Texto e Fotografias de Mônica Yamagawa


centro de são paulo


história da arte


mundo digital


patrimônio cultural

Interior do Progredior, c. 1914.

FONTE DA IMAGEM:
BARBUY, Heloisa. A Cidade-Exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914. São Paulo: Edusp, 2006, p124.

CENTRO DE SÃO PAULO

PROGREDIOR

história do comércio do
centro de são paulo

atualizado em: 23 de outubro de 2016

 

home > centro de são paulo > PROGREDIOR

Em julho de 1897, a sala de concertos PROGREDIOR anunciava no "O Correio de São Paulo" (29 Jul. 1897):

"PROGREDIOR
Hoje, domingo, tocará a bem conhecida orquestra dos
BERSAGLIERI
das 7 horas da noite até a meia-noite"

[O Comércio de São Paulo: 29 Jul. 1897, p.3. Apud: ARAÚJO, Vicente de Paula. Salões, circos e cinemas de São Paulo. São Paulo: Perspectiva, 1981, p.20.]

 

O restaurante Pregredior, cerca de 1913.
FONTE DA IMAGEM:
BARBUY, Heloisa. A Cidade-Exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914.
São Paulo: Edusp, 2006, p.124
.

 

Segundo Heloisa Barbuy, em "A Cidade-Exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914", a casa foi inaugurada por volta de 1893; Vicente de Paula Araújo em " Salões, circos e cinemas de São Paulo", mencionou que o Progredior (descrito como "nova sala de concertos") estava localizado no antigo endereço do Salão Paulicéa, que em 1897, recebeu o Vitascope de Edison. Caso o "restaurante" Progredior, como discorre Barbuy, já estava localizado nesse terreno da Rua Quinze de Novembro, em sua inauguração, em 1893, talvez, a "sala de concertos" e o "restaurante" sejam dois estabelecimentos distintos (uma vez que o Salão Paulicéa funcionava nesse local em 1897), ambos na Rua Quinze de Novembro. Outra possibilidade é que o Progredior tenha funcionado em outro endereço, talvez, na própria Rua Quinze de Novembro e então, a partir de 1897 tenha ocupado o antigo endereço do Salão Paulicéa, e, posteriormente, um novo prédio foi construído (ou o antigo reformado) para abrigar o restaurante que aparece na fotografia de c. 1913.

A imagem acima foi realizada por volta de 1913, Heloisa Barbuy em suas pesquisas não localizou a planta da edificação original, nem as plantas de 1904, que segundo a historiadora, o proprietário (Conde Prates), juntou à apresentação do projeto de modificações das partes internas da edificação. O estabelecimento ficava entre a Companhia Mecânica e a Casa Garraux, na Rua Quinze de Novembro, 38 e era considerado o mais luxuoso restaurante da capital, no final do século XIX.

Ainda segundo Heloisa Barbuy:

"no andar térreo, onde estavam o restaurante e o café, pinturas suaves nas paredes e um painel no térreo. Espelhos, ornamentos dourados, porcelanas, cristais. Num dos salões, uma buvette com uma fonte de onde jorravam várias espécies de bebidas. Num outro salão, uma orquestra apresentava óperas líricas. A indumentária dos garçons? Jaqueta preta e longo avental branco, à européia. E, coroamento geral, iluminação elétrica."

[BARBUY, Heloisa. A Cidade-Exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914. São Paulo: Edusp, 2006, p.125.]

home      moyarte      não-diário      contato