Website de Mônica Yamagawa

A: VERBETES

dicionário do centro de são paulo

atualizado em: 18 de maio de 2018

 

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letra Aletra B

 

ABLAS, CARLOS:

Imigrante alemão, chegou ao Brasil em 1827, possuía terras em Santo Amaro e imóveis na capital, na Freguesia de Santa Ifigênia (século XIX). Mais detalhes sobre sua propriedade em Santo Amaro, leia em:

SIRIANI, Silvia Cristina Lambert. Uma São Paulo Alemã: vida quotidiana dos imigrantes germânicos na Região da Capital (1827-1889). São Paulo: Imesp, 2003, p.64-65.

 

ABLAS, HENRIQUE:

Filho de Carlos Ablas, exerceu durante anos a função de tradutor para os engenheiros, mestres-de-obras e pedreiros alemães contratados pela Inspetoria de Obras Públicas.

 

ABREU JUNIOR, MANOEL CAETANO DE:

Segundo o periódico Revista Commercial (de Santos), em publicação do dia 28 de outubro de 1850, número 7, anno II, Página 2, possuía uma loja na Rua do Rosário, n.4:

"Suplemento. 
Annuncios.
Sahio a Luz e acha-se a venda em São Paulo, na loja do Sr. Manoel Caetano de Abreu Junior, rua do Rosário n.4, uma obra intitulada Instrucções para os Juizes Municipaes segunda de Elementos do Processo Civil. Esta obra é de summo interesse não só para aquelles que começão no foro e na magistratura a sua carreira literária, como para as pessoas que são obrigadas a servir o cargo de Juiz Municipal sem terem noções de Direito, pois além do referido ella contem muitos despachos sobre todas as causas e seus incidentes - Preço de cada volume 4$000rs."

 

ACADEMIA DE DIREITO:

Em 1827 foi aprovada a lei que autorizava a criação de cursos jurídicos no Brasil. Em 1828, no antigo Convento de São Francisco, foi instalado o primeiro curso na cidade de São Paulo. A primeira colação de grau aconteceu em 27 de outubro de 1831.

 

ACADEMIA DOS FELIZES DE SÃO PAULO:

Primeira academia de letras de São Paulo, fundada pelo então governador e capitão-geral D. Luís Antônio de Souza Botelho Mourão. A sessão inaugural aconteceu em 1770, no Palácio do Governo (local que no passado era conhecido como Colégio dos Jesuítas e hoje é o Pátio do Colégio).

 

ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS:

Fundada em 5 de outubro de 1909. A iniciativa de sua crição partir do Dr. Joaquim José de Carvalho. A sessão solene de inauguração aconteceu no salão nobre do Conservatório Drámatico Musical...[+]

Bibliografia:

NOVAES, Israel Dias. Academia Paulista de Letras - 90 Anos. São Paulo: IMESP, 1999.

 

A CIDADE DE LONDRES:

Estabelecimento comerical dos Irmãos Ricardi que funcionou na Rua São Bento e posteriormente na Praça Antônio Prado esquina com Avenida São João. Especializada em vestuário... [+]

 

ACU:

Nascente canalizada em 1898. Estava localizada no cruzamento das Ruas Brigadeiro Tobias e Ladeira de Santa Efigênia. Boa parte da antiga Ladeira do Acu é conhecida hoje como Avenida São João

Sobre o nome Acu:

"Em anos do século XVII, o nome da região era Iacuba, originário do ribeiro cujas nascentes brotavam do atual Largo do Paissandu, para onde afluíam as águas da nascente da Rua Brigadeiro Tobias. Com o correr dos anos o vocábulo foi contraído em Iacum-Guaçu e Acu."

[AMARAL, Antonio Barreto do. Dicionário de História de São Paulo. São Paulo: Imesp, 2006, p.27]

 

ADOLFO KIIKER:

Em 1864, com base em um anúncio da Diligencia Progresso Paulistano, era morador da Rua Direita n. 17 (no ano seguinte, o endereço é descrito como fábrica de chapéus).

 

ADOLPHO DUSSER:

Proprietário do antigo Hotel Paulistano, que funcionava no predio depois ocupado pelo Café Brandão, na Rua de São bento, esquina com a Ladeira de Acu (Avenida São João). Atualmente, o Edifício Martinelli ocupa o terreno onde ficava esse estabelecimento.

 

ADOTE UMA OBRA ARTÍSTICA:

Com o intuito de buscar o apoio da iniciativa privada na conservação física de obras e monumentos artísticos em espaços públicos da cidade de São Paulo, foi criado o programa Adote uma obra artística, pelo Decreto no 34.511, de 8 de setembro de 1994. Desde então, algumas obras já foram contempladas por adoção e restauradas...[+]

 

A FIDALGA CALÇADOS:

Site Oficial: A Fidalga

 

AFONSO BRÁS:

Padre jesuíta responsável pela construção do primeiro colégio-igreja em São Paulo.

 

AFONSO SARDINHA (FILHO):

Eleito pela Câmara Municipal, em 30 de setembro de 1592, capitão da guerra contar os índios do interior.

 

AFFONSO FIERARD:

Comerciante de jóias, na década de 1850, um anúncio no jornal informava que se hospedou na Casa de Saúde (que também funcionava como hotel), do francês Charles Pierre Etchecoin.

 

ALAMEDA DOS BAMBUS:

Nome antigo da atual Avenida Rio Branco (o nome foi alterado em 1907 - Lei Municipal n. 1033, de 07/08/1907).

 

ALBERT THIEBAUT:

Guarda-livros da Casa Garraux que, entre 1882 -1884, promoveu a primeira quermesse abolicionista em São Paulo, no Jardim da Luz, na época conhecido como Jardim Botânico/Jardim Público.

Leia mais sobre o evento em: 

RESENDE, Maurício Rodrigues de. O jardim da luz e os desdobramentos da urbanização paulistana. Revista PIBIC, Osasco, v. 5, n. 6, 2011, p. 99-110.

 

ÁLBUM COMPARATIVO DA CIDADE DE SÃO PAULO 1862-1887:

Álbum elaborado por Militão Augusto de Azevedo, com imagens dos mesmo locais da cidade, fotografias de 1862 e 1887, demonstrando as transformações da cidade durante o intervalo de 25 anos.

Bibliografia sobre Militão Augusto de Azevedo:

 

ALEXANDRE JOAQUIM DE SIQUEIRA:

Recebeu grau de bacharel em ciências jurídicas e sociais em 19 de outubro de 1835.

 

ALFREDO CESCHIATTI:

Escultura: José Bonifácio, escultura de Alfredo Ceschiatti.

 

ALMEIDA, JOÃO DE:

Terceiro ermitão da Igreja de Nossa Senhora da Luz, que aparece no recibo (1680) referente ao testamento de Anna Proença, esposa de Francisco de Sousa:

" 'Recebi de Francisco de Sousa como testamenteiro da defunta sua mulher Anna de Proença uma toalha de linho para o altar de Nossa Senhora da Luz que deixou na verba do seu testamento e por verdade lhe passei a quitação. Hoje 24 de junho de 1680 annos - o ermitão de Nossa Senhora da Luz, João Almeida' "

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.29.]

 

ÁLVARES DE AZEVEDO:

Matricula-se, em 1848, na Academia de Direito. Em uma carta para sua mãe, relata sobre a "febre", entre seus colegas de Academia, de tirar retratos. Tal informação é um dos registros mais antigos da existência de um fotógrafo na cidade.

Veja também: Fotografias de escultura Álvares de Azevedo, de Amadeo Zani (com texto sobre a família e um pouco da vida do poeta em São Paulo).

 

ALVARES, EMILIO JOSÉ:

Mencionado no anuncio de 1856 (Correio Paulistano: 4 de janeiro):

"Arrematação.

Pelo juizo municipal desta cidade, e cartório do escrivão abaixo assignado, a requerimento de João Martins Miller, se faz publico, que no dia 11 do corrente as 10 horas da manhã, na casa do dito Miller, rua do Piques, se hão de arrematar 3 moradas de casas avaliadas pela quantia de 10:000$000.

S. Paulo 2 de janeiro de 1856.

Emilio José Alvares."

 

ALVIM, JOAQUIM ANTONIO ALVES:

Pai de Anna Candida Alvim Ferreira França.

 

AMADEO ZANI (AMADEU ZANI):

 

AMBRÓSIO PEREIRA:

Tabelião e escrivão da Câmara (1639), com cartório na capital.

 

AMÉRICO BRASILIENSE DE ALMEIDA MELO:

Primeiro Presidente do Estado de São Paulo (1891).

 

ANATOLE GARRAUX:

Clipping: 

Fotografias e informações sobre a Casa Garraux: Antiga Casa Garraux.

 

ANDRADE, DOM MANUEL JOAQUIM GONÇALVES DE:

Sexto Bispo de São Paulo. Foi nomeado em 25 de junho de 1827 e faz sua entrada solene na cidade em 23 de dezembro do mesmo ano.

 

ANDRADE, LUIZ DE:

Escrivão de órfãos da Villa de São Paulo (1659):

"Pedro Dias Leite prometia 'à Nossa Senhora do Guaré um manto de tafetá'. (...) 'Certifico eu Luiz de Andrade escrivão dos órfãos desta villa de São Paulo e seu termo e dello dou minha fé em como o capitão Lourenço Castanho Taques pagou ao ermitão de Nossa Senhora da Luz Antonio João três mil réis que o defunto Pedro Dias deixou de esmola e por passar na verdade e a pedimento do dito ermitão lhe passei a presente aos oito do mez de agosto de seiscentos e cincoenta e nove annos.' "

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.29.]

 

ANDRÉ CHRIST:

Imigrante alemão, chegou ao Brasil em 1827. Na listas feitas por Dr. Justiniano de Mello Franco, diretor do núcleo de Santo Amaro-Itapecirica (área destinada aos imigrantes alemães), nas décadas de 1830 e 1840, Christ aparece nos dados da documentação como sendo proprietário de armazém na capital.

 

ANDRÉ CORSINO PINTO CHICHORRO DA GAMA:

Recebeu grau de bacharel em ciência jurídicas e sociais em 19 de outubro de 1835 (turma de 1831-1835).

 

ANDRE DA SILVA GOMES, TENENTE:

Em 1828, morador do Pátio de São Gonçalo (O Farol Paulistano, número 129, de 12 de julho de 1828).

 

ANHANGABAÚ:

Hoje canalizado, o Rio Anhangabaú nascia junto à Rua do Paraíso, ao passar pelas proximidades da Rua Jaceguai, recebia água da Bica do Moringuinho e na altura da Rua da Assembléia, as águas da Bica do Miguelzinho. O rio seguia pela Rua Asdrúbal Nascimento até alcançar o Largo do Bexiga, nesse local, recebia as águas do Ribeirão Saracura, para então se projetar para o Vale do Anhangabaú, Avenida São João, Rua Florêncio de Abreu, Rua 25 de Março, para então, desaguar no Rio Tamanduateí.

Bibliografia sobre o Vale do Anhangabaú:

SIMÕES JÚNIOR, José Geraldo. Anhangabaú: história e urbanismo. São Paulo: Editora Senac São Paulo / Imesp, 2004.

 

ANNA CANDIDA ALVIM FERREIRA FRANÇA:

Filha de filha de Joaquim Antonio Alves Alvim. Faleceu em agosto de 1865.

 

ANNA CAMACHO:

Junto com seu marido, Domingos Luiz, fundaram no atual Bairro do Ipiranga a primeira capela em homenagem à Nossa Senhora da Luz. Na década de 1570-1580, mudou-se para a região conhecida como Guaré, atual Bairro da Luz, onde fundou um segundo tempo, também em homenagem a Nossa Senhora da Luz, doando o patrimônio para o poder público em 1603. Ver mais detalhes do verbete individual Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz.

Mãe de Antonio Lourenço.

 

ANNA DE PROENÇA:

Esposa de Francisco de Sousa, em seu testamento (1680) deixou esmolas para a ermita de Nossa Senhora da Luz:

" 'Recebi de Francisco de Sousa como testamenteiro da defunta sua mulher Anna de Proença uma toalha de linho para o altar de Nossa Senhora da Luz que deixou na verba do seu testamento e por verdade lhe passei a quitação. Hoje 24 de junho de 1680 annos - o ermitão de Nossa Senhora da Luz, João Almeida' "

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.29.]

 

ANTÃO FERNANDES:

Maestro da Banda da Força Pública, que por volta de 1900 apresentava dois concertos por semana na cidade: às quintas-feiras, no Jardim do Palácio e aos domingos, no Jardim da Luz.

 

ANTIGA BOLSA DE MERCDORIAS:

O Edifício da Antiga Bolsa de Mercadorias está localizado entre os logradouros: Pátio do Colégio, Praça Manuel da Nóbrega, 40 e Rua Anchieta S/N, no centro da capital paulista. Nos primeiros anos de sua existência, era conhecido como o "Palácio do Café" e desde de 1977, abriga O Primeiro Tribunal de Alçada Civil de São Paulo...[+]

 

ANTIGA CASA NÚMERO 1 / CASA DA IMAGEM

 

ANTIGA PROPRIEDADE DE DIOGO NUNO DA MOTTA

 

ANTIGA REDAÇÃO DO JORNAL FOLHA DE S.PAULO:

Edificação localizada na Rua Roberto Simonsen, 112 e 114.

Bibliografia:

BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984.

ANTIGA RESIDÊNCIA DA FAMÍLIA ALVES DE LIMA:

Localizado na esquina das Ruas dos Guainazes, 1149 e Alameda Nothmann, 592 e 598.

Bibliografia:

BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984.

 

ANTIGA RESIDÊNCIA DE ANTÔNIO DE PAULA SOUZA:

Localizada na Rua Florêncio de Abreu, 714 a 726, esquina com a Rua Paula Souza, 19 e 27.

Bibliografia:

BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984.

 

ANTIGA RESIDÊNCIA DE ELIAS PACHECO

 

ANTIGA RESIDÊNCIA DE EULÁLIO DA COSTA

 

ANTIGA SEDE DA FACULDADE DE FARMÁCIA E ODONTOLOGIA DA USP:

Sobre o tombamento municipal: CONPRESP - Resolução no . 05/91 (tombamento "ex-officio" da edificação).

 

ANTIGAS SECRETARIAS DA AGRICULTURA E DA FAZENDA

 

ANTIGO BANCO ALEMÃO

 

ANTIGO BANCO DE SÃO PAULO

 

ANTIGO BANCO FRANCÊS-ITALIANO

 

ANTIGO BANCO PORTUGUÊS DO BRASIL

 

ANTIGO EDIFÍCIO DA SECRETARIA DE VIAÇÃO E OBRAS PÚBLICAS:

Localizado na Rua Riachulelo, 115, esquina com Avenida Brigadeiro Luís Antônio, S/N.

Livros:

BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984.

 

ANTIGO LICEU (COLÉGIO) NOSSA SENHORA DE LORETTO:

Facebook: Colégio Nossa Senhora de Loretto.

Clipping:

Livros sobre o Antigo Liceu Nossa Senhora de Loretto:

BENS CULTURAIS ARQUITETÔNICOS NO MUNICÍPIO E NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. São Paulo: SNM – Secretaria de Estado dos Negócios Metropolitanos, EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A e SEMPLA – Secretaria Municipal de Planejamento, 1984.

 

ANTIGO LONDON AND RIVER PLATE BANK

 

ANTÔNIA BENEDICTA DA MOTTA:

Residia, em 1827, na Rua da Quitanda, de acordo com anúncio publicado em O Farol Paulsitano (de 6 de outubro de 1827, número 52).

 

ANTÔNIO BENTO DE SOUSA E CASTRO:

Formado pela Academia de Direito (1864-1868), liderou um movimento para ajudar a fuga de escravos e a implantação de quilombos, na década de 1870, conhecida como Confraria de Nossa Senhora dos Remédios, nome derivado de sua sede, a Igreja de mesmo nome, localizada no Largo de São Gonçalo.

 

ANTONIO BERNARDO QUARTIM

 

ANTÔNIO CAETANO DE CAMPOS:

Primeiro diretor da Escola Normal que posteriormene levaria o seu nome.

 

ANTÔNIO DA SILVA PEREIRA, PADRE:

Publicado no periódico Revista Commercial (de Santos), no dia 1 de novembro de 1850, número 8, anno II, Página 4, informação sobre o roubo de valores destinados ao Padre Antonio da Silva Pereira

"Annuncios.
Pelo Correio de Iguape ao de São Paulo foi dirigida uma carta segura, na mala de 29 de setembro p.p. ao Padre Antonio da Silva Pereira com duas notas de cincoenta mil reis, uma da 1a. serie, nr. 10,783, e a outra da 2a serie, nr. 26,297, ambas com o nome do mesmo Padre escripto no verso. Esta carta so lhe foi entregue em São Paulo em 18 do mez de outubro sem o dinheiro, que foi roubado de dentro. Roga-se portanto a quem foi apresentada alguma das notas, de dirigir-se a autoridade do paiz, afim de se tornarem as providencias necessarias, ficando no entanto o publico sciente de tão escandaloso facto, que esta provado, por quanto tomarão-se testemunhas tanto no lançar a carta e dinheiro na agencia de Iguape, como no abri-la em São Paulo, perante empregados de ambas."

 

ANTONIO DE MADRE DE DEUS GALRÃO, DOM FREI:

2o. Bispo de São Paulo, nomeado em 1750; sua entrada solene na cidade aconteceu no dia 18 de junho de 1751.

 

ANTONIO DE PAIVA AZEVEDO:

Procurador da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, Antonio de Paiva Azevedo, morador da Rua do Rozário, n.6 (O Farol Paulistano, número 97, de 19 de março de 1828). Em anúncio posterior:

"Na Rua do Rozario casa no. 6 acha-se a venda uma porção de louça, vinhos e licores e todos os pertences de armazem por preços commodos. Quem quizer comprar derija-se a Antonio Justinianno de Sousa, morador nesta Cidade Rua da Quitanda casa no. 4."

[O Farol Paulistano, número 136, de 6 de agosto de 1828]

Segundo outro anúncio, de 1828, era o contato de um proprietário de escravo que fugiu de Santos, responsável pelo pagamento da recompensa pelo mesmo (O Farol Paulistano, número 137, de 9 de agosto de 1828).

 

ANTONIO ETZEL:

FONTE DA IMAGEM:
Trecho do livro “Um Médico do Séc. XX Vivendo Tranformações”, de Eduardo Etzel. IN: A CASA DO ADMINISTRADOR: PARQUE JARDIMDA LUZ. Prefeitura Municipal de São Paulo.

 

Nomeado administrador do Jardim da Luz em 1893; permaneceu no cargo até sua morte, em 1930. Austríaco, era jardineiro de Dona Veridiana, mãe do prefeito Antônio Prado.

 

ANTONIO FRANCISCO DE PAULA SOUSA:

Engenheiro, primeiro diretor da escola Politécnica, criada em 1893 e inaugurada em 1894.

 

ANTONIO GONÇALVES DA SILVA BATUÍRA:

Responsável pela direção de "Verdade e Luz", jornal criado para a divulgação do espiritismo, em 1890.

 

ANTONIO GUILHERMINO GENTILI DE LACERDA:

Recebeu grau de bacharel em ciências jurídicas e sociais em 29 de outubro de 1835.

 

ANTONIO JOÃO:

Segundo ermitão da Igreja Nossa Senhora da Luz, aparece no inventário de 1658, de Antonio Pedroso de Barros e em 1659, no de Pedro Dias Leite:

"Pedro Dias Leite prometia 'à Nossa Senhora do Guaré um manto de tafetá'. (...) 'Certifico eu Luiz de Andrade escrivão dos órfãos desta villa de São Paulo e seu termo e dello dou minha fé em como o capitão Lourenço Castanho Taques pagou ao ermitão de Nossa Senhora da Luz Antonio João três mil réis que o defunto Pedro Dias deixou de esmola e por passar na verdade e a pedimento do dito ermitão lhe passei a presente aos oito do mez de agosto de seiscentos e cincoenta e nove annos.' "

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.29.]

 

ANTONIO JOAQUIM DE SANT'ANNA:

Foi amanuenses da Secretaria da Assembléia, em 1856 e morador do Largo da Sé.

 

ANTONIO JOSÉ SOARES:

Praticante da Contadoria/Thesouraria da Fazenda Geral e morador da Ladeira de São João, em 1856.

 

ANTONIO JUSTINIANO DE SOUZA

Ajudante do Capitão José Rodriguez Veloso, com loja na Rua do Rozário, em 1827. Em outro anúncio o mesmo nome é mencionado, com grafia diferente, porém, é possível tratar-se da mesma pessoa.

 

ANTONIO LOURENÇO:

Sexto de sete filhos do casal Domingos Luiz e Anna Camacho, responsáveis pela fundação da Igreja de Nossa Senhora da Luz. Foi designado pela família, em testamento de 1609, para ser o responsável pela administração da Ermida da Luz.

 

ANTONIO MARIA CHAVES E MELLO:

Bacharel de Direito, em 1856, era diretor do Curso Elementar Bellas Letras

 

ANTONIO MARIA DE MOURA:

Padre que morou em uma edificação onde hoje está localizada a Casa da Imagem (Casa Número 1) e morreu em 1842.

 

ANTONIO MARIA QUARTIM:

Substituiu o Marechal Todelo Redon na direção do projeto de construção do Jardim da Luz (1827).

 

ANTONIO MARIANO DE AZEVEDO MARQUES:

Responsável pelo "O Paulista", 1o. periódico manuscrito de São Paulo. Popularmente chamado de "Mestrinho".

 

ANTONIO NAVARRO DE ABREU:

Recebeu grau de bacharel em ciências jurídicas e sociais em 1835 (turma 1831-1835).

 

ANTONIO PAES DE CAMARGO:

Estudante matriculado no primeiro ano (em 1828) no Curso Jurídico de São Paulo.

 

ANTONIO ROBERTO DE ALMEIDA:

Formou-se bacharel em ciência jurídias e sociais, em 19 de outubro de 1835 (turma 1831-1835).

 

ANTONIO TEIXEIRA:

É mencionado como sendo genro de Domingos Luiz, responsável pela Igreja de Nossa Senhora da Luz:

"Eu Domingos Luiz recebí um cruzado que meu genro Antonio Teixeira deixou de esmola em seu testamento à ermida de Nossa Senhora da Luz como mordomo que sou da dita ermida e roguei ao padre Gaspar Sanches que esta fizesse por mim hoje quinze de novembro de 605" (provavelmente ano de 1605).

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.28.]

 

ARMARINHO DA RUA DAS CASINHAS, N.5:

Em 2 de janeiro de 1856, o estabelecimento publicava que tinha à disposição para venda 4 volumes do "Direito das Nações Neutras". Clique aqui, para ver o anpuncio.

 

ARQUIVO HISTÓRICO WASHINGTON LUÍS:

Clipping:

 

ARTHUR ETZEL:

FONTE DA IMAGEM:
Trecho do livro “Um Médico do Séc. XX Vivendo Tranformações”, de Eduardo Etzel. IN: A CASA DO ADMINISTRADOR: PARQUE JARDIMDA LUZ. Prefeitura Municipal de São Paulo.

 

Filho de Antônio Etzel (que durante anos, administrou o Jardim da Luz) e pai de Maria Antonieta Etzel (Kika). Com a morte do pai (Antônio Etzel), assumiu o cargo de administrador dos Parques, Jardins e Cemitérios de São Paulo e mudou-se para a Casa do Adminstrador, localizada dentro do Jardim da Luz. Aos 29 anos casou-se com Luiza (25 anos). Era chamado pelos netos de "Vovô Tutuio" e sua esposa de "Vovó Iza". Morreu aos 81 anos (1971), na época trabalhava como administrador do Parque do Ibirapuera pois, teve que deixar a administração dos Parques, Jardins e Cemitérios quando completou 67 anos. Uma de suas netas lembra da convivência com seu avô na Casa do Administrador:

    "A casa nos traz recordações maravilhosas. Minha mãe, Maria Antonieta, casou-se com meu pai, Flávio De Mingo. Tiveram duas filhas: Luiza Beatriz e eu, Maria Cristina. Moramos seis anos na Casa do Jardim da Luz. Minha irmã Luiza também se casou lá. Seu noivado foi inesquecível porque foi junto com as Bodas de Ouro dos meus avós Tutuio e Iza.

    Éramos sete netos e aproveitamos muito a casa, o cercadinho na frente, onde vovô colocou uma casa de boneca, escorregador e gangorras. O porão era o escritório do vovô, um paraíso para os netos porque tinha tudo o que crianças gostam (livros de flores, plantas exóticas, máquinas, relógios e tranqueiras). Brincávamos de esconde-esconde nas camélias, pegador, fazíamos passeios até o coreto, aos lagos, ao aquário, ao roseiral, andávamos de bicicleta vendo os fotógrafos lambe-lambe tirando fotos das pessoas.

    Todo sábado vovô ia fazer compras no Mercadão Municipal e trazia o que cada um gostava. Ficava todo orgulhoso nos almoços de domingo, às 12h em ponto, sentado na cabeceira da mesa, na sala de jantar, com todos os filhos, genro, noras e esposa. Nós, os netos, almoçávamos na cozinha, onde havia um grande fogão a lenha."

    [A CASA DO ADMINISTRADOR: PARQUE JARDIMDA LUZ. Prefeitura Municipal de São Paulo.]

 

ASSOCIAÇÃO AUXILIADORA CLASSES LABORIOSAS:

A Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas foi criada em 1891 por um grupo de carpinteiros e pedreiros que lutavam por direitos trabalhistas. Localização da antiga edificação: Rua Roberto Simonsen, 22. Data da construção: 1909. Um incêndio, no dia 3 de fevereiro de 2008, destruiu o teto de e grande parte das paredes internas

Clipping:

 

ATENEU PAULISTANO:

Colégio do Padre Júlio Mariano Galvão de Moura, que na década de 1850 foi instalado no edifício conhecido como Casa Número 1 - Casa da Imagem, e que posteriormente ocupou uma edificação na Ladeira Porto Geral.

 

ATOUGUIA, MANUEL DE :

Primeiro ermitão da Luz, após a administração da família dos fundadores (Domingos Luiz e seu filho Antônio Lourenço). Aparece no testamento de Isabel Soares (1629):

" 'se dê ao ermitão de Guarepe uma esmola em panno de algodão', o que foi religiosamente cumprido, pois mais adiante vamos encontrar o seguinte recibo: 'Digo eu Manuel de Atouguia ermitão que sou de Nossa Senhora de Gueré que recebi do senhor Gabriel Pinheiro Costa duas patacas em dinheiro que me deu uma esmola que sua mulher Izabel Soares que Deus tem deixou em testamento me déssem em panno e elle como testamenteiro m'as deu por verdade lhe dei esta quitação para sua guarda hoje 10 de julho de seiscentos e trinta e um annos'. "

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.28.]

 

AUGUSTO HOFF:

Imigrante alemão, chegou ao Brasil por volta de 1870. Juntamente com Guilherme Schultz, comprou a chácara Mauá (1876) e depois a vendeu para Victor Nothmann e Frederico Glette(1879).

 

AVENIDA IPIRANGA:

Sobre o tombamento municipal: CONPRESP - Resolução no . 06/91

 

AVENIDA RIO BRANCO:

O antigo nome desse logradouro era Alameda dos Bambus. A avenida foi rebatizada de Avenida Rio Branco em 7 de agosto de 1907 (Lei Municipal n. 1033).

 

AVENIDA SÃO LUIS:

Livros sobre Avenida São Luís:

LEFEVRE, José Eduardo de Assis. De beco a avenida: a história da Rua São Luiz. Edusp. 2006

 

AZEVEDO, MILITÃO AUGUSTO DE:

Artigo sobre Militão Augusto de Azevedo:

DUAS IMAGENS DO CENTRO DA CIDADE DE SÃO PAULO - análise morfológica décadas de 1910 e 1950: Na imagem escolhida (abaixo), extraída do Álbum Comparativo da cidade de São Paulo: 1862 – 1887 – 1914, publicado pelaCasa Duprat, em 1914 (sem indicação de autoria), alguns elementos icônicos são passíveis de identificação: a antiga edificação da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, a Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco, a Igreja de São Francisco de Assis da Venerável Ordem dos Frades Menores, o logradouro Largo de São Francisco. Somando-se a esses, outros: os trilhos de...[+]

 

letra Aletra B

CENTRO DE SÃO PAULO


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HISTÓRIA DO COMÉRCIO DO CENTRO DE SÃO PAULO

[projeto em desenvolvimento]


A

A Cidade de Londres
A. J. Mauricio Pereira
Alfaiataria de Pedro Bourgad
Armarinho da Rua das Casinhas
Armazém de Guilherme Kraeuter
Armazém de José Antonio Martins
Armazém Rua São Bento n.93

 

B

Banco do Brasil
Bernardo Martins Meira
Botequim Paulistano
Botica de Joaquim Pires Garcia
Boticário João Antonio Rosa

 

C

Candido Ribeiro dos Santos, cirurgião - clinica homeopática
Casa da Rua do Rozário, 13 - livros (1828)
Casa de Antonio Bernardo Quartim

Casa de Comércio de Gabriel Henriques Pessoa
Casa de Joaquim José Correa, 1828
Casa de José Marques da Cruz (secos e molhados)
Casa de Henrique Fox
Casa de Luiz Paião
Casa Faria
Casa Fretin

Casa Lemcke
Casa Levy de Pianos
Coelho & Teixeira (loja de fazendas)
Collegio de Lindorf Ernesto Ferreira França
Curso Elementar de Bellas Letras

 

D

Dentista francês: A. Masseran
Depósito de Calçados da Fábrica de Siré Irmãos
Diligencia Progresso Paulista
Domingos Antonio Gomes - leilão
Dr. Theodoro Reichert

 

E

Estabalecimento da Rua do Rozario, 22 (1828)
Estabelecimento da Rua do Rozario, 58 (1856)
Estabelecimento da Rua dos Piques
Estabelecimento de Henrique Luiz

 

F

Fábrica de Canastras e Tamancos
Fazendas (Tecidos) de Domingos Henrique da Silva

Ferraria Coelho & Marques
Frederico Fontame: carros para alugar
Fresneau Alfaiate

 

H

Hotel da Boa Vista / Hotel do Hilário
Hotel da Providencia
Hotel Palm

 

J

João Rost, cirurgião dentista
Jules Martin / Imperial Litografia

 

L

Livraria da Rua Direita
Livraria do Largo do Collegio
Livraria Ricardo Matthes
Loja da Raposa
Loja de Domingos de Paiva Azevedo
Loja de Ourives de Luiz Suplicy

 

M

Manoel José Bastos, artista daguerreotypo
Médico homeopata Carlos Marquios
Mestra de Primeiras Lettras, 1828
M.Izidoro, Mestre de Francês, 1828

 

P

Padaria Anno Bom
Progredior

 

R

Relojoaria de Luiz Bamberg

 

S

Salão da Paulicéa
Salla de Esgrima
Sinhana dos Bolinhos

 

T

Theatro S.Paulo
The Berlitz School of Languages
Tintureiro N.J.V. Ferard
Typographia na Rua de São José, 33

 

V

Vendedeiras de Peixe









SÉCULO XXI

2001 - 2010

2011 - 2020

 


O Theatro Municipal de São Paulo
Histórias Surpreendentes e Casos Insólitos

Vitor Hugo Brandalise
Edison Veiga
Senac
2013

Um arquiteto que projeta o maior e mais sofisticado teatro da cidade em sua época, mas que recusa uma homenagem oferecida pela Câmara Municipal por seus serviços; um produtor cultural que decide impedir a destruição de milhares de livretos de programação teatral reduzidos a entulho do dia para a noite, levando-os para seu próprio apartamento; uma guerra de bolas de papel que eclode no meio de um concerto; uma passeata para exigir que o preço dos ingressos para a ópera seja reduzido; e, como se tudo isso não bastasse, a Semana de Arte Moderna, realizada em 1922. Esses são apenas alguns dos muitos eventos e pessoas cujas histórias estão ligadas ao Theatro Municipal de São Paulo, ao longo de mais de cem anos de existência. 'O Theatro Municipal de São Paulo - histórias surpreendentes e casos insólitos' reúne vários episódios relacionados a essa casa de espetáculos, a maioria deles desconhecidos até mesmo de seus frequentadores mais assíduos. Narrados na forma de crônicas que remetem umas às outras, eles constroem uma história repleta de momentos curiosos, que retratam os motivos por que o teatro é objeto de respeito e apreço por parte do público e dos profissionais que nele atuam...[+]

 


Patrimonio Cultural E Cidade - Praticas De Preservacao Em Sao Paulo

Patrimonio Cultural E Cidade - Praticas De Preservacao Em Sao Paulo

Juliana Mendes Prata
Annablume
2013

Este livro analisa questões de política patrimonial na sua relação com a cidade ocorrida sobretudo a partir dos anos 1970, destacando-se o conceito de patrimônio ambiental urbano. Reconhecendo este processo para a cidade de São Paulo, o livro analisa a preservação do patrimônio cultural daí decorrente, que se firmou em torno de três eixos- a questão urbana, o meio-ambiente e a cidadania. Especialmente, procura historicizar, problematizar e refletir sobre as práticas do órgão preservacionista estadual, o CONDEPHAAT, a partir deste contexto, em processos de estudo de tombamento de bairros e regulamentação de áreas envoltórias na cidade de São Paulo...[+]

Edição usada disponível nos sebos da
Estante Virtual

 


Morada Paulista

Morada Paulista

Luis Saia
Perspectiva
2012

Neste livro do arquiteto Luís Saia, a Morada Paulista é vista através de um corte histórico e geopolítico. Por seu intermédio, o meio natural, o estudo do solo, a cultura do café, a influência europeia, a efervescência literária indígena, vão sendo paulatinamente revelados, servidos por iconografia e um levantamento de materiais arquitetônicos...[+]

 


Militão Augusto de Azevedo

Militão Augusto de Azevedo

Cosac & Naify
2012

Pioneiro da fotografia urbana, Militão Augusto de Azevedo (1837-1905) foi o primeiro a organizar um álbum comparativo da cidade de São Paulo (1862- 87). A estrutura editorial, inédita no Brasil na época, é reproduzida em menor escala nesta edição.Além de um ensaio fotográfico com imagens do álbum e muitas outras (comentadas), a edição traz três mapas comparativos que demarcam os locais fotografados por Militão em três tempos(1862, 1887 e 2012), uma lista das mudanças nominais dos logradouros e bibliografia. O livro traz textos que contextualizam a produção de Militão e a relevância de seu trabalho para a preservação da memória da cidade. O ensaio do pesquisador e crítico de fotografia Rubens Fernandes Junior foca a trajetória de Militão, sua repercussão e alguns aspectos técnicos de seu trabalho; Fraya Frehse, professora do departamento de sociologia da usp, observa a persistência de traços “caipiras” na metrópole em formação; e Heloisa Barbuy, professora de história na usp, analisa as mudanças na vida comercial da cidade a partir das imagens comparativas...[+]

 


Ponto Chic: um bar na história de São Paulo

Angelo Iacocca
Senac SP
2012

Desde sua inauguração, em 1922, o Ponto Chic se tornou lugar de encontro de estudantes, artistas, políticos e jornalistas à procura de um bom chope e de um sanduíche bauru. Partindo do clima agitado do bar, o jornalista Angelo Iacocca busca resgatar a boemia paulistana, costumes, valores culturais e aspectos inusitados ou pouco conhecidos da cidade de São Paulo. Neste livro, o leitor pode conhecer as várias mudanças ocorridas na cidade ao longo do século XX, período em que a então pacata e provinciana 'capital dos fazendeiros' se tornou um importante polo industrial da América Latina...[+]

 


A Capital Da Solidão

Roberto Pompeu de Toledo
Ponto de Leitura
2011

O leitor é convidado, capítulo a capítulo, a conhecer momentos cruciais da trajetória de São Paulo. O destino da cidade, ao longo dos três primeiros séculos de existência, foi de isolamento e de solidão. Em 1872, quando os primeiros sinais de prosperidade começavam a visitá-la, por obra da riqueza trazida pelo café, ainda assim a população de pouco mais de 30 mil habitantes a situava numa rabeira com relação às demais capitais brasileiras. Em 1890, já tinha dobrado de tamanho. O momento em que finalmente engrena e começa a virar a São Paulo que se conhece é súbito como uma explosão - na passagem do século XIX para o XX, quando se transformou num aglomerado de gente vinda de diferentes partes do mundo...[+]

 


RESIDENCIAS EM SAO PAULO: 1947 - 1975

Cecilia Rodrigues dos Santos
Marlene Milan Acayaba
Romando Guerra
2011

Este livro apresenta uma monografia fotográfica sobre 43 residências projetadas por arquitetos e construídas em São Paulo durante o período de 1947 a 1975. O estudo de cada casa é formado pelo seguinte material - planta de situação; desenhos técnicos com plantas e cortes; fotos; ficha técnica; e descrição do partido adotado. As casas foram ordenadas nas décadas de 1950, 1960 e 1970, que são precedidas por uma interpretação geral sobre a produção arquitetônica do período...[+]

 


O Mercado do Prestígio
Consumo, capitalismo e modernidade na São Paulo da “Belle Époque” (1890-1914)

Milena Fernandes de Oliveira
Alameda
2016

À medida que o capitalismo lança suas raízes nas sociedades periféricas, um processo de modernização de características específicas segue seu curso. No país como um todo, as marcas da escravidão ainda estão vívidas; na cidade de São Paulo, a nova elite cafeeira procura apagar os vestígios do seu passado escravagista utilizando as divisas obtidas com a venda do café para trazer, entre outras coisas, as novidades da moda da “Belle Époque” europeia. A cidade vive uma época de transformação urbana, com a abertura de ruas e avenidas, melhorias no âmbito do saneamento e instalação da iluminação elétrica; cria-se, assim, um ambiente favorável à construção de novos imóveis – alguns palacetes – pelas famílias abonadas que almejam adquirir um verniz europeu. A pesquisa que norteou a realização desse livro partiu dos aspectos característicos da modernização de São Paulo para concentrar-se no papel desempenhado pelo comércio de luxo na mudança dos hábitos e do modo de vida das classes urbanas. A “Revolução do Consumo”, fenômeno que corre paralelo à Revolução Industrial no hemisfério Norte, tem na periferia um papel importante na formação da elite: consagra sua participação no “mundo civilizado” e diferencia-a das classes trabalhadoras (nesse momento integradas em grande medida pelos imigrantes que chegavam em massa). Guiando-nos através do comércio das luxuosas casas especializadas em artigos finos importados, que integravam a nova paisagem urbana, e mostrando como as classes abastadas assimilavam as novidades no campo do vestuário, do lazer e da moradia, o livro, de leitura agradável, traz uma valiosa contribuição ao conhecimento da sociedade paulistana do início do século XX...[+]

 


O Banco Da Ordem

Thiago Fontelas Rosado Gambi
Editora Alameda
2015

Este trabalho busca reconstituir a história do segundo Banco do Brasil, o banco da Ordem fundado em 1853. O segundo Banco do Brasil foi idealizado e concretizado pelo então ministro da fazenda Joaquim José Rodrigues Torres, futuro visconde de I oraí, considerado hoje o pai do Banco do Brasil nos dias de hoje e se inseria como braço financeiro, no projeto conservador de centralização e consolidação do Estado imperial. Este trabalho sugere que o banco foi resultado desse projeto político mais amplo levado a cabo pelos saquaremas. Embora fosse uma instituição privada, suas relações com o governo eram estreitas. Como cabia ao imperador nomear o presidente da instituição, seus olhos se faziam presentes no coração da máquina monetária e, em menor medida, creditícia da economia mercantil escravista brasileira. Era o banco o responsável pelo controle da oferta monetária da economia e para isso contava formalmente com o monopólio da emissão de notas bancárias em todo o império. Ao controlar tal oferta, o banco poderia regular a liquidez do mercado e a taxa de desconto...[+]

 


Dimensões da cultura e da sociabilidade: os festejos carnavalescos da cidade de São Paulo (1940-1964)

Zélia Lopes da Silva
SciELO - Editora UNESP
2015

Como era o Carnaval em São Paulo antes da consagração das escolas de samba e antes da consolidação em solo paulista do modelo de desfile similar ao que já vigorava no Rio de Janeiro? O presente livro busca rastrear e investigar as muitas formas de diversão dos foliões e traçar o perfil desses carnavais na cidade de São Paulo, de 1940 a 1964. Vindo preencher uma lacuna nos estudos sobre o tema nesse recorte de tempo – há pouquíssimos estudos sobre os folguedos carnavalescos ocorridos em São Paulo entre 1940 e 1964 –, esta obra mergulha em um período que, embora não tenha sido aquele em que o Carnaval paulista conheceu seu maior esplendor, apresentou nos festejos de Momo importantes signos da sociabilidade da época...[+]

 


Tijolo Sobre Tijolo - Os Alemães Que Construiram Sao Paulo

Adriane Acosta Baldin
Prismas
2014

As grandes cidades são resultantes de complexos processos históricos, econômicos, sociais e têm uma sólida base na geografia natural e humana. Uma enorme quantidade de pessoas teve participação ativa em sua formação, deixando sua marca no que foi edificado e na cultura que as caracteriza. Em cada grande cidade a combinação desses elementos é única, dada a grande diversidade de fatores em ação. Entender como se deu a interação entre esses fatores exige a identificação de cada um deles e a avaliação de sua importância, permitindo ao historiador estabelecer a sua interpretação para o nexo que os une. É esse caminho que Adriane Baldin percorreu ao escolher a importante contribuição da imigração alemã de meados do século XIX para a construção da cidade de São Paulo. Caminho percorrido com segurança, repleto de descobertas à medida que as fontes primárias iam sendo pesquisadas, e que permitiu estabelecer com clareza o papel fundamental que os engenheiros e a mão de obra com qualificação técnica de origem alemã exerceram para a constituição da infraestrutura urbana e aprimoramento das técnicas de construção da cidade que, na segunda metade do século XIX, passou por um crescimento vertiginoso. Um aspecto original da pesquisa agora editada é a identificação da presença expressiva de imigrantes alemães entre os profissionais da construção civil no período estudado, das décadas de 1850 e 1860. Consultando arquivos, pesquisando e selecionando imagens e plantas da cidade, a autora traz com este trabalho uma contribuição altamente significativa para o conhecimento da história da cidade de São Paulo e da participação da imigração alemã na sua formação...[+]

 


Percorrendo São Paulo

Sérgio Oliveira
All Print
2014

Um ano de muitos presentes e surpresas para a cidade e para todos os paulistanos. Dois mil e quatorze entra para a história da capital paulista como um ano de muitas emoções, tanto por um aniversário de idade redonda, quanto por se tornar o destino preferido em turismo no Brasil e pela canonização de seu fundador. Uma cidade de um coração gigante e de um povo acolhedor. De um sentimento como o mesmo que inspirou nosso encontro com o poeta Paulo Bomfim quando batizou essa obra. Ano especial, pois São Paulo concentra o mundo, com pessoas de todas as partes do planeta para a abertura da Copa do Mundo da Fifa 2014! Ano especial, porque nesta obra, conseguimos reunir todos os ex-prefeitos e diversas celebridades. E ainda mais, trazemos ineditamente o depoimento de todos os ex- presidentes da República como homenagem à maior cidade do País...[+]

 


Descobrindo São Paulo Com Brecheret

Renata Sant'anna
FM Editorial
2013

São Paulo mostra a trajetória artística de Brecheret, marcada pela vivencia em cidades europeias e pelo contato com outros escultores...[+]

 


Imagens da hotelaria na cidade de São Paulo: panorama dos estabelecimentos até os anos 1980

Sandra Trabucco Valenzuela
Senac SP
2013

Da hospedagem doméstica à pensão e ao atual hotel, a cidade de São Paulo conheceu diferentes meios de receber seus visitantes, forasteiros nem sempre vistos com bons olhos, no passado. Em 'Imagens da hotelaria na cidade de São Paulo' a evolução dos serviços de hospedagem é estudada por meio de crônicas de viajantes, cartões-postais, reportagens, fotografias, etiquetas de bagagem e anúncios, acompanhados de necessária contextualização, o que permite ao leitor conhecer não apenas o processo de instalação e desenvolvimento dessas atividades, mas também as profundas mudanças que a própria cidade sofreu ao longo de mais de quatrocentos anos...[+]

 



Vida Cotidiana em São Paulo no Século XIX

Carlos E.M. de Moura
Edusp
2013

Os escritos selecionados para este livro apresentam a cidade de São Paulo no momento de transição entre a pequena vila dedicada à subsistência e a prosperidade decorrente do cultivo do café. São escritos diversos, como memórias, depoimentos, evocações, peças de teatro, que procuram reconstituir os contornos da cidade e de sua província. Os variados depoimentos oferecem um quadro da vida paulista, observada a partir de diversos ângulos e interesses, e deles emerge uma visão abrangente do cotidiano na cidade e no campo, observado por contemporâneos que o vivenciaram. A coletânea conta com textos de Aluísio de Almeida, D. Maria Paes de Barros, o Diário da Princesa Isabel, duas peças de teatro de autores paulistas, acompanhados de comentários de especialistas, e de um levantamento iconográfico de autoria do organizador, composto de desenhos e aquarelas de viajantes que aqui estiveram na primeira metade do século XIX...[+]

 




Libertas Entre Sobrados. Mulheres Negras e Trabalho Doméstico em São Paulo. 1880-1920

Libertas Entre Sobrados. Mulheres Negras e Trabalho Doméstico em São Paulo. 1880-1920

Lorena F. da Silva Teles
Alameda
2014

Lidando com contratos de trabalho e com a crônica policial, a historiadora faz vir à tona vários aspectos relevantes do cotidiano popular de São Paulo daquele fim de século XIX e começo do século XX. Conforme os registros policiais, a extrema miséria nas mulheres sempre se confundiu com vagabundagem e prostituição. Isso agravado pelo preconceito de cor. O processo de retificação faz da doméstica um corpo a ser explorado, alienado. As investidas dos patrões não são seguidas, a não ser aleatoriamente, por garantias jurídicas que instituam uma igualdade entre manceba e esposa, ou entre os filhos naturais e os legais. Dessa maneira, o livro que agora é publicado é rico de observação nesse sentido. Casos exemplares levantados pela pesquisadora são numerosos, atestando a rara capacidade de observação da pesquisadora. Fica para o leitor a percepção de um trabalho intelectual intenso que conserva sensível homologia com o trabalho manual exaustivo das mulheres que evocou. Dessa forma, a interação da história social com as trajetórias individuais marca esse trabalho....[+]

 


FOTOLABOR - A FOTOGRAFIA DE WERNER HABERKORN

Vários Autores
Espaço Líquido
2014

'A fotolabor' teve destaque nos anos 1950 atuando com uma das maiores produtoras de cartões postais fotográficos em São Paulo...[+]

 


História da Escola de São Paulo e do Brasil

Maria Luiza Marcílio
IMESP
2014

Pelas avaliações internacionais (UNESCO e PISA), o Brasil vem sendo colocado nas últimas posições em educação, mesmo dentre nações bem mais pobres. As explicações para essa triste situação devem ser buscadas particularmente na História do país, em sua longa duração. Foi esse o trabalho realizado pela autora, em pesquisas que efetuou em arquivos e bibliotecas do Brasil e do exterior, somadas a testemunhos orais e a variada iconografia. O esforço foi de resgatar a escola em seu cotidiano, com os autores que a compuseram ao longo dos cinco séculos, desde quando os jesuítas aqui fincaram os primeiros alicerces dos colégios, no inicio da colonização portuguesa. Expulsos os padres da Companhia de Jesus, foi criada a escola pública. Sua evolução foi acompanhada com seus alunos, seus professores, os métodos de ensino, o material escolar introduzido de forma precária e lenta. Só com a República, e ao longo do século XX, é que de fato, o Brasil conheceu o sistema escolar montado dentro do modelo do Ocidente, articulado desde a pré-escola até o curso ginasial e depois médio, com seus avanços e recuos e a partir de São Paulo de onde se difundiu por todo o país. O Brasil chega ao final do milênio com praticamente todas suas crianças na escola, mas ainda não conseguiu ultrapassar o desafio da péssima qualidade do ensino, em todos seus níveis. Esta obra procura dar reconstruir a evolução da escola de base em toda a História do Brasil. O objetivo inscreve-se, igualmente, na busca de explicação do atraso da qualidade da educação nacional...[+]

 


 


A São Paulo Inventada por Álvares de Azevedo

A São Paulo Inventada por Álvares de Azevedo

Monica Gomes da Silva
AR
2014

Em 1848, Álvares de Azevedo chegou a São Paulo para estudar na Faculdade de Direito do Largo São Francisco e lá permaneceu até 1851. Foi companheiro de Aureliano Lima e Bernardo Guimarães, grandes boêmios, mas tornou-se amigo particular de Luís Antônio da Silva Nunes, o correspondente escolhido para falar de suas 'fantasias' e confessar dores marcadas pela maldição da melancolia e do tédio mais profundo. Na sua jornada, Mônica Gomes encontra, no 'espaço biográfico' das cartas, as sensações de estranhamento de um missivista peculiar, que se expressa e se constitui como sujeito da escrita, numa linguagem ondulada, que busca o tom exato das coisas, mesmo as mais triviais, com alusões, símbolos e metáforas. Na moldura temporal dos relatos, está o espaço geográfico e social da cidade paulista, desenhado como uma província de feição colonial, com poucos edifícios e ruas mal pavimentadas - 'Tudo aqui parece velho e centenário... até as moças são insípidas com a mesma velhice.' A personalidade literária do poeta, alimentada pela cultura livresca e cosmopolita, condena o atraso e a ignorância local, tornando o remetente irredutível na crítica ao nacionalismo vigente na época. São Paulo é o Brasil - 'na minha terra só há formigas e... caipiras.'...[+]

 


Belle Epoque na Garoa
São Paulo Entre a Tradição e a Modernidade

Marcia Camargos
FPH da Energia de São Paulo
2013

O livro, que reúne texto da historiadora Marcia Camargos e imagens do acervo da Fundação Energia e Saneamento, retrata os desdobramentos da Belle Époque na capital paulista, com destaque para as transformações urbanas, sociais, políticas e culturais ocorridas na cidade no início do século 20. Inclui 2 lâminas fotográficas...[+]

 


São Paulo Capital Artística. A Cafeicultura e as Artes na Belle Époque. 1906-1922

São Paulo Capital Artística. A Cafeicultura e as Artes na Belle Époque. 1906-1922

Julio L. Moraes
Azougue
2013

A semana de Arte Moderna, realizada no Teatro Municipal de São Paulo em 1922, foi apenas o fenômeno mais expressivo do intenso entrecruzamento de interesses entre o universo do café e o mundo das artes. A Semana, contudo, foi só uma das diversas pontes estabelecidas. Teatro, cadeias cinematográficas, instituições artísticas e até as manifestações populares - nenhum segmento da vida artística local passou incólume às influências(diretas ou indiretas) do 'ouro verde', do complexo cafeeiro. 'São Paulo - capital artística' conta a história de algumas dessas relações, centrando atenções nos condicionantes econômicos. Histórias da vida artística dos palcos e salões paulistanos, mas acima de tudo a história econômica de um segmento em ascenção. Percorrendo o mundo dos dados quantitativos, 'São Paulo - capital artística' traz à tona informações pouco conhecidas ou exploradas pelos historiadores da cultura nacional...[+]

 


CAPITAL - SAO PAULO E SEU PATRIMONIO ARQUITETONICO

Juan Esteves
Antonio Carlos Abdalla
Imesp
2013

'A Secretaria de Estado da cultura de São Paulo tem imensa satisfação em apoiar a reedição do livro 'Capital - São Paulo e seu patrimônio arquitetônico, de Juan Esteves. Com curadoria de Antonio Carlos Abdalla, o conjunto de fotografias selecionadas oferece um amplo panorama da diversidade de edifícios de distintas naturezas que marcaram a capital paulista ao longo de sua história, especialmente os últimos 100 anos. Colocado em evidência no magistral registro de Juan Esteves, o patrimônio arqutetônico paulistano pode aqui ser apreciado nos detalhes que acabam por ficar invisíveis em meio à agitação cotidiana da metrópole. Ao dar merecida visibilidade aos edifícios retratados, esta publicação ajuda a sensibilizar para a necessidade de preservação desse patrimônio, uma importantíssima e difícil tarefa, que precisava envolver toda a sociedade.' - Marcelo Mattos Araujo...[+]

 


Fundição Artística no Brasil

Fundição Artística no Brasil

SESI-SP
2013

A exposição Fundição Artística no Brasil teve o intuito de resgatar a importância da preservação do patrimônio cultural do nosso país, com foco na tecnologia de fundição artística, restauro de obras de arte e na educação de jovens profissionais. Apresentou uma cronologia do processo tecnológico da fundição artística conhecido como cera perdida , que chegou ao Brasil no século XVIII e passou as últimas décadas praticamente esquecido. Compuseram a exposição obras cedidas por importantes acervos culturais do Brasil, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, além de trabalhos desenvolvidos por professores, alunos e técnicos da Escola SENAI Nadir Dias de Figueiredo, em Osasco (SP)...[+]

 


 


Insólita Metrópole: São Paulo nas Crônicas de Paulo Bomfim

Ana Luiza Martins
Ateliê
2013

Este precioso livro de crônicas de Paulo Bomfim, organizado pela sensibilidade de Ana Luiza Martins, leva-nos a conhecer o coração da metrópole paulistana a partir de seus personagens, das dezenas de pessoas que perpassam a vida e as lembranças do poeta símbolo da capital paulista. Paulo Bomfim nos transmite mais uma vez a força dos paulistanos que se irmanaram em 1932, dos artistas que promoveram São Paulo a centro cultural de escala nacional, dos atletas que desafiaram seus limites, dos escritores que a tentaram decifrar, da boemia que, pródiga no gasto de tempo, tornava-o ganho para a criatividade e para a contestação...[+]

 


Estado e Capital Ferroviário em São Paulo
A Companhia Paulista de Estado de Ferro entre 1930 e 1961

Guilherme Grandi
Alameda
2013

A publicação deste livro ocorre em um momento em que o tema sobre o sistema ferroviário nacional vem sendo debatido em diversos fóruns nacionais e internacionais. Desde o debate sobre a viabilidade do TAV (Trem de Alta Velocidade) até as propostas de preservação/restauração do patrimônio ferroviário, a discussão sobre o papel das ferrovias hoje no Brasil vem assumindo uma crescente importância, seja como estratégia de desenvolvimento nacional, seja como uma opção de negócios ao empresariado. Partindo da análise sobre o início do estabelecimento da infraestrutura de transporte terrestre de São Paulo durante o período colonial, o autor avança na cronologia histórica ao discutir a origem e a implantação da Companhia Paulista, a politica e a legislação ferroviária, os Planos Nacionais de Viação e os diversos conflitos de interesse envolvendo o estado brasileiro, em comparação às outras ferrovias brasileiras, e as causas que a levam à estatização em 1961. Dialogando com diversas vertentes da historiografia nacional e internacional, este livro mostra a importância de fatores políticos que, somados às dificuldades de ordem técnico-econômica, são fortes, além de novas evidencias que ajudam a esclarecer porque em meados do século XX as ferrovias perderam sua hegemonia no transporte de longas distancias diante da expansão de carros, ônibus e caminhões...[+]

 


São Paulo: um novo olhar sobre a história

Beatriz P.S. Bueno
Via das Artes
2012

Esta obra busca contribuir para o entendimento da história de São Paulo, tendo como eixo condutor o comércio, sua formação e desenvolvimento. A urbanização de São Paulo está associada às transformações dos espaços comerciais e de sua arquitetura. Segundo o livro, recuperar essa história é também valorizar parte da cultura material dos habitantes da cidade...[+]

 


Theatro Mvnicipal de São Paulo

Márcia Camargos
Dado Macedo Edições
2011

O livro Teatro Municipal de São Paulo 100 anos foi produzido e editado pela Dado Macedo Produções Artísticas (DMP). A obra é assinada pela pesquisadora e jornalista ganhadora do Jabuti, Márcia Camargos. Além dos relatos históricos, o livro traz imagens que são verdadeiras relíquias de acervo – em grande parte, inéditas ao público – e conta com novos registros sob a ótica do renomado fotógrafo Cristiano Mascaro. O projeto gráfico é de Martha Tadaieski Com 200 páginas e aproximadamente 300 fotos e ilustrações, a publicação narra fatos importantes da cidade a partir da construção do Teatro, idealizada no final do século XIX pelo arquiteto Ramos de Azevedo. São retratadas todas as fases deste patrimônio histórico, que, além dos modernistas, foi palco para grandes nomes, entre Maria Callas...[+]

 



 


São Paulo

Cristiano Mascaro
Senac
2011

Mascaro é fotógrafo de atmosferas. Narra com simplicidade. Não se deixe enganar, olhe duas vezes e sentirá que as coisas se modificam. Ele secciona a realidade e extrai pequenos e grandes momentos. Nesse revelar desvenda a alma paulista. O que interessa é o homem, mesmo quando ele está ausente da foto. O que pensa esse garoto que, intrigado, contempla a própria sombra na areia?...[+]

 


A Academia de São Paulo: Tradições e Reminiscencias, Estudantes, Estudantões, Estudantadas (Classic Reprint)

Almeida Nogueira
Forgotten Books
2018

Mal avisado andou o meu nobre amigo dr. Almeida Nogueira no convite que me endereçou para prefaciar o presente volume, que é o septimo da serie de livros de sua lavra, subordinada ao título geral Tradições e Reminis cencias, em que se propoz a tarefa de passar em revista a Academia de S. Paulo, desde a sua fundação até aos nossos dias, fixando na bem apparelhada objectiva de sua escripta momentos e aspectos por sua natureza instantaneos e fugi dios. Mal avisado, disse eu, e não me desdigo. No fim de oontas, um prefacio, nas condições do que ora faço, não é uma verdadeira estopada imposta ao leitor, que, para o deletrear, retarda o prazer de devorar as paginas que se seguem? Creio que sim. Um prefacio, a não ser explica tivo do texto do corpo do livro, sempre foi uma artimanha ou cousa semelhante, que sómente serve para desmandi bolar o leitor até às orelhas num bocejo inlindavel. Em todo caso, me adsum, unicamente para corresponder a gentileza do convite do auctor, cuja cerebração, rica e pode rosa, admiro de ha muito no meio espiritual de S. Paulo, que, aliás, não é tão sáfaro de homens de valor mental...[+]

 



Salas de Cinema e História Urbana de São Paulo (1895-1930)

José Inácio de Melo Souza
Senac
2016

"Salas de cinema e história urbana de São Paulo (1895-1930) - o cinema dos engenheiros" apresenta um vasto panorama sobre os espaços de exibição cinematográfica na cidade de São Paulo, cobrindo todo o ciclo do cinema silencioso. Por meio da documentação custodiada pelo Arquivo Histórico de São Paulo (AHSP- SMC/PMSP), um dos principais acervos históricos da cidade, o autor reconstitui um momento significativo da história do cinema e da memória urbana paulistana do século XX, marcado pela presença das "salas de rua". Nesta edição, que amplia os estudos de seu livro Imagens do passado - São Paulo e Rio de Janeiro nos primórdios do cinema (Editora Senac São Paulo, 2004), o autor recupera no rico conjunto documental do AHSP projetos de salas especialmente construídas, ou adaptações, para abrigar os cinematógrafos, reproduzindo fachadas, plantas e cortes dessas edificações, além de outros registros de acervos diversos, como anúncios na imprensa, fotografias e cartões- postais. José Inacio de Melo Souza, um dos mais dedicados pesquisadores da história do cinema no Brasil, destaca documentos pouco conhecidos, delineando uma perspectiva renovada sobre esse complexo momento de introdução do cinema em São Paulo e a constituição de um circuito de distribuição e exibição, espaço de socialização privilegiado da modernidade...[+]

 


São Paulo 460 Anos

Cabral Francisco
Alambert Junior
Editora Brasileira
2015

São Paulo sempre foi tão cheia de paradoxos quanto é cheia de gente e edifícios. Um ligar de topografia sentimental e inusitada. Louvada por alguns, odiada por outros. A única certeza que nos resta nestes 460 anos é que, para todos, locais ou estrangeiros, no passado e no presente, amar São Paulo, definir São Paulo, retratar São Paulo é sempre um problema de extremos, de paradoxos, de impossibilidade de síntese ou de certezas. Amar São Paulo é uma alegria triste, uma beleza feia, um assombro ultrajante e fascinante. Ver, e viver, São Paulo também é tudo isso...[+]

 


A Capital da Vertigem. Uma História de São Paulo de 1900 a 1954

Roberto Pompeu de Toledo
Objetiva
2015

O jornalista Roberto Pompeu de Toledo narra em 'A capital da vertigem' sua arrancada rumo à modernidade. Eis uma cidade que deixa a condição de vila e se torna a maior metrópole do país. É a capital da vertigem - vertigem artística, industrial, demográfica, social e urbanística. Neste painel que vai do início do século XX a 1954 - quando a cidade completa quatrocentos anos -, aparecem personagens como Oswald e Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Washington Luís, Prestes Maia, e Francisco Matarazzo, e surgem episódios que vão da Semana de Arte Moderna de 1922 à epidemia de gripe espanhola, da Revolução de 1924 à chegada do futebol ao país....[+] 

Também disponível na versão digital e-pub

 


 


O Ofício da Liberdade. Trabalhadores Libertados em São Paulo e Campinas. 1830-1888

Marília Bueno de Araújo Ariza
Alameda
2014

Para comprar a alforria de seu filho Paulo, de dez anos, a liberta Maria assumiu dívidas e o risco de pagá-las com a prestação de serviços indefinidos, por tempo indeterminado. Benedicta e Caciano igualmente entregaram seu trabalho para a compra da liberdade de Roza, respectivamente sua filha e companheira. Cazemiro, passando já dos 60 anos, custeava sozinho o preço de sua libertação ao prestar serviços 'compatíveis com sua idade'. Assentadas no território movediço dos limites entre liberdade e escravidão no século XIX, as histórias de Maria e Paulo, Cazemiro, Benedicta, Roza e Caciano não foram únicas e tampouco raras. Muitos outros homens e mulheres escravizados angariaram o apoio de família e amigos, empenharam economias e dedicaram anos de árduo trabalho para comprar alforrias por meio da prestação de serviços. Nascido de uma pesquisa de mestrado, 'O ofício da liberdade' investiga arranjos de trabalho e disputas por liberdade ao analisar contratos de locação de serviços nas cidades de São Paulo e Campinas entre 1830 e 1888. Ao mesmo tempo sucintos e complexos, estes contratos estiveram no centro de negociações e conflitos entre a camada senhorial e os trabalhadores determinados a realizar seus projetos de liberdade. Valendo-se também da análise de Ações de Liberdade e Cartas de Liberdade, o livro busca interpelar os sentidos das emancipações construídas por estes trabalhadores libertos. Duas faces da emancipação escrava estampam as páginas deste trabalho, de um lado, a inserção dos contratos de locação de serviços na lógica das alforrias compensatórias produzidas ao longo do século XIX, proporcionando a continuidade do domínio escravista e da exploração do trabalho dos egressos da escravidão no pós -emancipação. De outro, as lutas e a determinação de homens e mulheres escravizados a caminho da liberdade...[+]

 


Professores da Escola Normal de São Paulo: a história não escrita (1846 -1890)

Marcia Hilsdorf Dias
Alínea
2013

Esta obra, que se inscreve no âmbito da história das instituições escolares, visa contribuir para o campo historiográfico da educação brasileira em duas direções: a do estudo da história republicana da Escola Normal do Império e a do conhecimento dos professores que atuaram na Escola Normal de São Paulo durante o século XIX, no período do Império brasileiro...[+]

 


Bom Retiro, Bairro Central de São Paulo: Transformações e Permanências 1930-1954

Liziane Peres Mangili
Alameda
2012

Milhares de pessoas percorrem, todos os dias, as ruas do bairro paulistano do Bom Retiro. Atraídos pela indústria de confecção que tornou célebre sua principal via, a rua José Paulino, esses visitantes ajudam a manter um dinamismo econômico e social que marca esse segmento da cidade há mais de cem anos. Loteado pouco a pouco desde fins do século XIX, o Bom Retiro nasceu como espaço de imigrantes, marcado pela vida operária, pelas fábricas de tecidos e de alimentos e, posteriormente, pela produção de vestuário e sua comercialização frenética. Outrora um bairro italiano (e, por isso, nele fica a Rua dos Italianos), ali foram se sobrepondo portugueses, espanhóis, judeus de diferentes origens geográficas, gregos, armênios e, mais recentemente, coreanos e bolivianos. Tantas transformações estão, entretanto, firmemente alicerçadas também em permanências. Este livro instigante de Liziane Peres Mangili permite compreender, com base em ampla e rigorosa pesquisa documental, como o bairro manteve ao longo de décadas uma expressiva vitalidade econômica, baseada claramente em seu perfil misto. Habitação, indústria e comércio complementavam-se, numa equação auxiliada pela proximidade das estações e do centro paulistano. Seus lotes foram ocupados intensamente, por meio de sucessivas reformas e ampliações, garantindo uma densidade que se fortaleceu com a passagem das décadas. Fontes cartográficas, processos de aprovação de plantas e anúncios de jornais são aqui relacionados de maneira criativa, o que permite documentar a trajetória de múltiplos agentes sociais. Loteadores, compradores de lotes, comerciantes, construtores e industriais surgem das páginas deste livro, permitindo entrever as redes sociais que teceram e construíram a urbanização do Bom Retiro. Uma intensa complexidade que é somente possível nas grandes metrópoles contemporâneas, captada com vigor analítico e sensibilidade de pesquisa pela autora, nesse livro que, certamente, cativará os que procuram compreender as dinâmicas urbanas...[+]

 


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