História do Comércio do Centro de São Paulo: Livraria do Largo do Collegio

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LIVRARIA DE J.F. DE SOUZA

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são paulo

atualizado em: 12 de agosto de 2017

 

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[Correio Paulistano: 4 de janeiro de 1856.]

 

No anúncio publicado no Correio Paulistano de 4 de janeiro de 1856, a Livraria do Largo do Collegio divulga os produtos disponíveis em seu estabelecimento e preços:

"LIVRARIA

Largo do Collegio.

GRANDE DIMINUIÇÃO NOS PREÇOS

Arte de traduzir do latim para o portuguez, redusida a principios 1$600, Bruto tragedia de Voltaire 1$000, Recordações de uma viagem, o amor de uma menina 1$280, Tratado de versificação portugueza 1$600, Verdadeiro oraculo das damas, e donzellas que corresponde de um modo infalivel a todas as perguntas relativas ás épocas e sucessos mais notaveis da vida, confirmada pela opinião dos mais celebres philosophos, Pythagoras, porta Agripa, Cagliostro, Lavater, Gall, Spurshein etc. 2$. A cazos da tuma , ou livros de sortes divertidas. 1$600. Combate espiritual 2$, Eccos do tenor, clamores da verdade reflectidos em proclamadores os brados do desengano para despertar os pecadores do profundo somno da culpa, e do esquecimento que tem da eternidade 1$280, Pecador convertido ao caminho da verdade instruido com os documentos mais importantes para observancia da lei de Deos 1$280."

[Correio Paulistano: 4 de janeiro de 1856.]

 

[+] Outros estabelecimentos comerciais que fizeram parte da História do Centro de São Paulo

[Correio Paulistano, Anno I, Número 137: 7 de dezembro de 1854.]

 

[Correio Paulistano, Anno I, Número 143: 15 de dezembro de 1854.]

 

[Correio Paulistano, Anno I, Número 144: 16 de dezembro de 1854.]

 

[Correio Paulistano, Anno I, Número 146: 19 de dezembro de 1854.]

CENTRO DE SÃO PAULO

BIBLIOGRAFIA


Vida Cotidiana em São Paulo no Século XIX

Carlos E.M. de Moura
Edusp
2013

Os escritos selecionados para este livro apresentam a cidade de São Paulo no momento de transição entre a pequena vila dedicada à subsistência e a prosperidade decorrente do cultivo do café. São escritos diversos, como memórias, depoimentos, evocações, peças de teatro, que procuram reconstituir os contornos da cidade e de sua província. Os variados depoimentos oferecem um quadro da vida paulista, observada a partir de diversos ângulos e interesses, e deles emerge uma visão abrangente do cotidiano na cidade e no campo, observado por contemporâneos que o vivenciaram. A coletânea conta com textos de Aluísio de Almeida, D. Maria Paes de Barros, o Diário da Princesa Isabel, duas peças de teatro de autores paulistas, acompanhados de comentários de especialistas, e de um levantamento iconográfico de autoria do organizador, composto de desenhos e aquarelas de viajantes que aqui estiveram na primeira metade do século XIX...[+]

 

Entre a casa e o armazém: relações sociais e experiência da urbanização
São Paulo, 1850 – 1900

Maria Luiza Ferreira de Oliveira
Alameda
2005

Este livro é um convite para o leitor voltar a um tempo no qual São Paulo combinava características de uma cidade moderna com traços fortemente rurais. Bastava uma rápida caminhada até a Igreja da Misericórdia para avistar, do alto de seu campanário, descampados, grotões, charnecas, beiras de rios e até animais silvestres e matas, que se estendiam muito além dos vales do Anhangabaú e Tamanduateí. Os personagens deste cenário? Aquela parte da população abstratamente designada como "classes médias" - na verdade, uma gente esquecida, os remediados da sociedade, uma multidão de figurantes mudos da cena paulistana - os quais atendiam pelos nomes de Dona Carolina, Seu Marcelino, Ana de Sorocaba e centenas de outros que aparecem nos registros dos quase mil inventários e testamentos que chegaram até nós. A maioria tinha pouco mais de quarenta anos no longínquo ano de 1872, quando surgiram na cidade os primeiros lampiões a gás. Pessoas que vivenciaram um tempo de incertezas e mudanças, abriram lojas e armazéns, compraram uma casinha, faliram, venderam tudo, tiveram dias bons ou ruins - enfim, sentiram na pele aquele diagnóstico certeiro de António de Alcântara Machado, quando dizia que 'em São Paulo não há nada acabado e nem definitivo, as casas vivem menos que os homens e se afastam, rápidas, para alargar as ruas'...[+]

 

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