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PROGREDIOR

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história do comércio do
centro de são paulo

atualizado em: 11 de setembro de 2017

 

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Em julho de 1897, a sala de concertos PROGREDIOR anunciava no "O Correio de São Paulo" (29 Jul. 1897):

"PROGREDIOR
Hoje, domingo, tocará a bem conhecida orquestra dos
BERSAGLIERI
das 7 horas da noite até a meia-noite"

[O Comércio de São Paulo: 29 Jul. 1897, p.3. Apud: ARAÚJO, Vicente de Paula. Salões, circos e cinemas de São Paulo. São Paulo: Perspectiva, 1981, p.20.]

Segundo Heloisa Barbuy, em "A Cidade-Exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914", a casa foi inaugurada por volta de 1893; Vicente de Paula Araújo em " Salões, circos e cinemas de São Paulo", mencionou que o Progredior (descrito como "nova sala de concertos") estava localizado no antigo endereço do Salão Paulicéa, que em 1897, recebeu o Vitascope de Edison. Segundo Barbuy, se o "restaurante" Progredior, já estava localizado nesse terreno da Rua Quinze de Novembro, em sua inauguração, em 1893, talvez, a "sala de concertos" e o "restaurante" sejam dois estabelecimentos distintos (uma vez que o Salão Paulicéa funcionava nesse local em 1897), ambos na Rua Quinze de Novembro. Outra possibilidade é que o Progredior tenha funcionado em outro endereço, talvez, na própria Rua Quinze de Novembro e então, a partir de 1897 tenha ocupado o antigo endereço do Salão Paulicéa, e, posteriormente, um novo prédio foi construído (ou o antigo reformado) para abrigar o restaurante que aparece na fotografia de c. 1913.

O anúncio ao lado foi publicado em 19 de janeiro de 1893, porém, não é mencionado o endereço do local.

O restaurante Pregredior, cerca de 1913.

FONTE DA IMAGEM: BARBUY, Heloisa. A Cidade-Exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914. São Paulo: Edusp, 2006, p.124.

 

A imagem acima foi realizada por volta de 1913, Heloisa Barbuy em suas pesquisas não localizou a planta da edificação original, nem as plantas de 1904, que segundo a historiadora, o proprietário (Conde Prates), juntou à apresentação do projeto de modificações das partes internas da edificação. O estabelecimento ficava entre a Companhia Mecânica e a Casa Garraux, na Rua Quinze de Novembro, 38 e era considerado o mais luxuoso restaurante da capital, no final do século XIX.

Ainda segundo Heloisa Barbuy:

"no andar térreo, onde estavam o restaurante e o café, pinturas suaves nas paredes e um painel no térreo. Espelhos, ornamentos dourados, porcelanas, cristais. Num dos salões, uma buvette com uma fonte de onde jorravam várias espécies de bebidas. Num outro salão, uma orquestra apresentava óperas líricas. A indumentária dos garçons? Jaqueta preta e longo avental branco, à européia. E, coroamento geral, iluminação elétrica."

[BARBUY, Heloisa. A Cidade-Exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914. São Paulo: Edusp, 2006, p.125.]

 

[+] Outros estabelecimentos comerciais que fizeram parte da História do Centro de São Paulo

Interior do Progredior, c. 1914.

FONTE DA IMAGEM: BARBUY, Heloisa. A Cidade-Exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914. São Paulo: Edusp, 2006, p124.

 

[O Commercio de São Paulo, Anno I, Número 3: 19 de janeiro de 1893]

CENTRO DE SÃO PAULO

BIBLIOGRAFIA


SÃO PAULO - A JUVENTUDE DO CENTRO

Luciano Delion
Pedro Cavalcanti
Conex
2005

Cidades são feitas de vidas humanas e de cimento armado. Evocar o centro de São Paulo nos anos de sua juventude significa trazer de volta não apenas o traçado esquecido de suas ruas e edifícios, como também a trajetória dos homens e mulheres que lá viveram, sonharam e trabalharam. Este livro trata de arquitetos e construtores, e também de revolucionários e administradores, banqueiros e industriais, jornalistas, pintores e poetas, célebres ou modestos, e das marcas materiais e imateriais que deixaram no corpo e na alma da cidade. O período coberto pelo livro, da Proclamação da República ao Quarto Centenário, foi escolhido por representar o que se poderia chamar de juventude do centro, época do apogeu de sua beleza e de seu prestígio...[+]

 

Entre a casa e o armazém: relações sociais e experiência da urbanização
São Paulo, 1850 – 1900

Maria Luiza Ferreira de Oliveira
Alameda
2005

Este livro é um convite para o leitor voltar a um tempo no qual São Paulo combinava características de uma cidade moderna com traços fortemente rurais. Bastava uma rápida caminhada até a Igreja da Misericórdia para avistar, do alto de seu campanário, descampados, grotões, charnecas, beiras de rios e até animais silvestres e matas, que se estendiam muito além dos vales do Anhangabaú e Tamanduateí. Os personagens deste cenário? Aquela parte da população abstratamente designada como "classes médias" - na verdade, uma gente esquecida, os remediados da sociedade, uma multidão de figurantes mudos da cena paulistana - os quais atendiam pelos nomes de Dona Carolina, Seu Marcelino, Ana de Sorocaba e centenas de outros que aparecem nos registros dos quase mil inventários e testamentos que chegaram até nós. A maioria tinha pouco mais de quarenta anos no longínquo ano de 1872, quando surgiram na cidade os primeiros lampiões a gás. Pessoas que vivenciaram um tempo de incertezas e mudanças, abriram lojas e armazéns, compraram uma casinha, faliram, venderam tudo, tiveram dias bons ou ruins - enfim, sentiram na pele aquele diagnóstico certeiro de António de Alcântara Machado, quando dizia que 'em São Paulo não há nada acabado e nem definitivo, as casas vivem menos que os homens e se afastam, rápidas, para alargar as ruas'...[+]

 

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