Centro de São Paulo: Palácio dos Campos Elíseos

Website de Mônica Yamagawa

PALÁCIO DOS CAMPOS ELÍSEOS

avenida do rio branco, 1289
alameda glete, s/n
rua dos guaianazes, 1042

história do centro de são paulo

atualizado em: 27 de setembro de 2017

 

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A Chácara dos Bambus (hoje, Campos Elíseos), foi adquirida por Glette e Nothmann (alemães) e loteada pelo engenheiro Hermann Von Puttkamer e transformada no primeiro bairro planejado de São Paulo, voltado, na época, para a aristocracia cafeeira. Elias Antônio Pacheco Chaves foi um dos que adquiriu um terreno no local e nele resolveu construir sua nova residência, hoje conhecida como Palácio dos Campos Elíseos.

O Palácio dos Campos Elíseos foi projetado por Mattheus Haüssler (arquiteto alemão). As obras começaram em 1896, executadas pelo arquiteto italiano Cláudio Rossi e pelo mestre João Grundt (que foram buscar na Europa para a execução "fiel" do projeto). O palácio foi concluído em 1899, com os requintes e luxos exigidos na época pela elite cafeeira: 

"colunata e capitéis evocando o renascimento italiano e, a cobertura de mansarda, com nítida influência francesa do século 17."

[KAMIDE, Edna Hiroe Miguita, PEREIRA, Terza Cristina Rodrigues (coord). Patrimônio Cultural Paulista: CONDEPHAAT, bens tombados 1968 – 1998. São Paulo: Imesp, 1998, p.180].

"De concepção classicista, o projeto combinava a 'loggia', característica do Renascimento Italiano, às mansardas, de clara influência da arquitetura francesa."

[BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984, p.216-217.]

Em 1912, o Governo do Estado comprou o imóvel, tendo como primeiro ocupante o Conselheiro Rodrigues Alves. De 1912 até 1934, o local serviu de residência do governador, somente em 1935, após remodelações realizadas por Armando Salles de Oliveira é que o local passa a ser também a sede do governo. Em 1965, o palácio deixa de ser a sede do governo e após o incêndio ocorrido em 17 de setembro de 1967, o palácio também deixa de ser a sede do governo.

Após o incêncio de 1967, a edificação foi restaurada e serviu, sucessivamente, de sede para a Secretaria de Estado da Cultura, Esportes e Turismo, depois para a Secretaria de Estado da Cultura, Ciência e Tecnologia e a partir de março de 1979, para a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia.

Carlos Perrone discorre sobre os ataques sofridos pelo Palácio dos Campos Elíseos ao longo de sua história: 

"Em 1918, em decorrência da morte de um trabalhador em Sâo bernardo, 'anarquistas' transportando o cadáver tentaram invadir a sede do governo. Impedidos pela Força Pública, deflagraram greve geral que parou São Paulo por dez dias. Em 1924, rebeldes liderados por Isidoro Dias Lopes tentaram bombardear o Palácio a partir das alturas do Pacaembu, mas erraram os tiros. A revolução de 1930 também atacou, sem causar no entanto grandes danos. Em 1932, populares cercaram o Campos Elíseos obrigando o então governador a aderir ao Movimento Constitucionalista. De todos esses ataques o Palácio espacou intacto, sendo no entanto destruído em 1967 por incêndio espontâneo, do qual só restaram as paredes laterais, pois os bombeiros pouco puderam fazer devido a falta de água na região."

[PERRONE, Carlos. São Paulo por dentro: um guia panorâmico de arquitetura. São Paulo: Senac SP, 2000, p.22.]

CENTRO DE SÃO PAULO

BIBLIOGRAFIA


BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO

São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos
EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A
SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento
1984

 

Edição usada disponível na
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Patrimônio da metrópole paulistana

Margarida Cintra Gordinho
Iatã Cannabrava
Terceiro Nome
2010

Este livro apresenta, com fotos e textos, os bens tombados pelo Condephaat na cidade de São Paulo e em sua região metropolitana. Com ele, procuramos contribuir para amplir a possibilidade desses bens serem conhecidos, admirados e preservados, mantendo vivas as memórias e histórias que ajudam a construir nosso futuro...[+]

 


Patrimônio Cultural Paulista
CONDEPHAAT
Bens Tombados
1968 - 1998

Edna Hiroe Miguita Kamide
Terza Cristina Rodrigues Epitácio Pereira
Imesp
1998

Informações sobre os bens tombados pelo CONDEPHAAT até o ano de 1998

 

Edição disponível nos sebos da
Estante Virtual

 

Guia Fique Em São Paulo no Fim de Semana

Adriana Salles Gomes
Fernando Moreira Leal
Publifolha
2001

Este guia turístico da cidade de São Paulo e seus arredores ajuda o visitante ou o paulistano a descobrir o que a cidade tem de especial, de uma maneira organizada e rápida, com mais de 200 passeios selecionados de acordo com o gosto do leitor. São 20 menus de interesse - que vão do ecoturismo a uma relação de programas gratuitos ou abertos 24 horas. Os menus incluem também parques e jardins; esportes e atividades ao ar livre; compras; história; arquitetura e arte pública; festas e tradições; curiosidades; museus; comidas e bebidas; hotéis e motéis; cursos; vida noturna; roteiros e passeios; São Paulo multicultural; artes e espetáculos; saúde e beleza e calendário com atrações organizadas por tema, além de uma relação por programas, dispostos em ordem alfabética ...[+] 

Edição usada disponível na
Estante Virtual

 

São Paulo por dentro: um guia panorâmico de arquitetura

Carlos Perrone
Senac SP
2000

Retrato de espaços urbanos que se faz acompanhar por um texto repassado de sentido histórico e humanismo, este livro ensina a ver São Paulo por um ângulo privilegiado. Mostra os encantos da cidade e ao mesmo tempo incentiva o leitor a descobrir mais requintes e tesouros disponíveis...[+]

 

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