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BANCO DO BRASIL

história do comércio do centro de
são paulo

atualizado em: 11 de agosto de 2017

 

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Notícia publicada no Correio Paulistano de 2 de janeiro de 1856:

"GAZETILHA

Caixa filial

No dia 1o. do corrente anno installou-se caixa filial do banco do Brasil nesta provincia. Os membros da directoria são o Exm. Sr. barão de Iguape presidente da mesma diretoria, o Exm. Sr. Francisco Antonio de Souza Queiroz, Sr. commendador Jobim (? Joaquim) José dos Santos Silva, Exm. Sr. Br. (?) do Tietê, e o Sr. Thomaz Luiz Alves.

Os empregados da caixa são os Srs. José Thomaz Romeiro, gurda livros, Francisco de Assis Pinheiro e Prado tesoureiro, Dr. José Luciano da Silva Barbosa fiel do thesoureiro e cobradis, Dr. João Carlos da Silva Telles 1o. escriptuario e Lourenço Josephino Cardim porteiro e continuo. Ainda não está preenchido o lugar de 2o. escripturario porque tendo-se apresentado tres pretendentes a elle, dependendo a escolha das habilitações que mostrarem, o que se fará por meio de concurso.

São membros da comissõ de emissão o Exm. Sr. presidente da directoria, o director Sr. Thomaz Luiz Alves e o thesoureiro da caixa.

para a comissão de descontos forão nomeados para a primeira quinzena os Srs. senador Queiroz e Santos Silva.

Foi também nomeada uma comissão composta dos Srs. presidente da directoria e senador Queiroz para elaborarem o regimento intrno da caixa.

A taxa para descontos será de 9 por cento."

[Correio Paulistano, Anno II, Número 351: 2 de janeiro de 1856.]

 

"NOTAS DO BANCO DO BRASIL - No Jornal do Commercio de 25 encontramos:

'Em resposta a uma correspondencia transcripta nesta folha acerca do desconto que soffrem as notas do banco do Brasil em S. Paulo, communicão-nos o seguinte:

As notas do banco do Brasil só são recebidas em pagamento, nas estações publicas da côrte, e provincia do Rio de Janeiro, e portanto só ahi podem pagar todas as funcções do papel do governo, o ter curso como moeda. Os estatutos da caixa filial de S. Paulo impõe porém a este estabelecimento o dever de trocar sem premio ou agio algum, as notas do banco e as notas da caixa filial, que devem ser recebidas nas estações publicas da provincia.

Assim logo que essa caixa fôr instalada, o que deverá ter lugar no 1o. de janeiro do anno proximo, constará (? cobrará) o desconto que soffrem em S. Paulo as notas do banco do Brasil, porque os portadores dellas terão um meio fácil de convertel-as em papel fiduciario, que lerá curso na mesma provincia, na forma da lei que autorisou a organisação do banco.' "

[Correio Paulistano, Anno II, Número 351: 2 de janeiro de 1856, p.3-4.]

 

[clique nas imagens para acessar outras fotografias do CCBB/SP - Centro Cultural do Banco do Brasil de São Paulo]

 

 

[+] Outros estabelecimentos comerciais que fizeram parte da História do Centro de São Paulo

CENTRO DE SÃO PAULO

BIBLIOGRAFIA


CAPITAL - SAO PAULO E SEU PATRIMONIO ARQUITETONICO

Juan Esteves
Antonio Carlos Abdalla
Imesp
2013

'A Secretaria de Estado da cultura de São Paulo tem imensa satisfação em apoiar a reedição do livro 'Capital - São Paulo e seu patrimônio arquitetônico, de Juan Esteves. Com curadoria de Antonio Carlos Abdalla, o conjunto de fotografias selecionadas oferece um amplo panorama da diversidade de edifícios de distintas naturezas que marcaram a capital paulista ao longo de sua história, especialmente os últimos 100 anos. Colocado em evidência no magistral registro de Juan Esteves, o patrimônio arqutetônico paulistano pode aqui ser apreciado nos detalhes que acabam por ficar invisíveis em meio à agitação cotidiana da metrópole. Ao dar merecida visibilidade aos edifícios retratados, esta publicação ajuda a sensibilizar para a necessidade de preservação desse patrimônio, uma importantíssima e difícil tarefa, que precisava envolver toda a sociedade.' - Marcelo Mattos Araujo...[+]

 

O Banco Da Ordem

hiago Fontelas Rosado Gambi
Editora Alameda
2015

Este trabalho busca reconstituir a história do segundo Banco do Brasil, o banco da Ordem fundado em 1853. O segundo Banco do Brasil foi idealizado e concretizado pelo então ministro da fazenda Joaquim José Rodrigues Torres, futuro visconde de I oraí, considerado hoje o pai do Banco do Brasil nos dias de hoje e se inseria como braço financeiro, no projeto conservador de centralização e consolidação do Estado imperial. Este trabalho sugere que o banco foi resultado desse projeto político mais amplo levado a cabo pelos saquaremas. Embora fosse uma instituição privada, suas relações com o governo eram estreitas. Como cabia ao imperador nomear o presidente da instituição, seus olhos se faziam presentes no coração da máquina monetária e, em menor medida, creditícia da economia mercantil escravista brasileira. Era o banco o responsável pelo controle da oferta monetária da economia e para isso contava formalmente com o monopólio da emissão de notas bancárias em todo o império. Ao controlar tal oferta, o banco poderia regular a liquidez do mercado e a taxa de desconto...[+]

 

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