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Centro de São Paulo

Dr. Emilio Vautier

Dr. Francisco Emilio Vautier

cirurgião dentista

rua do rozário, 15 (1841)
rua do rosário, 56 (1862 - 1865)
rua do rosário, 9 (1866)

história do comércio do centro de são paulo

atualizado em: 30 de outubro de 2020

 

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Em maio de 1841, o cirurgião-dentista Vautier atendia os moradores de São Paulo na Rua do Rosário, número 15:

"EMILIO VAUTIER , cirurgião Dentista das faculdades de Paris e Rio de Janeiro, faz saber ao respeitável publico que tendo feito viagem já chegou: as pessoas que quizerem utilisar de seus prestimos queirão dirigir-se á Rua do Rozario no. 15."

[A PHENIX, n. 327, 25 Mai. 1841.]

 

Através da publicação de uma nota em "O Publicador Paulistano" (1841), encontramos a informação de que Vautier, assim como muitos estrangeiros residentes no Brasil, no século XIX, possuía um escravo de nome "Adolpho".

Os anúncios a partir de 1862, indicam o novo número de seu endereço na Rua do Rosário, porém, a mudança de número, pode indicar apenas a mudança nas regras de numeração do logradouros, não necessariamente, uma mudança de endereço físico.

 

[CORREIO PAULISTANO, n. 1.721, 29 Jan. 1862.]

 

[CORREIO PAULISTANO, n. 1.787, 24 Abr. 1862.]

 

O anúncio abaixo, com o símbolo imperial, começou a ser publicado nos anúncios de 1863, no Correio Paulistano - anteriormente os anúncios informavam que o "atendimento aos pobres" eram realizados entre 7h e 8h da manhã, a partir do ano de 1863, passaram para o intervalo de 7h às 9h da manhã:

[CORREIO PAULISTANO, n. 2.807, 5 Out. 1865.]

 

Em um anúncio de 1863, sobre a venda de um terreno, a informação publicada indica que a propriedade à venda, fica localizada "defronte a chacara do sr. Emilio Vautier" [CORREIO PAULISTANO, n. 2.266]; provavelmente, além do estabelecimento na Rua do Rozario, Vautier possuía outra propriedade para moradia ou mesmo, para o exercício de outras atividades econômicas.

Em uma nota publicada em 1864, é mencionado um acidente com "operarios e escravos" de Vautier, ou seja, além de funcionários (homens livres), é provável que os rendimentos de Vautier contassem com os trabalhos dos denominados "escravos de ganho", que prestavam serviços para terceiros e seus pagamentos eram repassados ou dividios para o seu "dono":

[CORREIO PAULISTANO, n. 2.293, 6 Jan. 1864.]

 

No Correio Paulistano (n. 2.295), após o desastre, há nota sobre a morte de Luiz, descrito no obituário escravo de Vautier, e nota assinada de Caetano Ferreira Balthar, pedindo uma posição de Vautier sobre o desastre ocorrido acima mencionado:

[CORREIO PAULISTANO, n. 2.295, 9 Jan. 1864.]

 

Em abril de 1864, uma nota de agradecimento indica que apesar de cirurgião-dentista, Vautier, também era procurado para atender outros problemas:

[CORREIO PAULISTANO, n. 2.368, 10 Abr. 1864.]

 

Em julho de 1864, na convocação para a presentação de documentação para comprovação de seus diplomas (titulos), Vautier estava na lista dos que apresentaram os certificados validados:

[CORREIO PAULISTANO, n. 2.452, 22 Jul. 1864.]

 

A partir de fevereiro de 1866, o endereço do anúncio passou para Rua do Rosário, 9 - o que pode indicar uma mudança de endereço, ou, talvez, apenas renumeração das casas da rua.

[CORREIO PAULISTANO, n. 2.913, 14 Fev. 1866.]

 

De acordo com nota publicada no Correio Paulistano (n. 3.481), Francisco Emilio Vautier adquiriu 10 ações para o prolongamento da linha férea Jundiaí-Campinas.

Com base em nota de abril de 1869, Vautier foi sócio de uma botica (farmácia), localizada na Rua Direita:

[CORREIO PAULISTANO, n. 3.838, 3 Abr. 1869.]

 

[CORREIO PAULISTANO, n. 3.849, 16 Abr. 1869.]
[CORREIO PAULISTANO, n. 3.849, 16 Abr. 1869.]

 

Vautier era um dos poucos na época, proprietário de "veículos" em 1868 - talvez, não por sua situação econômica, mas, por sua profissão, porém, integrava o pequeno grupo de proprietários:

[O DIÁRIO DE S.PAULO, n. 898, 22 Ago. 1868.]

 

De acordo com os dados publicados pelo projeto "Dicionário de Ruas", Francisco Emilio Vautier, era francês, nasceu em 1814, faleceu em 16 de setembro de 1889.

 

 

referência bibliográficas

A PHENIX, n. 327, 25 Mai. 1841.

CORREIO PAULISTANO, n. 1.721, 29 Jan. 1862.
CORREIO PAULISTANO, n. 1.787, 24 Abr. 1862
CORREIO PAULISTANO, n. 2.266, 2 Dez. 1863.
CORREIO PAULISTANO, n. 2.293, 6 Jan. 1864.
CORREIO PAULISTANO, n. 2.295, 9 Jan. 1864.
CORREIO PAULISTANO, n. 2.368, 10 Abr. 1864.
CORREIO PAULISTANO, n. 2.452, 22 Jul. 1864.
CORREIO PAULISTANO, n. 2.807, 5 Out. 1865.
CORREIO PAULISTANO, n. 2.913, 14 Fev. 1866.
CORREIO PAULISTANO, n. 3.481, 8 Jan. 1868.
CORREIO PAULISTANO, n. 3.838, 3 Abr. 1869.
CORREIO PAULISTANO, n. 3.849, 16 Abr. 1869.

DICIONÁRIO DE RUAS. Arquivo Histórico Municipal de São Paulo. Disponível em: <https://dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br/>. Acesso em: 12 Out. 2020.

LUCA, Tania Regina de, VIDAL, Laurent (org.). Franceses no Brasil: séculos XIX - XX. São Paulo: Unesp, 2009.

O DIÁRIO DE S.PAULO, n. 898, 22 Ago. 1868.

O PUBLICADOR PAULISTANO, n. 32, 21 Nov. 1857.

 

 

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