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Centro de São Paulo

Banco do Brasil

história do comércio do centro de são paulo

atualizado em: 25 de março de 2021

 

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O Banco do Brasil foi criado em 12 de outubro de 1808, pelo então príncipe regente Dom João,

"o capital de mil e duzentas ações com valor de um conto de réis cada uma foi aberto ao público, com o objetivo de subscrever estas ações aos endinheirados da época.

Em 11 de dezembro de 1809, a primeira agência do Banco do Brasil começou a operar, no Rio de Janeiro. D. João pediu aos governadores das capitanias que procurassem acionistas para o Banco, esforço este que foi em vão, pois no fim de 1812, apenas 126 ações tinham sido subscritas. Em 1817 a oferta pública foi encerrada.

Com o financiamento integral do Banco do Brasil, em 1819 foi construída a sede para a Bolsa de Valores no Rio de Janeiro. Em 1821, o Banco, em crise, sofre com o grande saque feito pela família Real antes de seu retorno a Portugal."

[PACIEVITCH, Thais. Banco do Brasil. InfoEscola, S.D. Disponível em: <https://www.infoescola.com/empresas/banco-do-brasil/>. Acesso em: 25 Mar. 2021.]

 



[CORREIO PAULISTANO, n.208, 25 Abr. 1829.]

 

Na década de 1820, em especial, após a Independência do Brasil, a crise do Banco aumenta - o 1º Reinado foi caracterizado pela grande desordem financeira e em 1833 o banco foi liquidado - ainda no mesmo ano, ele é restabelecido, porém sem sucesso.

"Com um capital de 10.000 contos de réis, considerado alto na época, Irineu Evangelista de Souza (futuro Barão e Visconde de Mauá) criou uma nova instituição chamada de Banco do Brasil, em 1851. O Banco ressurgiu mais forte, pois tinha estreitas ligações com o mercado de capitais, tanto que as reuniões para o lançamento público foram realizadas no salão da Bolsa do Rio de Janeiro."

[PACIEVITCH, Thais. Banco do Brasil. InfoEscola, S.D. Disponível em: <https://www.infoescola.com/empresas/banco-do-brasil/>. Acesso em: 25 Mar. 2021.]

 

Em 5 de julho de 1853, Dom Pedro II sancionou a lei que (re) criava o Banco do Brasil - instituição resultante da fusão do Banco do Brasil criado pelo Barão de Mauá com o Banco Comercial do Rio de Janeiro.

"Tal fusão ocorreu graças à liderança do Visconde de Itaboraí em relação à legislação. Por isso, o Visconde de Itaboraí é considerado o fundador do Banco do Brasil atual."

[PACIEVITCH, Thais. Banco do Brasil. InfoEscola, S.D. Disponível em: <https://www.infoescola.com/empresas/banco-do-brasil/>. Acesso em: 25 Mar. 2021.]

 

Inicialmente o Banco do Brasil era a única instituição autorizada a emitir o papel-moeda no país, porém, posteriormente, o privilégio foi suspenso e bancos particulares como o Bando do Rio Grande do Sul, o Banco Rural e Hypothecario também obtiveram autorização para a emissão, sob garantias de títulos públicos.

 


[LAEMMERT, Eduardo (org.). Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Corte e Província do Rio de Janeiro para o Anno de 1854. Rio de Janeiro: Eduardo e Henrique Laemmert, 1854.]

 








[LAEMMERT, Eduardo (org.). Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Corte e Província do Rio de Janeiro para o Anno de 1854. Rio de Janeiro: Eduardo e Henrique Laemmert, 1854.]

 

Notícia publicada sobre a instituição financeira em São Paulo, no Correio Paulistano de janeiro de 1856:

"GAZETILHA

Caixa filial

No dia 1o. do corrente anno installou-se caixa filial do banco do Brasil nesta provincia. Os membros da directoria são o Exm. Sr. Barão de Iguape presidente da mesma diretoria, o Exm. Sr. Francisco Antonio de Souza Queiroz, Sr. commendador Jobim (? Joaquim) José dos Santos Silva, Exm. Sr. Br. (?) do Tietê, e o Sr. Thomaz Luiz Alves.

Os empregados da caixa são os Srs. José Thomaz Romeiro, gurda livros, Francisco de Assis Pinheiro e Prado tesoureiro, Dr. José Luciano da Silva Barbosa fiel do thesoureiro e cobradis, Dr. João Carlos da Silva Telles 1o. escriptuario e Lourenço Josephino Cardim porteiro e continuo. Ainda não está preenchido o lugar de 2o. escripturario porque tendo-se apresentado tres pretendentes a elle, dependendo a escolha das habilitações que mostrarem, o que se fará por meio de concurso.

São membros da comissõ de emissão o Exm. Sr. presidente da directoria, o director Sr. Thomaz Luiz Alves e o thesoureiro da caixa.

para a comissão de descontos forão nomeados para a primeira quinzena os Srs. senador Queiroz e Santos Silva.

Foi também nomeada uma comissão composta dos Srs. presidente da directoria e senador Queiroz para elaborarem o regimento intrno da caixa.

A taxa para descontos será de 9 por cento."

[CORREIO PAULISTANO, n.351, 2 Jan 1856.]

 

"NOTAS DO BANCO DO BRASIL - No Jornal do Commercio de 25 encontramos:

'Em resposta a uma correspondencia transcripta nesta folha acerca do desconto que soffrem as notas do banco do Brasil em S. Paulo, communicão-nos o seguinte:

As notas do banco do Brasil só são recebidas em pagamento, nas estações publicas da côrte, e provincia do Rio de Janeiro, e portanto só ahi podem pagar todas as funcções do papel do governo, o ter curso como moeda. Os estatutos da caixa filial de S. Paulo impõe porém a este estabelecimento o dever de trocar sem premio ou agio algum, as notas do banco e as notas da caixa filial, que devem ser recebidas nas estações publicas da provincia.

Assim logo que essa caixa fôr instalada, o que deverá ter lugar no 1o. de janeiro do anno proximo, constará (? cobrará) o desconto que soffrem em S. Paulo as notas do banco do Brasil, porque os portadores dellas terão um meio fácil de convertel-as em papel fiduciario, que lerá curso na mesma provincia, na forma da lei que autorisou a organisação do banco.' "

[CORREIO PAULISTANO, n.351, 2 Jan. 1856.]

 

Em 1862, o monopólio para emissão de papel moeda retornou para o Banco do Brasil por mais quatro anos, pois, em 1866, o governo transferiu para o Tesouro Nacional tal responsabilidade e o Banco do Brasil passou a atuar apenas como banco comercial.

 

 

centro cultural do banco do brasil - são paulo

 

[+] Centro Cultural do Banco do Brasil - São Paulo.

[+] Centro Cultural do Banco do Brasil - São Paulo (área interna).

 

 

referência bibliográficas

CORREIO PAULISTANO, n.208, 25 Abr. 1829.
CORREIO PAULISTANO
, n.351: 2 Jan. 1856.

LAEMMERT, Eduardo (org.). Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Corte e Província do Rio de Janeiro para o Anno de 1854. Rio de Janeiro: Eduardo e Henrique Laemmert, 1854.

NOGUEIRA, Adenilson. Moedas do Brasil. Joinville/SC: Clube de Autores, 2018.

PACIEVITCH, Thais. Banco do Brasil. InfoEscola, S.D. Disponível em: <https://www.infoescola.com/empresas/banco-do-brasil/>. Acesso em: 25 Mar. 2021.

 

 

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