Moyarte. Mônica Yamagawa.
Mônica Yamagawa
Home: página inicialMoyarte: perfil no FacebookMoyarte: perfil no InstagramMoyarte: perfil no Twitter
contato@moyarte.com.br

Centro de São Paulo

século XVII: 1631 - 1640

história do centro de são paulo

atualizado em: 12 de janeiro de 2021

 

home > história > século XVII: 1631 - 1640

 

16301631 - 16401641

 

1631

10 de julho: O ermitão da Luz, providencia o recibo da esmola recebida referente ao testamento de Izabel Soares (de 1629):

" 'Digo eu Manuel de Atouguia ermitão que sou de Nossa Senhora de Gueré que recebi do senhor Gabriel Pinheiro Costa duas patacas em dinheiro que me deu uma esmola que sua mulher Izabel Soares que Deus tem deixou em testamento me déssem em panno e elle como testamenteiro m'as deu por verdade lhe dei esta quitação para sua guarda hoje 10 de julho de seiscentos e trinta e um annos'. "

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.28.]

 

Também em 1631, o testamento de Messia Bicudo dispunha que:

"tenho prometido a Nossa Senhora da Luz um sobrecéu com suas cortinas de panno de algodão acabado de que mando se lhe dê ou o valor delle"

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.28.]

 

Câmara Municipal: Paulo da Silva (juiz), Gaspar Maciel Aranha, Geraldo Corrêa (vereador), Pedro Dias, João Fernandes Saavedra, Leonel Furtado (procurador).

 


1632

10 de janeiro: Na sessão da câmara, o procurador Sebastião Paiva abriu discussões para retirar o banco reservado na igreja para "os senhores oficiais da Câmara", pois,

"enquanto os senhores vereadores se refestelam no seu banco, as damas são obrigadas a de acomodarem no chão, sobre seus mantos e capas".

[PORTA, Paula (org.). História da Cidade de São Paulo. São Paulo: Paz e Terra, 2004, p. 651.]

 

Câmara Municipal: Estevão Raposo (juiz), Fradique de Melo Coutinho, Francisco Rodrigues da Guerra (vereador), Jaques Félix, Onofre Jorge, INácio de Bulhões, Sebastião de Paiva (procurador).

 


1633

Câmara Municipal: Antonio Raposo Tavares (juiz), Pedro leme - o moço, Pedro Leme - o velho, Lucas Fernandes Pinto (vereador), Henrique da Cunha Lobo, Estevão Gomes Cabral, Estevão Sanches de Pontes, Paulo do Amaral, Sebastião de Paiva (procurador), Geraldo da Silva, Sebastião Ramos de Medeiros.

Geraldo da Silva foi afastado do cargo de "procurador", com base na alegação de que era um "oficial mecânico", em outras palavras, exercia um trabalho manual e portanto era "indigno do cargo!" - o trabalho manual era exercido por índios, índios escravizados e posteriormente escravos africanos, ou por habitantes pobres, era visto como atividade inferior. [PORTA, 2004, p. 651].

 


1634

Câmara Municipal: Francisco Bueno (juiz), Domingos Cordeiro, Constantino de Saavedra (vereador), Miguel Luís, Sebastião Fernandes Preto, Pedro Domingues (procurador).

 


1635

Câmara Municipal: João de Brito Corsão (juiz), Domingos Garcia, João Paes (vereador), Fernando de Camargo, João Baruel, Amaro Domingues (procurador).

A disputa, "guerra", entre as famílias Camargo e Pires impediu a eleição; foi necessário o envio de um ouvidor da capital (Rio de Janeiro) para realizá-la. O "Tigre", apelido de Fernando de Camargo, fugiu da Vila de São Paulo e levou com ele as chaves do cofre e da porta da Câmara Municipal. O ouvidor chamou um ferreiro para arrombar as duas fechaduras, porém, não conseguiu impor a eleição, optando por prorrogar os mandatos.

 


1636

Com o crescimento da vila, foi contratato Pêro Roiz Guerreiro, em 19 de julho de 1636, descrito por Gabriel Marques em Ruas e tradições de São Paulo, como sendo "um homem do mar" que aceitou o ofício de "arrumador de terras", para cuidar do alinhamento das ruas de São Paulo.

Câmara Municipal: Francisco Nunes de Siqueira (juiz), Antonio Pedroso de Alavarenga, Francisco Jorge (vereador), Francisco de Proença, Jerônimo de Brito, Pedro de Oliveira, Francisco Dias (procurador), Leonel Furtado.

Poucos foram os trabalhos na Câmara Municipal nesse período pois, todos seus membros - juízes, vereadores, procuradores, almotacéis, porteiro, escrivão -, participaram da bandeira de Raposo Tavares, com destino ao Tapes (hoje Rio Grande do Sul).

 


1637

Câmara Municipal: Francisco Jorge (juiz), Bernardo de Sousa, Francisco JOão (vereador), Gaspar João Barreto, Inácio de Bulhões de Vasconcelos, Pedro GOnçalves Varejão, JOão Fernandes Saavedrs, Gaspar Cubas, Manuel Fernandes Giga (procurador), Manuel Garcia Carrasco, Antonio Ribeiro.

 


1638

Câmara Municipal: Pedro de Moraes Madureira (juiz), Belchior de Godoi, Estevão Gomes Cabral, Pedro Leme - o moço, Francisco COrrêa de Lemos (vereador), Gaspar da Costa, Leonel Furtado, Bartolomeu Fernandes de Faria, Gregório Fernandes, João Fernandes Madeira (procurador), Cosme da Silva.

 


1639

Câmara Municipal: Amador Bueno (juiz), Garcia Rodrigues Velho, Manuel Mourato Coelho (vereador), Gaspar Cubas, Pedro Fernandes Aragão, Sebastião Gil (procurador).

 


1640

2 de julho: Os jesuítas são expulsos pelos moradores, e por determinação da Câmara Municipal, ao se oporem a escravização indígena (são proibidos de voltar ao local até o ano de 1653). Durante esse período, as famílias Pires e Camargos, disputam o poder local.

12 de julho: Os jesuítas deixam a Vila de São Paulo e seus bens são confiscados pela Câmara Municipal.

 

A Ordem dos Frades Menores de São Francisco se instala na cidade e com a sua chegada, forma-se o que futuramente seria denominado de “triângulo histórico”: a área entre as igrejas das ordens de São Bento, do Carmo e de São Francisco.

Câmara Municipal: Bartolomeu Fernandes de Faria (juiz), Fernando de Camargo, Antonio Alves Couceiro (vereador), Matias Lopes, Domingos da Rocha, João Fernandes Saavedra, Miguel Garcia Carrasco (procurador).

 

 

16301631 - 16401641

 

 

referências bibliográficas

ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954.

CADERNOS DE FOTOGRAFIA BRASILEIRA: SÃO PAULO 450 ANOS. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2006.

PORTA, Paula (org.). História da Cidade de São Paulo. São Paulo: Paz e Terra, 2004.

 

 

dicionário sobre o centro de são paulo

[clique nas letras para acessar a listagem de verbetes disponíveis]

 

A

B

C

D

E

F

G

H

I

J

K

L

M

N

O

P

Q

R

S

T

U

V

W

X

Y

Z

 

história do centro de são paulo: cronologia

Informações sobre a história do Centro de São Paulo organizadas por séculos e divididas por décadas para facilitar a pesquisa.

[+] leia mais

história do comércio do centro de são paulo

Informações sobre estabelecimentos comerciais, bancários, educacionais e outros relacionados ao setor terciário, que existiram no Centro de São Paulo, assim como, estabelecimentos históricos que ainda funcionam na região.

[+] leia mais

dicionário online sobre o centro de são paulo

Verbetes sobre o Centro de São Paulo: moradores, estabelecimentos comerciais, edificações, entre outros.

[+] leia mais

história dos logradouros do centro de são paulo

Informações sobre os logradouros localizados no Centro de São Paulo, incluindo os que desapareceram com as alterações urbanas realizadas desde a fundação da cidade.

[+] leia mais

biblioteca online sobre o centro de são paulo

Indicações de livros, artigos, sites, vídeos sobre o Centro de São Paulo.

[+] leia mais

patrimônio cultural do centro de são paulo

Informações sobre bens tombados, legislação, tombamento do Iphan, Condephaat e Conpresp. Notícias sobre os bens tombados. Projetos de requalificação urbana e preservação do patrimônio cultural tombado.

[+] leia mais

home            sobre o moyarte            contato