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G : VERBETE

dicionário do centro de são paulo

atualizado em: 20 de outubro de 2017

 

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letra Fletra Gletra H

 

GABRIEL JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS:

Em 1856, era suplente da Assembléia Provincial; Dr., lente substituto da Faculdade de Direito e morador do Largo da Sé.

 

GABRIEL PINHEIRO COSTA:

Casado com Izabel Soares. É mencionado quando da execução de seu testamento:

"O testamento de Isabel Soares, de 1629, dispõe que 'se dê ao ermitão de Guarepe uma esmola em panno de algodão', o que foi religiosamente cumprido, pois mais adiante vamos encontrar o seguinte recibo: 'Digo eu Manuel de Atouguia ermitão que sou de Nossa Senhora de Gueré que recebi do senhor Gabriel Pinheiro Costa duas patacas em dinheiro que me deu uma esmola que sua mulher Izabel Soares que Deus tem deixou em testamento me déssem em panno e elle como testamenteiro m'as deu por verdade lhe dei esta quitação para sua guarda hoje 10 de julho de seiscentos e trinta e um annos'. "

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.28.]

 

GALRÃO, DOM FREI ANTONIO DE MADRE DE DEUS:

2o. Bispo de São Paulo, nomeado em 1750; sua entrada solene na cidade aconteceu no dia 18 de junho de 1751.

 

GAMA, ANDRÉ CORSINO PINTO CHICHORRO DA:

Recebeu grau de bacharel em ciência jurídicas e sociais em 19 de outubro de 1835 (turma de 1831-1835).

 

GARÇONNIÈRE DE OSWALD DE ANDRADE:

O pesquisador José Roberto Walker, em suas pesquisas para um romance sobre Oswald de Andrade, descobriu o endereço da garçonnière de Oswald de Andrade: Rua Líbero Badaró, 452. Em um artigo de Maurício Meireles, para a Folha de S.Paulo (22 Dez. 2015), o autor menciona que uma placa poderá ser fixada no local, e a garçonnière, tombada como "patrimônio imaterial" de São Paulo:

"O imóvel é um fato folclórico na história do modernismo. Era ali que Oswald encontrava sua amante, Miss Cyclone, mas também reunia outros intelectuais, como Monteiro Lobato e Menotti Del Picchia.

O grupo de boêmios deixava rabiscos em um livro, que acabou publicado em 1987 com o título de 'O Perfeito Cozinheiro das Almas Deste Mundo' (Biblioteca Azul)."

[MEIRELES, Maurício. "Secretário municipal de Cultura quer tombar garçonnière de Oswald". Folha de S.Paulo: 22 Dez. 2015.]

 

GARRAUX:

Clipping: 

Fotografias e informações sobre a Casa Garraux: Antiga Casa Garraux.

 

GASPAR GODOY MOREIRA:

Bandeirante, falecido em 1714. Em 1689, comprou a propriedade de Francisco Dias, onde hoje está a Casa da Imagem (Casa Número 1).

 

GEORGE HUND:

Imigrante alemão. Sua família, ao chegar ao Brasil (por volta de 1870), dedicou-se, inicialmente ao trabalho com fundição de ferro.

 

GERARD, MARCELLINO:

Empresário que em 1856 estava cuidando do calçamento da Rua Direita:

"CALÇADAS DA CIDADE. - O calçamento da rua Direita contratado pelo emprezario Sr. Marcellino Gerard vai progredindo convenientemente, e em breve estará concluido. Consta-se que o Sr. Marcellino Gerard tenciona apresentar uma proposta para o calçamento, pelo mesmo systema, de todas as ruas da capital, recebendo em pagamento prestações annuaes ou semestraes, em harmonia com as forças do nosso cofre provincial. parece que é este o meio mais vantajoso de possuir calçadas dignas deste nome. O emprezario tem proporções para esta consideravel empreza, e a fidelidade com que tem cumprido seus compromissos são a melhor garantia para a provincia."

[Correio Paulistano: 2 de janeiro de 2856, p.3.]

GERMANO D'ANNECY:

Frei francês e professor de matemática no Seminário Episcopal da Luz, iluminou a fachada da Câmara Municipal, em 1868, para comemorar a vitória do Brasil na Batalha da Passagem do Humaitá. Foi a primeira vez que cidade teve contato com eletricidade, como fonte de energia-iluminação.

 

GIUSEPPE VERDI:

Escultura de Amadeo Zani, localizada no Vale do Anhangabaú. A escultura "Giuseppe Verdi", de Amadeo Zani foi criada em 1916 e implantada na cidade em outubro de 1921. Ela foi encomendada e doada para São Paulo por integrantes da colônia italiana... [+]

 

GIOVANNI BATISTA LÍBERO BADARÓ:

Jornalista italiano, diretor do O Observador Constitucional. Foi assassinado em 20 de novembro de 1830, na Rua de São José (hoje Rua Líbero Badaró), em frente da sua casa. Foi sepultado no Cemitério da Consolação.

 

GLETTE, FREDERICO:

Junto com Victor Nothmann, em 1879, comprou terrenos nas áreas das Chácaras das Palmeiras e Mauá, para desenvolver empreendimentos imobiliários, bairros que ficaram conhecidos como Campos Elíseos e Higienópolis.

 

GOMES, MANUEL JOSÉ:

Tenente-coronel, em 1809 comprou a propriedade onde hoje está localizada a Casa da Imagem (Casa Número 1).

 

GONÇALVES GOMIDE, FRANCISCO:

Engenheiro. No livro "Espaços de saber e poder: instituições e seus agentes na perspectiva da história social" (autores: Cíntia Vieira Souto, Marcelo Vianna, Ana Paula Korndörfer, Thiago Aguiar de Moraes), de 2014, publicaram que Francisco Gonçalves Gomide foi aluno da segunda fase do Gabinete Topográfico, no ano de 1852 e membro do conselho de engenheiros chefes de seção de obras públcias da Provìncia de São Paulo; no ano de 1858 substituiu o engenheiro William Elliot na direção das obras da estrada que ia da capital para Santos.

Mencionado na seção Expediente da Presidencia, referente a data de 21 de dezembro de 1855, (publicado no Correio Paulistano de 2 de janeiro de 1856):

"Ao engenheiro Francisco Gonçalves Gomide. - Communico a Vmc., em resposta ao officio de hoje, que expedi ordem á thesouraria para pagar-lhe a quantia de 82$ rs. despendida na commissão, de que se achã encarregados os engenheiros Elliot e cameron, deduzidos os 200$ rs. que já recebeu por conta."

No artigo do Arquivo Histórico Municipal Washington Luís, é mencionado no texto "Antônio Bernardo Quartim, 'arquiteto' ou 'engenheiro construtor'?":

 

GREFFE (VIÚVA):

A Viúva Greffe, na década de 1830, casou-se com um integrante da família Borba, mudando da colônia de Santo Amaro para a antiga Rua da Constituição (atual Florêncio de Abreu), para uma casa:

"coberta de telhas e firmada em paredes de mão", descrita como "meia-água", em um terreno próximo ao Mosteiro de São Bento (o aluguel era de 3$200 por ano) e além de residência, no local também funcionava o "negócio familiar, uma armação de secos e molhados".

[SIRIANI, Silvia Cristina Lambert. Uma São Paulo Alemã: vida cotidiana dos imigrantes germânicos na Região da capital (1827 – 1889). São Paulo: Imesp, 2003, p.13.]

 

GRUPO ESCOLAR DO CARMO:

Primeiro grupo escolar da cidade, inaugurado em 1894.

 

GUANABARA:

Escultura de João Batista Ferri, atualmente localizado no Viaduto do Chá em frete à Prefeitura Municipal de São Paulo.

Veja mais fotografias e informações sobre a obra: Guanabara, escultura de João Batista Ferri.

 

GUARDA MUNICIPAL PERMANENTE:

Criada em 1831, a Guarda Municipal Permanente, em 1837 passa a ser Corpo Policial Permanente e em 1947, torna-se Força Pública. Em 1970, passa a ser a Polícia Militar do Estado de São Paulo.

 

GUILHERME SCHULTZ:

Imigrante alemão, chegou ao Brasil por volta de 1870, juntamente com Augusto Hoff, comprou a chácara Mauá (1876) e depois a vendeu para Victor Nothmann e Frederico Glette(1879).

 

GUSTAVO HELMOLD:

Professor de piano, que tambem consertava e afinava o instrumento, em 1854, na Rua da Santa Casa n.10.

 

GUSTAVO SCHAUMANN (OU GUSTAV SCHAUMANN):

Imigrante alemão. Farmacêutico/Boticário. Ocupou o cargo de Cônsul do Império Germânico em São Paulo. Chegou em Santos em 1848 e, em São Paulo, em 1853. Em 1868, residia na Rua de São Bento, n.54.

 

GUSTAVO SYDOW:

Filho de imigrante alemão (Henrique Sydow), tornou-se um dos maiores fundidores da cidade de São Paulo.

 

letra Fletra Gletra H

 

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2001 - 2010

2011 - 2020

 

BIBLIOGRAFIA


CAPITAL - SAO PAULO E SEU PATRIMONIO ARQUITETONICO

Juan Esteves
Antonio Carlos Abdalla
Imesp
2013

'A Secretaria de Estado da cultura de São Paulo tem imensa satisfação em apoiar a reedição do livro 'Capital - São Paulo e seu patrimônio arquitetônico, de Juan Esteves. Com curadoria de Antonio Carlos Abdalla, o conjunto de fotografias selecionadas oferece um amplo panorama da diversidade de edifícios de distintas naturezas que marcaram a capital paulista ao longo de sua história, especialmente os últimos 100 anos. Colocado em evidência no magistral registro de Juan Esteves, o patrimônio arqutetônico paulistano pode aqui ser apreciado nos detalhes que acabam por ficar invisíveis em meio à agitação cotidiana da metrópole. Ao dar merecida visibilidade aos edifícios retratados, esta publicação ajuda a sensibilizar para a necessidade de preservação desse patrimônio, uma importantíssima e difícil tarefa, que precisava envolver toda a sociedade.' - Marcelo Mattos Araujo...[+]

 


ARQUIVO HISTORICO DE SAO PAULO

Eudes Campos
Imesp
2011

Seleção de manuscritos, mapas, plantas, desenhos técnicos e fotografias, escolhidos dentre os mais de 4 milhões de itens pertencentes ao acervo do 'Arquivo Histórico de São Paulo', este livro busca compor um mosaico da história da cidade e ressalta a importância da conservação deste patrimônio diante dos desafios de compreensão do seu futuro...[+]

 


Patrimônio da metrópole paulistana

Margarida Cintra Gordinho
Iatã Cannabrava
Terceiro Nome
2010

Este livro apresenta, com fotos e textos, os bens tombados pelo Condephaat na cidade de São Paulo e em sua região metropolitana. Com ele, procuramos contribuir para amplir a possibilidade desses bens serem conhecidos, admirados e preservados, mantendo vivas as memórias e histórias que ajudam a construir nosso futuro...[+]

 


HISTORIA DOS VELHOS TEATROS DE SAO PAULO

Antonio Barreto do Amaral 
Imesp
2006

A Coleção Paulística trata de diversos aspectos da História do Estado de São Paulo, de sua formação e cultura, de alguns de seus municípios e de algumas de suas personalidades. Publicados em meados do século XX, esses volumes tiveram sua última edição entre as décadas de 1970 e 1980. A reedição revista e atualizada de 5 volumes mostra-se muito oportuna: a coleção está esgotada e os poucos volumes em circulação têm merecido o tratamento de obra rara. Disponibiliza-se, assim, a pesquisadores e estudiosos da história de São Paulo, bem como ao público em geral, importante parte da obra. Os exemplares selecionados, escritos por nomes relevantes da prosa paulista, cobrem desde a saga dos Bandeirantes até a história dos teatros paulistas, destacando-se o importante Dicionário de História de São Paulo...[+]

 

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