Texto e Fotografias de Mônica Yamagawa


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patrimônio cultural

Patrimônio Cultural Paulista
CONDEPHAAT
Bens Tombados
1968 - 1998

Edna Hiroe Miguita Kamide
Terza Cristina Rodrigues Epitácio Pereira
Imesp
1998

 

Informações sobre os bens tombados pelo CONDEPHAAT até o ano de 1998.

 

Edição usada disponível na Estante Virtual

 


BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984.BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO

São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos
EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A
SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento
1984

 

Edição usada disponível na Estante Virtual

 


GUIA FIQUE EM SÃO PAULO NO FIM DE SEMANA

Adriana Salles Gomes
Fernando Moreira Leal
Publifolha
2001

Este guia turístico da cidade de São Paulo e seus arredores ajuda o visitante ou o paulistano a descobrir o que a cidade tem de especial, de uma maneira organizada e rápida, com mais de 200 passeios selecionados de acordo com o gosto do leitor. São 20 menus de interesse - que vão do ecoturismo a uma relação de programas gratuitos ou abertos 24 horas. Os menus incluem também parques e jardins; esportes e atividades ao ar livre; compras; história; arquitetura e arte pública; festas e tradições; curiosidades; museus; comidas e bebidas; hotéis e motéis; cursos; vida noturna; roteiros e passeios; São Paulo multicultural; artes e espetáculos; saúde e beleza e calendário com atrações organizadas por tema, além de uma relação por programas, dispostos em ordem alfabética ...[+]

Edição usada disponível na Estante Virtual

 


Patrimônio da metrópole paulistana

Margarida Cintra Gordinho
Iatã Cannabrava
Terceiro Nome
2010

Este livro apresenta, com fotos e textos, os bens tombados pelo Condephaat na cidade de São Paulo e em sua região metropolitana. Com ele, procuramos contribuir para amplir a possibilidade desses bens serem conhecidos, admirados e preservados, mantendo vivas as memórias e histórias que ajudam a construir nosso futuro...[+]

 

CENTRO DE SÃO PAULO

SOLAR DA MARQUESA

MUSEU DA

CIDADE DE SÃO PAULO

rua roberto simonsen, 136-A

atualizado em: 11 de novembro de 2016

 

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Conhecido como Solar da Marquesa, essa edificação foi construída na segunda metade do século XVIII, em taipa de pilão.

Em 1 de abril de 1802, o Brigadeiro Joaquim José de Moaris Leme, recebeu o solar, como forma de pagamento de uma dívida.

Após o rompimento de suas relações com Dom Pedro I, a Marquesa de Santos - Maria Domitila de Castro Canto e Melo - adquiriu, em 1 de abril de 1834, o solar, da filha do Brigadeiro Joaquim José Pinto de Morais Leme e morou no local entre 1834 e 1867. Durante a sua permanência no local, a edificação era conhecida como Palacete do Carmo, onde eram promovidas festas, frequentadas pela aristocracia paulsitana da época.

Em 1867, após o falecimento da marquesa, seu filho, o Comendador Felício Pinto de Mendonça Castro, herdou o solar, mas, em 28 de maio de 1808, a Mitra adquiriu a edificação, através de uma hasta pública (venda via penhora) e transformou o local em Palácio Episcopal.

Em 17 de novembro de 1909, a edificação foi adquirida pela "The San Paulo Gas Company" e, posteriormente, em 1967, desapropriada pela Prefeitura de São Paulo.

Entre os anos de 1890 e 1909, suas estruturas internas foram alteradas, incluindo a demolição de várias paredes. Nas décadas de 1930 e 1940, recebeu alguns acréscimos externos, que dão para a Rua Bittencourt Rodrigues.

A Comgás permaneceu no local até 1972 e em 1975, a prefeitura instalou no local a Secretaria Municipal de Cultura.

Passou por uma restauração em 1960 e outra em 1992 (pois em 1991, uma parte da edificação ruiu). 

"A fachada é em estilo neoclássico, provavelmente posterior a 1860, dividido em três partes desiguais por duas pilasttras. As envazaduras do térreo são simplificadas em relação às do superior que são encimadas por frontões triangulares e em arco."

[KAMIDE, Edna Hiroe Miguita, PEREIRA, Terza Cristina Rodrigues (coord). Patrimônio Cultural Paulista: CONDEPHAAT, bens tombados 1968 – 1998. São Paulo: Imesp, 1998, p.191.]

Em BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO, detalhes sobre a pesquisa iconográfica sobre as mudanças da fachada do Solar da Marquesa: 

"Pelas suas características arquitetônicas supõe-se que este edifício seja remanescente da última metade do século XVIII. É visível que o prédio sofreu várias reformas e recebeu sucessivos acréscimos, sedno difícil, porém, precisar-lhes a data. Conserva ainda algumas paredes de taipa de pilão e pode ser considerado o último exemplar de arquitetura residencial urbana deste mesmo século. Baseando-se em minuciosos levantamentos, é possível formular a hipótese de que esta casa é resultado da aglutinação de duas outras, não sendo possível, porém, precisar a época desta transformação. Reforça esta hipótese a aquarela intitulada "Panorama da Cidade de São paulo Visto da Várzea do Carmo", realizada por Arnaldo Juliano Pallière entre 1827/28, na qual o artista registrou dois sobrados, no local onde hoje se encontra o imóvel em questão.

Segundo fotografia de 1860, de autoria de Militão Augusto de Azevedo, pode-se colocar entre 1860 e 1906 o período em que a fachada recebeu a feição neoclássica que conserva ainda hoje. Uma planta encontrada nos arquivos da Comgás permite dizer que em 1916 foi construída uma clarabóia com vidros "cathadráticos" no teto do salão que está ao nível da Rua Roberto Simonsen. Era neste mesmo salão, que compreende toda a frente do edifício (comexceção da parte ocupada pela portaria da Secretaria Municipal de Cultura), que funcionava a loja da "The San Paulo Gas Company". Esta loja comercializava fogões a gás, ferros elétricos e diversos equipamentos de serviço doméstico."

[BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984, p.207.]

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