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Mônica Yamagawa
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Centro de São Paulo

Casa Fretin

Louis Albert Fretin

rua são bento, 10/20 (século XIX)
praça do patriarca
rua da quitanda

história do comércio do centro de são paulo

atualizado em: 10 de dezembro de 2020

 

home > história do comércio > Casa Fretin

 

Edificação localizada na Praça do Patriarca, onde funcionou a Casa Fretin.

 

Entre os anos de 1924 e 2001, a edificação localizada na esquina da Rua São Bento, com a Rua da Quitanda e Praça do Patriarca, foi a sede da Casa Fretin, fundada por Louis Fretin.

 

FONTE: Cornejo, Santos (1995)

 

Louis Albert, após a morte do pai, foi enviado para a França, tornou-se relojoeiro pela École D'Horlogerie de Paris, abrindo a Relojoaria Louis Fretin, em 1895, na Rua São Bento, 10, onde consertava relógios:

"sempre primando pelo bom serviço e qualidade dos produtos, sendo logo alvo da preferência popular."

[CORNEJO, Carlos, SANTOS, Silvia Rita dos. Casa Fretin 100 Anos. São Paulo: Studio Flash Produções Gráficas, 1995.]

 

Reprodução do anúncio publicado em 20 de julho de 1896, no Diário de S.Paulo
FONTE: Cornejo, Santos (1995).

 

Além de relógios, Louis Fretin passou a consertar os óculos dos clientes, um produto que, na época, era comprado no exterior e não estava disponível no mercado brasileiro. Com o tempo, passou a importar e vender o produto na cidade - pince-nez, lorgnon, face-a-main, monóculos e binóculos -. Tais produtos estavam em moda na Europa; no Brasil eram usados como objetos de distinção (e não necessariamente, como indicação médica) pela classe privilegiada:

"os pince-nez e óculos que não apenas lhes corrigiriam objetivos problemas de vista como se associariam às suas imagens públicas de intelectuais, de homens de classe, de figuras distintas, (...) os óculos - aqueles instrumentos ópticos com hastes para apoiar-se sobre as orelhas - concebidos, ao contrário dos face-à-maisn (tipo de lorgnon), para serem usados por tempo prolongado, eram de uso preferencialmente masculino, denotando 'a capacidade deste objeto em concentrar aqueles atributos entendidos como masculinos', isto é, 'atividades cerebrais associadas ao trabalho produtivo, às ciências, ao controle financeiro da vida doméstica, à escritura em geral, à memória da linhagem patriarcal'"

[BARBUY, Heloisa. A Cidade-Exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860 – 1914. São Paulo: Edusp, 2006, p.145.]

 

FONTE DA IMAGEM:
BARBUY, Heloisa. A Cidade-Exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860 – 1914. São Paulo: Edusp, 2006.

 

Na época, armações e lentes eram padronizadas e importadas prontas, "com os diversos graus esféricos, côncavos e convexos e até com as cores da moda como o azul e o laranja" [CORNEJO; SANTOS: 1995, p.3]. Fretin passou a oferecer em seus estabelecimento vários modelos, um estoque baseado nos preferidos pelo público dos países europeus:

 

Modelos de produtos ópticos comercializados pela Casa Fretin.
FONTE: Cornejo, Santos (1995).

 

Os binóculos Flammarion, "ganhadores da medalhe de ouro na Exposição Universal de Paris de 1900", eram um dos produtos oferecidos na loja de Louis Fretin, um acessório importante para a elite paulistana, pois, ir ao teatro era um evento social de destaque para membros desse grupo.
FONTE: Cornejo, Santos (1995).

 

Anúncio publicitário da Casa Fretin.
FONTE: Cornejo, Santos (1995)>

 

Fretin continuou diversificando a oferta de produtos em seu estabelecimento. Além de relógios e óculos, passou a comercializar jóias. Em 1898, sua loja foi roubada e o crime descrito nas páginas do Correio Paulistano:

"No coração da cidade, em lena rua de S. Bento foi commetido, durante a noite de ante-hontem para hontem, um importante roubo de joias.

Á rua de S. Bento n. 10 e estabelecido com casa de joias o sr. Luiz Fretin, que ha pouco tempo começara a ver o resultado de muitos annos de aprendizagem e de trabalho assiduo, conseguindo montar nesta capital uma relojoaria, que já era bastante acreditada.

Os terriveis inimigos dos joalheiros, porém, os gatunos entenderam que o sr. Fretin poderia começar de novo a sua vida, porque é moço, e deliberaram fazer uma limpa em seu estabelecimento.

Para isso penetraram elles primeiramente no sobrado em construcção , que fica visinho à relojoaria Fretin, suppondo-se que isso tivessem feito durante o dia, pois que a porta dessa construcção foi encontrada aberta, mas não arrombada.

Uma vez dentro da obra, trattaram elles de (?) perin ar a parede lateral que a separa da relojoaria que é de taipa e tem 60 centimetros de epessura (sic).

Esse plano foi bem estudado, como o leitor verá.

O sr, Fretin fez collocar chapas de ferro no lado interior de seu estabelecimento, deixando justamente de o fazerjunto da parede que foi arrombada, na qual se achavam muitos relogios de parede, havendo livre apenas o espaço occupado pelo balcão, e onde deve ser encostado o mostrador, este a uns dois metros do solo.

Pois be, os gatunos começaram primeiramente a perfurar a parede na altura de uns oitenta centímetros do solo e verificando que essa passagem seria obstruida pelo balcão, trataram de fazer um novo rombo, a metro e meio do solo.

O rombo, que é de forma oval, mede cerca de 60 centimetros e dá perfeita na passagem a um homem de regular estatura.

Vencido esse obstaculo, os gatunos achando se senhores do terreno trataram de fazer uma Provisão geral de relogios, e outras pequenas joias, cujo valor a victima estima em cerca de 7 contos de réis.

Logo que foi avisado do occorido pelos operarios que trabalham na obra, os quaes foram os primeiros a descobriem o rombo da parede, o sr. Fretin dirigiu-se ao seu estabelecimento e, abrindo-o deu com os mostradores, vitrine e outros pequenos armarios, uns limpos e ouros com uma bôa colleção de caixas vasias.

O sr. Fretin dirigiu-se para o cofre forte, onde tinha guardado as joias de valor e, felizmente, encontrou-as em perfeito estado.

Esse movel resistira à audácia dos gatunos.

Communicado o fato á ppolícia compapareceu promptamente o 2o. delegado dr. João Gogliano, que procedeu a auto de corpo de delicto e abriu inquerito sobre o facto.

Eis a relação fornecida pelo sr. Fretin dos objectos desapparecidos:

113 relógios, sendo 3 de outro e os outros de prata, nickel e aço; 18 broches de ouro e prata; 75 aneeis diversos; 29 pares de brincos; 9 medalhas; 13 alfinetes para gravatas; 5 pulseiras; 15 correntes de plaqué; 15 allianças de ouro; piteiras, grapos, botões, etc., sendo tudo avaliado em 7:000$000."

[CORREIO PAULISTANO, n. 12.421, 28 Jan. 1898.]

 

Casa Fretin, na Rua São Bento, n. 20, em 1913. Na porta da estabelecimento, Charles Barthe, gerente do estabelecimento.
FONTE: Cornejo, Santos (1995)

 

Casa Fretin na Rua São Bento.
FONTE: Cornejo, Santos (1995).

 

Anúncio publicitário da Casa Fretin.
FONTE: Cornejo, Santos (1995)

 

No início do século XIX, a Casa Fretin trouxe para São Paulo, o Sr. John (Mr. John), um optometrista norte-americano, para resolver os problemas com receituários, realizando as consultas e os exames necessários para receitar óculos de grau [SANTOS NETO: 2006, p.113]. A partir do ano de 1903, a Casa Fretin passou a manter em seu arquivo os registros de receituários de óculso de seus clientes, com base nesses dados, é possível verificar que importantes personalidades da cidade frequentavam seu estabelecimento:

Em 1909, em nota da "Chronica Social", sobre "hóspedes e viajantes" (o nome de Alfredo Brasil de Castro, aparece em dezembro de 1906, em nota sobre "aniversários" no "O Commercio de São Paulo", como "auxiliar da Casa Fretin"):

"Regressou da Europa, acompanhado de sua família, o sr. Alfredo Brasil de Castro, socio da Casa Fretin, desta praça."

[CORREIO PAULISTANO, n. 16.465, 10 Jun. 1909.]

 

Segundo Heloisa Barbuy (2006), no início do século XX, Louis Fretin constava no censo, não como comerciante, mas, como "industrial, fabricante de vidros e instrumentos de óptica":

"OFFICINAS

De preparo de vidro para óptica.
De fabrico de aros para óculos e nasóculos.
De conserto e reparação de isntrumentos de engenharia e navegação, de cirurgia em geral.
De cutelaria, relojoaria, ourivesaria e instrumentos de música.
Especialidade em vidros periscópios."

[BARBUY, Heloisa. A Cidade-Exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860 – 1914. São Paulo: Edusp, 2006, p.143.] 

 

Em 1906, Fretin montou um "escritório" em Paris, uma casa de compras instalada em uma região com vários outros armazéns, que serviam de estoque para grandes quantidades de produtos para comércio, via atacado:

"em seus anúncios impressos, a Fretin anunciava, orgulhosamente, possuir uma casa de compras em Paris, no Faubourg Poissobière, número 112."

[CAVALCANTI, Pedro, DELION, Luciana. São Paulo, a juventude do centro. São Paulo: Conex, 2004, p.122.]

 

Anúncio da Casa Fretin divulgando as casas de compras na França e nos Estados Unidos.
FONTE: O COMMERCIO DE SÃO PAULO, n. 4.572, 17 Jan. 1906.

 

Na época, os pedidos eram realizados através de mensagem via telégrafo, "com códigos especiais para resumir a confirmação de pedidos e a expedição de artigos" [CORNEJO; SANTOS: 1995, p. 7].

Além da França, com a ascensão do mercado norte-americano como fonte para os produtos importados pelo Brasil, Fretin também manteve uma casa de compras em Nova Iorque:

"Atento às novas tendências, Louis Fretin chegou a publicar anúncio em inglês - uma propaganda idealizada em Nova York para as lentes denominadas 'So-Easy' ('tão-fácil'), das quais era importador. Começavam a surgir os primeiros casos de publicidade 'globalizada' em São Paulo, isto é, veiculada tal e qual aqui e na matriz fornecedora."

[BARBUY, Heloisa. A Cidade-Exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860 – 1914. São Paulo: Edusp, 2006, p.143.]

 

Interior da loja da Rua São Bento, em 1913.
FONTE: Cornejo, Santos (1995).

 

 
Vitrines da Casa Fretin, na Praça do Patriarca.
FONTE: Cornejo, Santos (1995)

 

FONTE: O COMMERCIO DE SÃO PAULO, n. 3.695, 13 (? 16) Jun. 1904.

 

Em 1913, o nome do estabelecimento muda de "Relojoaria Fretin" para "Casa Fretin", passando a ocupar o prédio inteiro na Rua São Bento. Outros produtos foram incluídos em suas vitrines: "artigos de cutelaria, ortopedia, cirurgia, laboratório e engenharia" [CORNEJO, SANTOS: 1995, p. 8], transformando, segundo Cornejo e Santos (1995) o empreendimento em um precursor das lojas de departamento.

Aos poucos, a Casa Fretin foi se especializando no setor de saúde,

"adquirindo no ramo médico-hospitalar um enorme prestígio, pela variedade e qualidade dos produtos que importa, sendo procurada por médicos e hospitais do interior e outros estados."

[CORNEJO, Carlos, SANTOS, Silvia Rita dos. Casa Fretin: 100 anos. São Paulo: Studio Flash Produções Gráficas, 1995, p.8.]

 

Anúncio de mobiliário cirurgico.
FONTE: Cornejo, Santos (1995).

 

A empresa passou a importar os equipamentos e acessórios médico- -hospitalares diretamente dos fabricantes, atuando como representante de diversas marcas no Brasil. Entre os produtos oferecidos estavam: instrumentos de oftalmologia, eletricidade médica, instrumentos de cirurgia e microscopia, instalações de esterilizações, vidraria e artigos de laboratório, areômetros, calculígrafos, estereoscópios.

 

Imagem de um caixeiro viajante da Casa Fretin (1929).
FONTE: Cornejo, Santos (1995).

 

Para outros públicos, a loja oferecia produtos de perfumaria, cutelaria,

"fixadores para bigode, que os cavaleiros orgulhosos do seu moustache aplicam antes de ir para cama, e que consiste num cosmético para afinar as pontas e uma redinha apertada por doios fios elásticos que se ligam no meio, fixando-se com jeito na posição desejada até que seque e endureça o cosmético. Obtém-se assim os bigodes enrolados em argola, em ponta para os lados e o bigode-de-arame, retorcido e em ponta."

[CORNEJO, Carlos, SANTOS, Silvia Rita dos. Casa Fretin 100 Anos. São Paulo: Studio Flash Produções Gráficas, 1995.]

 

Os conhecimentos da Casa Fretin com relação aos instrumentos médicos, permitiu auxiliar a polícia, em maio de 1915, na prisão de ladrões que assaltaram um consultório localizado na Rua Tabatinguera: os ladrões ofereceram os instrumentos roubados à casa Fretin que, entrou em contato com a polícia. Foi planejado um flagrante, na Casa Fretin para a "conclusão da venda", assim como Alfredo Brasil de Castro (descrito como "perito" da Casa Fretin), auxiliou na avaliação do material apreendido.

 

Oficina da Casa Fretin, localizada no Brás, para a fabricação e conserto de móveis e artigos médico-cirugícos.
FONTE: Cornejo, Santos (1995).

 

Nota fiscal de 1921, emitida para a Escola Politécnica de São Paulo (USP).
FONTE: Escola Politécnica São Paulo - USP.

 

A mudança para a nova edificação, em 1924, aconteceu pela necessidade de mais espaço para acomodar os produtos e para atender sua clientela. O estabelecimento passou a ocupar os quatro andares, mais o térreo, a sobreloja e o subsolo do prédio localizado na esquina da Rua São Bento com a Praça Patriarca e a Rua da Quitanda, pois, além do departamento de óptica, a Casa Fretin possuía departamentos de cutelaria, cirurgia, aparelhos de laboratório, radiologia, engenharia e precisão, produtos ortopédicos, higiene e perfumaria.

Na esquina da Rua Quitanda com a Rua São Bento existia um sobrado, construído na década anterior e que servia de agência de viagens da Lloyd's - empresa britânica de navegação. No porão da agência existia um cofre forte que foi mantido pela Casa Fretin e sobre a construção original, foram adicionados os quatro andares superiores. As sete vitrines externas da loja foram produzidas em cobre pelo Liceu de Artes e Ofícios, os vidros importados da Bélgica, as escadas internas foram revestidas em mármore com descanso em cerâmica xadrez, os corrimãos ornados em madeira de lei e ferro, os balcões da loja de madeira de imbuia e o establecimento contava com um dos primeiros elevadores pantográficos da Pirie, Villares & Cia. Ltda. instalados na cidade. No topo da edificação, voltado para a Praça do Patriarca foi instalado um enorme óculos, a marca registrada da empresa.

Em 1943, a Casa Fretin tornou-se "sociedade anônima", com o objetivo de impulsionar as atividades da empresa, visando o enfrentamento do mercado pós II Guerra Mundial, com restrições das compras no exterior.

 

As sete vitrines externas no andar térreo da Casa Fretin.
FONTE: Cornejo, Santos (1995)
Imagens da Praça do Patriarca durante a construção da nova sede da Casa Fretin.
FONTE: Cornejo, Santos (1995).

 

Os "óculos" no topo da edificação: marca registrada da Casa Fretin.
FONTE: Cornejo, Santos (1995).

 

Em 1998, uma pequena nota no jornal Folha de S.Paulo:

"Uma das mais antigas lojas de artigos ortopédicos do país já virou até S.A. (sociedade anônima). A Casa Fretin foi fundada por um imigrante francês em 1895, no centro de São Paulo. Hoje tem uma filial, emprega 86 funcionários, oferece 5.000 itens e fatura cerca de R$ 8 milhões por ano."

[LOJA CENTERÁRIA JÁ VIROU S.A. Folha de S. Paulo: Folha Tudo, 12 Abr. 1998. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/tudo/ct12049804.htm>. Acesso em: 10 Dez. 2020.]

 

Artigo da Folha Cyntia Farabotti para Folha de São Paulo (2001).
FONTE: Folha de S.Paulo, fotografia de Luana Fischer, para o artigo de Cyntia Farabotti (2001.

 

Em 2001, a Casa Fretin ainda ocupava a edificação na Praça do Patriarca, na época, a loja era administrada por Jean Fretin, então com 71 anos, anos do fundador Louis Fretin. O blog "Origem das Marcas", cita como fonte a revista Forbes, sobre a situação da Casa Fretin no começo do século XXI:

"O problema é que, no início dos anos 2000, os herdeiros da Fretin começaram a sentir que não estava sendo fácil manter a tradição. Nos anos anteriores o faturamento havia caído sensivelmente e o mau desempenho detonou uma briga entre os irmãos, todos com mais de 70 anos, sócios da empresa fundada pelo avô. Jean Louis Fretin, o irmão que esteve à frente do negócio nas duas últimas décadas, abriu mão da ortodoxia e, para compensar a queda da receita, deixou de pagar impostos e algumas outras obrigações. O resultado, óbvio, foi uma dívida com a receita estadual, bancos e fornecedores.

Para sair do vermelho os irmãos passaram para o conselho de administração e contrataram o executivo Fernando Schiavetto para assumir a diretoria comercial e comandar e reestruturação da Casa Fretin. As vendas aumentaram e então, já atacando os cortes de custos, toda a administração e o estoque foram transferidos para a filial de Moema, instalada em imóvel próprio. Com isso, se livrava do caríssimo aluguel e facilitava a logística, saindo de região com restrições à circulação de veículos.

Era mister recuperar o prestígio da Casa Fretin com os médicos e profissionais de saúde, que, historicamente, eram os maiores clientes da loja, seja pela venda direta, seja pela indicação a pacientes. As medidas marcaram também o início de uma reação à concorrência, coisa com a qual a família Fretin nunca se preocupara. Naqueles últimos anos, novas empresas de produtos médicos se instalaram no país, absorvendo significativa parcela do mercado, antes dominado pela Casa Fretin. (Fonte: revista Forbes Brasil - 15.08.2001)"

[CASA FRETIN. Blog: Origem das Marcas, 6 Out. 2011. Disponível em: <https://origemdasmarcas.blogspot.com/2016/05/casa-fretin.html>. Acesso em: 5 Dez. 2020.]

 

 

peças publicitárias da casa fretin

 
 

 

 

funcionários da casa fretin

 

 

quatro gerações

Em 1878, um anos após a morte de sue pai, Louis Fretin foi para a França, onde estudou e formou-se relojoeiro pela École d"Horlogerie de Paris. Retornou ao Brasil em 1890, trabalhando como relojoeiro até 1895, quando retornou para São Paulo abrindo seu estabelecimento "Relojoaria Louis Fretin", na Rua São Bento. Na década de 1920, dois de seus filhos, André e Henri, trabalham no estabelecimento paterno; o outro filho, Paul, engenheiro pelo Institut Eletro-Technique de Grenoble, depois de trabalhar para a Compagnie Genérale de Radiologie de Paris, junta-se ao empreendimento da família dirigindo a seção de radiologia e eletrologia da Casa Fretin. Henri e André deixam a firma em 1930 e Paul assume a direção da casa. No final da década de 1940, François e Jean Louis, filhos Paul, assumem a direção para auxiliar o pai na administração. Em 1995, centenário da fundação da Casa Fretin, François atuava como presidente, Jean Louis como diretor-gerente, Michel (filho de François) como diretor financeiro e Cristine (filha de Viviane Fretin VIllares) como diretora administrativa.

 

 

os fretin e o
comércio do centro de são paulo

Louis Fretin (e posteriormente, seus filhos e netos) administraram a Relojoaria Louis Fretin / Casa Fretin, porém, o nome Fretin já era conhecido em São Paulo, desde a década de 1860: seus pais, Adolphe e Amelie, foram proprietários de vários estabelecimentos comerciais na cidade:

 

 

família fretin

Adolphe Pierre Fretin casou-se com Victorine Amèlie Delaunay Fretin e há um registro da chegada ao Porto de Santos, no dia 22 de abril de 1864. E em fevereiro de 1865, aparecem os anúncios dos seus primeiros estabelecimentos na cidade de São Paulo. No site "Geni", consta que o casal teve um filho: Louis Albert Fretin, porém outros registros constam que o casal teve outros três filhos.

Louis Albert Fretin casou-se com Eugénie Eulalie Marcelle Barthe (Eugénie Eulalie Marcelle Fretin) e o casal teve três filhos: Andre, Henri e Paul.

Não consta informações sobre filhos de Andre.

Henri teve três filhos: Christian, Philippe e Micheline.

Paul teve quatro filhos: Viviane Odette Eugénie Julia Villares, Jean Louis, François Jean Marie (o quatro nome consta como "privado" no site Geni).

Viviane Odette Eugenie Julia Villares teve quatro filhos: Luiz Carlos Villares; Bernardo Villares; Cristine Villares e Felipe Villares.

Jean Louis, três filhos: Marie-Jeanne, Simone (o terceiro nome conta como "privado" no site Geni).

François, dois filhos, porém os nomes constam como privato no site Geni.

 

 

referência bibliográficas

BARBUY, Heloisa. A Cidade-Exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860 – 1914. São Paulo: Edusp, 2006.

CASA FRETIN. Blog: Origem das Marcas, 6 Out. 2011. Disponível em: <https://origemdasmarcas.blogspot.com/2016/05/casa-fretin.html>. Acesso em: 5 Dez. 2020.

CAVALCANTI, Pedro, DELION, Luciana. São Paulo, a juventude do centro. São Paulo: Conex, 2004.

CORNEJO, Carlos, SANTOS, Silvia Rita dos. Casa Fretin 100 Anos. São Paulo: Studio Flash Produções Gráficas, 1995.

CORREIO PAULISTANO, n. 12.421, 28 Jan. 1898.
CORREIO PAULISTANO, n. 16.465, 10 Jun. 1909.
CORREIO PAULISTANO, n. 18.662, 21 Mai. 1915.
CORREIO PAULISTANO, n. 20.012, 21 Mar. 1919.

ITEM 1115 - LOUIS FRETIN. Escola Politécnica São Paulo - USP: acervo. Disponível em: <https://s3-sa-east-1.amazonaws.com/docs-pdf-atom/BRUSPEPSPN309_0001-1115.pdf>. Acesso em: 5 Dez. 2020.

FARABOTTI, Cyntia. Negócios sobreviem ao tempo. Folha de S.Paulo: Folha Tudo, 18 Fev. 2001. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/tudo/ct1802200101.htm>. Acesso em: 5 Dez. 2020.

LOJA CENTERÁRIA JÁ VIROU S.A. Folha de S. Paulo: Folha Tudo, 12 Abr. 1998. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/tudo/ct12049804.htm>. Acesso em: 10 Dez. 2020.

O COMMERCIO DE SÃO PAULO, n. 3.695, 13 (? 16) Jun. 1904.
O COMMERCIO DE SÃO PAULO
, n. 4.572, 17 Jan. 1906.
O COMMÉRCIO DE SÃO PAULO, anno XIII, n. 68, 13 Dez. 1906.

SANTOS NETO, José Moraes do. História da óptica no Brasil. São Paulo: Códex, 2005.

 

 

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