seguiram. Onde ele muitas vezes caçara o cervo e açulara a matilha, a matilha o caçava, açulada por seus caçadores. Queria gritar; 'Sou Actéon! Reconheces vosso dono!', mas as palavras não obedeciam à sua vontade. O ar ressoava com os latidos dos cães. De súbito, um agarrou-o pelas costas, outro pelos ombros. Enquanto so dois imobilizavam seu dono, o resto da matilha aproximou-se e cravou os dentes em sua carne. Ele gemeu - um gemido que não era humano, mas que não era, também, o de um cervo - e, caindo de joelhos, ergueo os olhos e teria erguido os braços, numa súplica, se os tivesse. Seus amigos e companheiros festejaram os cães e procuraram Actéon por toda a parte, chamando-o para juntar-se à comitiva. Escutando o seu nome, ele virou a cabeça e ouviu os outros lamentar a sua ausência. Antes estivese ausente! Teria se comprazido em veer as façanhas dos cães, em torno dele, mordendo e despedaçando; e somente quando Actéon exalou o último suspiro, a ira de Diana se satisfez."

[BULFINCH, Thomas. O livro de ouro da mitologia (A Idade da Fábula). Rio de Janeiro: Ediouro, 1965.]

[+] Leia mais sobre a história do Jadim da Luz.

CENTRO DE SÃO PAULO

BIBLIOGRAFIA


Guia Fique Em São Paulo no Fim de Semana

Adriana Salles Gomes
Fernando Moreira Leal
Publifolha
2001

Este guia turístico da cidade de São Paulo e seus arredores ajuda o visitante ou o paulistano a descobrir o que a cidade tem de especial, de uma maneira organizada e rápida, com mais de 200 passeios selecionados de acordo com o gosto do leitor. São 20 menus de interesse - que vão do ecoturismo a uma relação de programas gratuitos ou abertos 24 horas. Os menus incluem também parques e jardins; esportes e atividades ao ar livre; compras; história; arquitetura e arte pública; festas e tradições; curiosidades; museus; comidas e bebidas; hotéis e motéis; cursos; vida noturna; roteiros e passeios; São Paulo multicultural; artes e espetáculos; saúde e beleza e calendário com atrações organizadas por tema, além de uma relação por programas, dispostos em ordem alfabética ...[+] 

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Um século de Luz

Candido Malta Campos Neto
Lourenco Diaferia
Haroldo Gallo
Nadia Somekh 
Scipione
2001

Destinado ao ensino médio, este livro contém sete ensaios, de diversos autores, todos eles terminados por uma seção chamada 'Documentos', que traz artigos, leis, documentos, projetos e associações ligados à Estação da Luz e endereços de sites relacionados ao tema. Os ensaios tratam de assuntos variados, todos ligados à Estação da Luz e ao bairro de mesmo nome...[+] 

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Escultura brasileira da Pinacoteca ao Jardim da Luz

Agnaldo Farias
Pinacoteca do Estado
2000

Fotografias e informações sobre o projeto e aas esculturas a Pinacoteca do Estado expostas no Jardim da Luz...[+]

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Jardim da Luz:
um museu a céu aberto

Ricardo Ohtake
Carlos Dias
Senac São Paulo
2011

Organizado de forma cronológica, reúne depoimentos, reportagens, documentos, pesquisas sobre a evolução do jardim, do bairro da Luz, da cidade, da cultura em São Paulo e da preservação do patrimônio histórico, com coletânea produzida ao longo de seus anos. Em um capítulo, é narrado o amplo restauro das edificações, do paisagismo e da flora do jardim, e outro que explora a flora e a fauna do espaço...[+]

 


São Paulo naquele tempo: 1895 – 1915

Jorge Americano
Carrenho Editorial / Narrativa Um / Carbono 14
2004

Nesta obra, o autor registra suas lembranças de infância e juventude em crônicas que fazem recordar da São Paulo antiga de quem viveu a atmosfera de um dia qualquer entre os anos de 1895 e 1915. Editado pela primeira vez em 1957, mais do que objeto entre memorialistas, 'São Paulo Naquele Tempo' é uma obra para aqueles que querem conhecer as transformações da capital paulista nos últimos anos do século XIX e primeiras décadas do século XX...[+]

 


Patrimônio Cultural Paulista
CONDEPHAAT
Bens Tombados
1968 - 1998

Edna Hiroe Miguita Kamide
Terza Cristina Rodrigues Epitácio Pereira
Imesp
1998

Informações sobre os bens tombados pelo CONDEPHAAT até o ano de 1998

 

Edição disponível nos sebos da
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Patrimônio da metrópole paulistana

Margarida Cintra Gordinho
Iatã Cannabrava
Terceiro Nome
2010

Este livro apresenta, com fotos e textos, os bens tombados pelo Condephaat na cidade de São Paulo e em sua região metropolitana. Com ele, procuramos contribuir para amplir a possibilidade desses bens serem conhecidos, admirados e preservados, mantendo vivas as memórias e histórias que ajudam a construir nosso futuro...[+]

 


Dicionário de história de São Paulo

Antonio Barreto do Amaral
Imesp
2006

'A Coleção Paulística' trata de diversos aspectos da História do Estado de São Paulo, de sua formação e cultura, de alguns de seus municípios e de algumas de suas personalidades. Disponibiliza-se, assim, a pesquisadores e estudiosos da história de São Paulo, bem como ao público em geral. Os exemplares selecionados, escritos por nomes relevantes da prosa paulista, cobrem desde a saga dos Bandeirantes até a história dos teatros paulistas, destacando-se o 'Dicionário de História de São Paulo'...[+]

 

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