História do Comércio do Centro de São Paulo: Casa de José Marques da Cruz - secos e molhados

Website de Mônica Yamagawa

CASA DE SECOS E MOLHADOS

JOSÉ MARQUES DA CRUZ

rua do comércio, 35 (1856)

história do comércio do centro de
são paulo

atualizado em: 8 de setembro de 2017

 

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Em 1856, no Correio Paulistano, a Casa de José Marques da Cruz publicou o seguinte anúncio:

"Ver e Crer.

Rua do Comércio no. 35 Casa de José de Marques da Cruz participão ao respeitável publico e em particular aos seus freguezes, que chegou-lhe um completo sortimento de molhados, e frutas secas e em calda de todas as qualidades bem assim muito superiores vinhos de Lisboa, Porto & hnm lindo sortimento de porcelanas cristaes, vidros: tudo do (?) uilho gosto e tudo por preços comodos, e afinaça as qualidades dos seus generos."

[Correio Paulistano, Anno II, Número 351: 2 de janeiro de 1856.]

No mesmo dia e periódico, José Marques da Cruz, anunciou a abertura de seu novo estabelecimento: Padaria Anno Bom (clique para acessar o anúncio).

Além dos produtos alimentícios, bebidas e utensílios domésticos, um outro anúncio do mesmo ano, informa que produtos homeopáticos também estão disponíveis em seu estabelecimento:

"Homeopathia.

Vende-se na rua do Commércio casa n. 35 de Jozé Marques da Cruz, boticas com os principaes medicamentos homeopathicos para preservativo e curativo da colerina e cholera morbus, segundo descreveu e muito insigne medico homeopatha o Sr. Dr. Ignacio Manoel de Lemos, na Revista Commercial de 29 de Outubro do anno proximo passado, e avulsos que forão distribuidos n'esta Provincia."

[Correio Paulistano, Anno II, suplemento do número 355: 16 de janeiro de 1856.]

 

 

[+] Outros estabelecimentos comerciais que fizeram parte da História do Centro de São Paulo

CENTRO DE SÃO PAULO

BIBLIOGRAFIA


Vida Cotidiana em São Paulo no Século XIX

Carlos E.M. de Moura
Edusp
2013

Os escritos selecionados para este livro apresentam a cidade de São Paulo no momento de transição entre a pequena vila dedicada à subsistência e a prosperidade decorrente do cultivo do café. São escritos diversos, como memórias, depoimentos, evocações, peças de teatro, que procuram reconstituir os contornos da cidade e de sua província. Os variados depoimentos oferecem um quadro da vida paulista, observada a partir de diversos ângulos e interesses, e deles emerge uma visão abrangente do cotidiano na cidade e no campo, observado por contemporâneos que o vivenciaram. A coletânea conta com textos de Aluísio de Almeida, D. Maria Paes de Barros, o Diário da Princesa Isabel, duas peças de teatro de autores paulistas, acompanhados de comentários de especialistas, e de um levantamento iconográfico de autoria do organizador, composto de desenhos e aquarelas de viajantes que aqui estiveram na primeira metade do século XIX...[+]

 

A CAPITAL DA SOLIDAO

Roberto Pompeu de Toledo
Ponto de Leitura
2011

O leitor é convidado, capítulo a capítulo, a conhecer momentos cruciais da trajetória de São Paulo. O destino da cidade, ao longo dos três primeiros séculos de existência, foi de isolamento e de solidão. Em 1872, quando os primeiros sinais de prosperidade começavam a visitá-la, por obra da riqueza trazida pelo café, ainda assim a população de pouco mais de 30 mil habitantes a situava numa rabeira com relação às demais capitais brasileiras. Em 1890, já tinha dobrado de tamanho. O momento em que finalmente engrena e começa a virar a São Paulo que se conhece é súbito como uma explosão - na passagem do século XIX para o XX, quando se transformou num aglomerado de gente vinda de diferentes partes do mundo...[+]

 

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