Texto e Fotografias de Mônica Yamagawa


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BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984.BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO

São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos
EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A
SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento
1984

 

Edição usada disponível na Estante Virtual

 


Patrimônio da metrópole paulistana

Margarida Cintra Gordinho
Iatã Cannabrava
Terceiro Nome
2010

Este livro apresenta, com fotos e textos, os bens tombados pelo Condephaat na cidade de São Paulo e em sua região metropolitana. Com ele, procuramos contribuir para amplir a possibilidade desses bens serem conhecidos, admirados e preservados, mantendo vivas as memórias e histórias que ajudam a construir nosso futuro...[+]

 


Patrimônio Cultural Paulista
CONDEPHAAT
Bens Tombados
1968 - 1998

Edna Hiroe Miguita Kamide
Terza Cristina Rodrigues Epitácio Pereira
Imesp
1998

 

Informações sobre os bens tombados pelo CONDEPHAAT até o ano de 1998.

 

Edição usada disponível na Estante Virtual

 


São Paulo por dentro: um guia panorâmico de arquitetura.

Carlos Perrone
Senac SP
2000

Retrato de espaços urbanos que se faz acompanhar por um texto repassado de sentido histórico e humanismo, este livro ensina a ver São Paulo por um ângulo privilegiado. Mostra os encantos da cidade e ao mesmo tempo incentiva o leitor a descobrir mais requintes e tesouros disponíveis...[+]

 

CENTRO DE SÃO PAULO

PALÁCIO DOS CAMPOS ELÍSEOS

avenida do rio branco, 1289
alameda glete, s/n
rua dos guaianazes, 1042

atualizado em: 10 de janeiro de 2017

 

home > centro de são paulo > PALÁCIO DOS CAMPOS ELÍSEOS

A Chácara dos Bambus (hoje, Campos Elíseos), foi adquirida por Glette e Nothmann (alemães) e loteada pelo engenheiro Hermann Von Puttkamer e transformada no primeiro bairro planejado de São Paulo, voltado, na época, para a aristocracia cafeeira. Elias Antônio Pacheco Chaves foi um dos que adquiriu um terreno no local e nele resolveu construir sua nova residência, hoje conhecida como Palácio dos Campos Elíseos.

O Palácio dos Campos Elíseos foi projetado por Mattheus Haüssler (arquiteto alemão). As obras começaram em 1896, executadas pelo arquiteto italiano Cláudio Rossi e pelo mestre João Grundt (que foram buscar na Europa para a execução "fiel" do projeto). O palácio foi concluído em 1899, com os requintes e luxos exigidos na época pela elite cafeeira: 

"colunata e capitéis evocando o renascimento italiano e, a cobertura de mansarda, com nítida influência francesa do século 17."

[KAMIDE, Edna Hiroe Miguita, PEREIRA, Terza Cristina Rodrigues (coord). Patrimônio Cultural Paulista: CONDEPHAAT, bens tombados 1968 – 1998. São Paulo: Imesp, 1998, p.180].

"De concepção classicista, o projeto combinava a 'loggia', característica do Renascimento Italiano, às mansardas, de clara influência da arquitetura francesa."

[BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984, p.216-217.]

Em 1912, o Governo do Estado comprou o imóvel, tendo como primeiro ocupante o Conselheiro Rodrigues Alves. De 1912 até 1934, o local serviu de residência do governador, somente em 1935, após remodelações realizadas por Armando Salles de Oliveira é que o local passa a ser também a sede do governo. Em 1965, o palácio deixa de ser a sede do governo e após o incêndio ocorrido em 17 de setembro de 1967, o palácio também deixa de ser a sede do governo.

Após o incêncio de 1967, a edificação foi restaurada e serviu, sucessivamente, de sede para a Secretaria de Estado da Cultura, Esportes e Turismo, depois para a Secretaria de Estado da Cultura, Ciência e Tecnologia e a partir de março de 1979, para a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia.

Carlos Perrone discorre sobre os ataques sofridos pelo Palácio dos Campos Elíseos ao longo de sua história: 

"Em 1918, em decorrência da morte de um trabalhador em Sâo bernardo, 'anarquistas' transportando o cadáver tentaram invadir a sede do governo. Impedidos pela Força Pública, deflagraram greve geral que parou São Paulo por dez dias. Em 1924, rebeldes liderados por Isidoro Dias Lopes tentaram bombardear o Palácio a partir das alturas do Pacaembu, mas erraram os tiros. A revolução de 1930 também atacou, sem causar no entanto grandes danos. Em 1932, populares cercaram o Campos Elíseos obrigando o então governador a aderir ao Movimento Constitucionalista. De todos esses ataques o Palácio espacou intacto, sendo no entanto destruído em 1967 por incêndio espontâneo, do qual só restaram as paredes laterais, pois os bombeiros pouco puderam fazer devido a falta de água na região."

[PERRONE, Carlos. São Paulo por dentro: um guia panorâmico de arquitetura. São Paulo: Senac SP, 2000, p.22.]

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