Texto e Fotografias de Mônica Yamagawa


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HISTORIA DOS VELHOS TEATROS DE SAO PAULO

Antonio Barreto do Amaral 
Imesp
2006

A Coleção Paulística trata de diversos aspectos da História do Estado de São Paulo, de sua formação e cultura, de alguns de seus municípios e de algumas de suas personalidades. Publicados em meados do século XX, esses volumes tiveram sua última edição entre as décadas de 1970 e 1980. A reedição revista e atualizada de 5 volumes mostra-se muito oportuna: a coleção está esgotada e os poucos volumes em circulação têm merecido o tratamento de obra rara. Disponibiliza-se, assim, a pesquisadores e estudiosos da história de São Paulo, bem como ao público em geral, importante parte da obra. Os exemplares selecionados, escritos por nomes relevantes da prosa paulista, cobrem desde a saga dos Bandeirantes até a história dos teatros paulistas, destacando-se o importante Dicionário de História de São Paulo...[+]

 


O Theatro Municipal de São Paulo
Histórias Surpreendentes e Casos Insólitos

Vitor Hugo Brandalise
Edison Veiga
Senac
2013

Um arquiteto que projeta o maior e mais sofisticado teatro da cidade em sua época, mas que recusa uma homenagem oferecida pela Câmara Municipal por seus serviços; um produtor cultural que decide impedir a destruição de milhares de livretos de programação teatral reduzidos a entulho do dia para a noite, levando-os para seu próprio apartamento; uma guerra de bolas de papel que eclode no meio de um concerto; uma passeata para exigir que o preço dos ingressos para a ópera seja reduzido; e, como se tudo isso não bastasse, a Semana de Arte Moderna, realizada em 1922. Esses são apenas alguns dos muitos eventos e pessoas cujas histórias estão ligadas ao Theatro Municipal de São Paulo, ao longo de mais de cem anos de existência. 'O Theatro Municipal de São Paulo - histórias surpreendentes e casos insólitos' reúne vários episódios relacionados a essa casa de espetáculos, a maioria deles desconhecidos até mesmo de seus frequentadores mais assíduos. Narrados na forma de crônicas que remetem umas às outras, eles constroem uma história repleta de momentos curiosos, que retratam os motivos por que o teatro é objeto de respeito e apreço por parte do público e dos profissionais que nele atuam...[+]

 


Patrimônio Cultural Paulista
CONDEPHAAT
Bens Tombados
1968 - 1998

Edna Hiroe Miguita Kamide
Terza Cristina Rodrigues Epitácio Pereira
Imesp
1998

 

Informações sobre os bens tombados pelo CONDEPHAAT até o ano de 1998.

 

Edição usada disponível na Estante Virtual

 


Cem Anos de Teatro Em São Paulo

Sabato Magaldi e Maria Thereza Vargas
Senac
2001

A atividade teatral em São Paulo num período que parte do último quarto do século XIX para chegar a 1974 está contada neste livro. Escrito por dois especialistas de grande destaque - o crítico Sábato Magaldi e a pesquisadora Maria Thereza Vargas - e ilustrado por dezenas de fotos, 'Cem anos de teatro em São Paulo' alia a síntese informativa à segurança de opinião...[+]

 


TODOS OS CENTROS DA PAULICEIA

Levino Ponciano
Senac SP
2007

Os detalhes da formação da megalópole mostrados neste livro não são os relatados pela história oficial; são os anotados pelos passantes que chegaram a observar um 'mau humor' típico da população local, supostamente causado pelo clima e os registrados pelos próprios habitantes. Detalhes que vão desde hábitos do dia-a-dia (como o de apreciar formigas assadas, saborosa iguaria de antigamente) a peculiaridades sobre moradores que ficaram famosos e curiosidades acerca de prédios hoje históricos, ruas, avenidas, bairros inteiros. Com 'Todos os centros da Paulicéia', o leitor fará um city tour de mais de quatro séculos divertido e informativo, surpreendente para todos os paulistanos...[+]

 


Theatro Mvnicipal de São Paulo

Márcia Camargos
Dado Macedo Edições
2011

O livro Teatro Municipal de São Paulo 100 anos foi produzido e editado pela Dado Macedo Produções Artísticas (DMP). A obra é assinada pela pesquisadora e jornalista ganhadora do Jabuti, Márcia Camargos. Além dos relatos históricos, o livro traz imagens que são verdadeiras relíquias de acervo – em grande parte, inéditas ao público – e conta com novos registros sob a ótica do renomado fotógrafo Cristiano Mascaro. O projeto gráfico é de Martha Tadaieski Com 200 páginas e aproximadamente 300 fotos e ilustrações, a publicação narra fatos importantes da cidade a partir da construção do Teatro, idealizada no final do século XIX pelo arquiteto Ramos de Azevedo. São retratadas todas as fases deste patrimônio histórico, que, além dos modernistas, foi palco para grandes nomes, entre Maria Callas...[+]

 

CENTRO DE SÃO PAULO

TEATRO MUNICIPAL: FACHADA

praça ramos de azevedo

atualizado em: 1 de janeiro de 2017

 

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O Theatro Municipal de São Paulo foi construído pelo Escritório Ramos de Azevedo, com projetado assinado por Domiziano Rossi e Cláudio Rossi.

As obras começaram no dia 26 de junho de 1903 e o teatro foi inaugurado em 12 de setembro de 1911. 

"O teatro é um exemplar típico da arquitetura oficial do século, de linguagem eclética com forte influência neoclássica. Foi edificado com técnica avançada para época, em alvenaria de tijolos, estrutura de concreto armado e vigamento de ferro sustentando a cúpula e cobertura. O seu interior é ricamente adornado com pinturas em ouro, grande lustre de cristal sobre a platéia, majestosas escadarias, além de uma infinidade de detalhes em relevo."

[KAMIDE, Edna Hiroe Miguita, PEREIRA, Terza Cristina Rodrigues Epitácio. Patrimônio Cultural Paulista: CONDEPHAAT - bens tombados 1968 - 1998. São Paulo: Imesp, 1998, p.192.]

 

"Edificado no estilo eclético, conforme o padrão construtivo do início do século XX, ricamente adornado com pinturas a ouro e com um grande lustre de cristal suspenso sobre a platéia, o Municipal era o prédio mais alto da cidade, fazendo vista imponente sobre o Vale do Anhangabaú. Os quatro milhões e meio de tijolos, setecentas toneladas de estruturas de ferro laminado e perfilado e as cinqüenta toneladas de ferro fundido resultaram nos três mil e seiscentos metros quadrados de construção. Na decoração interna utilizou-se com abundância ouro, cristal, bronze, mármores e espelhos. Palco e platéia seguem o estilo barroco."

[BERNARDES, Maria Elena. Cidade civilizada e a cena lírica: O Teatro Municipal de São Paulo (1910-1930). ANPUH – XXV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA, 2009.]

 

1895 - 1911:
Do projeto de lei para a conclusão da construção do teatro

Em 1895, o edil (vereador) Carlos Garcia, apresentou para a Câmara Municipal um projeto no qual isentava de impostos a empresa que construísse um teatro. Tal projeto tornou-se projeto de lei (Lei n.159 - 2 de maio de 1895). No entanto, o benefício não atraiu nenhum empreendedor.

Sem interessados, em fevereiro de 1896, José Roberto e Gomes Cardim propôs e obteve a provação da Lei n.200, na qual autorizava o Poder Executivo a abrir uma concorrência para a construção do teatro, com concessão de 20 anos e isenção de impostos. Porém, esse projeta também não trouxe interessados para o empreendimento.

Em janeiro de 1898, através da Lei n.336, a câmara autorizava a abertura de uma nova concorrência, dessa vez, concedendo isenção de impostos por 50 anos, para quem construísse o teatro. Tal projeto de lei foi baseado, com suas isenções foram oferecidas com base nos interesses de João Felício dos Santos, Felinto Santoro e Conde de Souza Dantas, que apresentaram uma “proposta” de construção de um teatro na Praça da República, em frente à Escola Normal (Caetano de Campos). Mas, após a aprovação da lei, nenhum deles compareceu à sessão de concorrência.

No dia em questão, com a ausência dos senhores mencionados, José Mariano Correia Camargo Aranha e Artur M. Cortines Laxe compareceram à sessão, propondo a construção da edificação em um terreno localizado entre as Ruas Ipiranga, Timbiras e São João, mas, estes também não conseguiram o capital para a construção do teatro e desistiram da concorrência.

Ainda em 1898, outro interessado surgiu para a realização do projeto: Giacomo Leone, com a proposta de erguer o teatro em um terreno entre as Ruas Barão de Itapetininga, Formosa e São João, sendo as desapropriações de responsabilidade do contratante (Município), de acordo com a Lei n.538 – 8 de outubro de 1898. Mas, sem encontrar investidores na cidade, Leone viajou para Europa para procurar interessados, porém, veio a falecer durante a viagem e a construção foi, novamente, adiada. 

“Na sessão de 14 de agosto de 1900, o Dr. Frederico Botero apresentou, ao Senado Paulista, projeto autorizando o governo a mandar construir, no local outrora ocupado pelo Teatro São José, um novo teatro, ‘com todos os aperfeiçoamentos modernamente adotados em edifícios congêneres’, fazendo as desapropriações necessárias, sendo-lhe permitido emitir apólices até a importância de dois mil contos de réis, para a execução da obra.

Muito trabalhou ele para conseguir a aprovação do projeto, arduamente combatido, até vê-lo convertido na Lei n.750, de 13 de novembro, promulgada pelo presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves.”

[AMARAL, Antonio Barreto. História dos velhos teatros de São Paulo. Coleção Paulística. Volume XV. São Paulo: Imesp, 2006, p.582.]

Em 1903, Gomes Cardim apresentou um novo projeto no dia 3 de fevereiro, no qual governos do estado e do município entrassem em acordo para a transferência do terreno para a construção do teatro. A aprovação foi rápida (5 de fevereiro) e no dia 7 de fevereiro Antônio Prado (prefeito), converteu o projeto na Lei n.627.

Após algumas discussões sobre a localização do novo teatro, em 1902, por meio de expropriação, o terreno foi adquirido e entregue para o município através da Lei n.750 (Estado) e a construção autorizada através da Lei n.643 (Município).

Em 24 de junho de 1903, começaram os trabalhos para fundação do teatro, concluídas apenas em 30 de agosto de 1911, ocupando uma área de 3.609 metros quadrados.

 

A inaguração do teatro

A inaguração do teatro foi marcada para o dia 11 de setembro de 1911, porém, foi cancelada e remarcada para a noite seguinte, pois, os cenários que vinham da Argentina não chegaram a tempo para a apresentação de estréia.

O empresário Celestino Silva foi encarregado de organizar a apresentação de estréia, escolhendo para a ocasião "Hamlet", ópera de Ambroise Thomas. Tal escolha levantou protestos na Câmara Municipal, em especial, por parte de Alcântara Machado, que julgava ser a melhor escolha, uma das obras de Carlos Gomes.

Para contornar a situação, Celestino Silva incluiu na abertura do programa, a protofonia de O Guarany, de Carlos Gomes, para que essas fossem as primeiras notas ouvidas dentro do teatro.

Em "Hamlet", o papel principal foi encarnado pelo barítono Tito Rufo, a soprano Grasiele Pareto encarnou Ofélia, a meio-soprano Flora Perini ficou com o papel de Rainha, o baixo Paolo Ludikar, com Cláudio, o tenor Carlo Bonfanti, com Laerzio e o baixo Vicenzo Bettoni, encarnou O Espectro. Edoardo Vitale ficou encarregado de reger a orquestra.

O espetáculo começou às 22h e por volta das 1h30 da magrugada foi decidido terminar o espetáculo, mesmo sem a apresentação do epílogo.

 

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