Texto e Fotografias de Mônica Yamagawa


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A CIDADE-EXPOSIÇAO

Heloisa Barbuy
Edusp
2006

O livro analisa o microterritório formado pelas três principais ruas comerciais na passagem do século XIX para o XX - ruas 15 de Novembro, Direita e de São Bento, que compunham o chamado Triângulo - tendo como eixo as casas de comércio da região. Com isso, o livro proporciona a compreensão do desenvolvimento da cidade refletido, por exemplo, na introdução gradual de uma estética cosmopolita tanto na arquitetura dos edifícios quanto na exibição de produtos ou cartazes publicitários. A união entre texto e ilustrações reconstrói o cenário do triângulo central de São Paulo, levando o leitor a conhecer os pormenores das fachadas e dos interiores das edificações da época numa imersão lenta e intensa nos processos por meio dos quais a cidade se reinventa...[+]

Disponível para pré-visualização parcial no Google Books

 


Entre a casa e o armazém: relações sociais e experiência da urbanização
São Paulo, 1850 – 1900

Maria Luiza Ferreira de Oliveira
Alameda
2005

Este livro é um convite para o leitor voltar a um tempo no qual São Paulo combinava características de uma cidade moderna com traços fortemente rurais. Bastava uma rápida caminhada até a Igreja da Misericórdia para avistar, do alto de seu campanário, descampados, grotões, charnecas, beiras de rios e até animais silvestres e matas, que se estendiam muito além dos vales do Anhangabaú e Tamanduateí. Os personagens deste cenário? Aquela parte da população abstratamente designada como "classes médias" - na verdade, uma gente esquecida, os remediados da sociedade, uma multidão de figurantes mudos da cena paulistana - os quais atendiam pelos nomes de Dona Carolina, Seu Marcelino, Ana de Sorocaba e centenas de outros que aparecem nos registros dos quase mil inventários e testamentos que chegaram até nós. A maioria tinha pouco mais de quarenta anos no longínquo ano de 1872, quando surgiram na cidade os primeiros lampiões a gás. Pessoas que vivenciaram um tempo de incertezas e mudanças, abriram lojas e armazéns, compraram uma casinha, faliram, venderam tudo, tiveram dias bons ou ruins - enfim, sentiram na pele aquele diagnóstico certeiro de António de Alcântara Machado, quando dizia que 'em São Paulo não há nada acabado e nem definitivo, as casas vivem menos que os homens e se afastam, rápidas, para alargar as ruas'...[+]

 

CENTRO DE SÃO PAULO

DOMINGOS HENRIQUE DA SILVA

COMERCIANTE DE FAZENDAS

(TECIDOS)

história do comércio do
centro de são paulo

atualizado em: de 9 de dezembro 2016

 

home > centro de são paulo > DOMINGOS HENRIQUE DA SILVA. COMRCIANTE DE FAZENDAS (TECIDOS)

Em um anúncio no Correio Paulistano, de 2 de janeiro de 1856, Domingos Henrique da Silva informa a população de São Paulo sobre a disponibilidade de seus produtos (fazendas - tecidos):

"ATTENÇÃO.

A' casa de Domingos Henrique da Silva, na ladeira de Santo Antonio, n.8, acaba de chegar do Rio de Janeiro, um completo sortimento de fazendas finas tanto para senhoras como para homens, constando de ricos cortes de vestidos de bareje de seda, cortes de lã, riquisimos chales de merinó bordados, ditos de tapetes superiores, e de outras qualidades; cassas de lindissimos padrões finas e de muito bom gosto, superiores lenços de seda, irlanda de linho superior, chapeos de castor branco superfinos, ditos de molla casimiras dos padrões os mais modernos, cortes de coletes de velludo e pelucia de seda dos mais modernos, bengalas de muito bom gosto, gravataas de todaas as qualidades, papel pintado para forrar casas, sedas, escorcias, chitas, riscados, morins, cambraias e muitas outras fazendas que serão vendidas por commodo preço."

 

 

Sobre Domingos Henrique da Silva, consta, também, que em 1865, adquiriu o Hotel do Hilário, localizado no terreno onde está a Casa da Imagem (Casa Número 1), reformou o espaço, rebatizando-o de Hotel da Boa Vista.

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