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F : VERBETE

dicionário do centro de são paulo

atualizado em: 1 de setembro de 2017

 

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FAMÍLIA CAMARGOS:

Na década de 1640, os membros da família estavam em conflito com os membro da Família Pires, disputando o poder local. Em 1660, um "acordo de paz" foi acertado entre as Famílias Camargos e Pires.

 

FAMÍLIA PIRES:

Na década de 1640, os membros da família estavam em conflito com os membro da Família Camargos, disputando o poder local. Em 1660, um "acordo de paz" foi acertado entre as Famílias Camargos e Pires.

 

FANFULHA (FANFULLA):

Jornal em italiano, criado em 2 de julho de 1893.

 

FEIJÓ, PADRE DIOGO ANTONIO:

Presidente da Sociedade Filantrópica, criada em 1830, para promover um tratamento digno aos presos.

 

FERNANDES, ANTÃO:

Maestro da Banda da Força Pública, que por volta de 1900 se apresentava dois concertos por semana na cidade: às quintas-feiras, no Jardim do Palácio e aos domingos, no Jardim da Luz.

 

FERNÃO DIAS:

Bandeirante. Em 1674, inicia sua empreitada para exploração do caminho para a região das Minas.

 

FERRARD, N.J.V. :

Tintureiro. Segundo os anúncios do Correio Paulistano (1856), francês. Clique aqui para ver os anúncios e informações sobre seus serviços.

 

FERRI, JOÃO BATISTA:

Escultor.

Veja mais informações sobre uma de suas obras: Guanabara, escultura de João Batista Ferri.

 

FERRARIA COELHO & MARQUES:

No anúncio de 1856 (4 de janeiro) no Correio Paulistano, a Ferraria Coelho &c Marques informava no periódico os preços de seus serviços: "NA ferraria de Coelho &c. Marques, ferra-se cavallos á 1$920, e bestas á 1$800." [Clique aqui, para ver o anúncio].

 

FIERARD, AFFONSO:

Comerciante de jóias, na década de 1850, em um anúncio no jornal informava aos interessados que estava hospedado na Casa de Saúde (que também funcionava como hotel), do francês Charles Pierre Etchecoin.

 

FILIPINA E DANIEL BEBBER:

Imigrantes alemães, com base nas informações de seus inventários, abertos em 1874 e 1877, respectivamente, possuíam terras em São Bernardo e imóveis nas Freguesias da Sé e Santa Ifigênia (Centro de São Paulo).

 

FONSECA, NICOLAU ALVES DA:

Conhecido como "Carranca", é mencionado quando das reformas da Igreja de São Gonçalo, em 1763:

"registrada na sessão da Câmara de 7 de maio desse ano. Com efeito, 'chamaram o alcaide do mesmo Senado Domingos de Cubas e lhe ordenaram que notifique e fosse notificar a Nicolau Alves da Fonseca chamado o Carranca... das obras que está fazendo na capella de São Gonçalo Garcia não continue com o alicerce que intentou fazer no outão de São Gonçalo para o meio da rua deixando-a enficoanada (sic) com prejuízo do bem comum pena de que continuando com o dito alicerce de ser condenado em seis mil reis e trinta dias de cadeia'. O Carranca, pelo visto andou querendo exagerar os limites do terreno da igreja, no que fooi advertido pela Câmara."

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.218.]

 

FONTE MONUMENTAL:

Inaugurada em 1927, a escultura está localizada na Praça Júlio de Mesquita. A obra passou por reforma e restauro entre os anos de 2012 e 2013, quando foram instaladas uma cerca de vidro e os detalhes, as lagostas e os mascarões, originalmente de bronze, foram trocados por cópias de resina, com o objetivo de evitar o furto da peça. O projeto de restauro e reforma da fonte custou cerca de R$ 500mil.

Leia mais detalhes sobre o projeto de restauração em: "Fonte ganha 'aquário' para não ser mais usada como banheiro", artigo de Jairo Marques, publicado na Folha de S.Paulo, em 15 de março de 2013.

 

FORÇA PÚBLICA:

Criada em 1831, a Guarda Municipal Permanente, em 1837 passa a ser Corpo Policial Permanente e em 1947, torna-se Força Pública. Em 1970, passa a ser a Polícia Militar do Estado de São Paulo.

 

FOX, D.M.:

Mencionado no Almanak da Província de S.Paulo - para 1873 (1873): como superintendente e engenheiro chefe da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, morador da Rua Alegre, número 6.

 

FOX, HENRIQUE:

Em 1856, de acordo com o anúncio publicado no Correio Paulistano, em sua casa, na Rua do Rozario, estavam disponíveis "gottas anti-cholericas" para venda.

FRANÇA, COLLEGIO DE LINDORF ERNESTO FERREIRA :

De acordo com o anúncio do Correio Paulistano de 1856, o colégio tem como objetivo ensinar as primeiras letras, latim e francês.

 

FRANCISCO DE ASSIS MASCARENHAS:

Conde de São João da Palma. e um dos quatro primeiros senadores nomeados por São Paulo, em 1826.

 

FRANCISCO DE SOUSA:

Marido de Anna de Proença, é mencionado quando do cumprimento do testamento de sua esposa:

" 'Recebi de Francisco de Sousa como testamenteiro da defunta sua mulher Anna de Proença uma toalha de linho para o altar de Nossa Senhora da Luz que deixou na verba do seu testamento e por verdade lhe passei a quitação. Hoje 24 de junho de 1680 annos - o ermitão de Nossa Senhora da Luz, João Almeida' "

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.29.]

 

FRANCISCO DIAS:

Em 1689, era proprietário de uma casa em taipa de pilão, no local onde está a Casa Número 1 (Casa da Imagem), na atual Rua Roberto Simonsen. Consta que nesse ano, vendeu a casa/terreno para o bandeirante Gaspar Godoy Moreira.

 

FRANCISCO DIOGO PEREIRA DE VASCONCELLOS (DOUTOR):

Seu mandato como administrador da Província de São Paulo começou em 29 de abril de 1856 e terminou em 22 de janeiro de 1857.

 

FRANCISCO GONÇALVES GOMIDE:

Engenheiro. No livro "Espaços de saber e poder: instituições e seus agentes na perspectiva da história social" (autores: Cíntia Vieira Souto, Marcelo Vianna, Ana Paula Korndörfer, Thiago Aguiar de Moraes), de 2014, publicaram que Francisco Gonçalves Gomide foi aluno da segunda fase do Gabinete Topográfico, no ano de 1852 e membro do conselho de engenheiros chefes de seção de obras públcias da Provìncia de São Paulo; no ano de 1858 substituiu o engenheiro William Elliot na direção das obras da estrada que ia da capital para Santos.

Mencionado na seção Expediente da Presidencia, referente a data de 21 de dezembro de 1855, (publicado no Correio Paulistano de 2 de janeiro de 1856):

"Ao engenheiro Francisco Gonçalves Gomide. - Communico a Vmc., em resposta ao officio de hoje, que expedi ordem á thesouraria para pagar-lhe a quantia de 82$ rs. despendida na commissão, de que se achã encarregados os engenheiros Elliot e cameron, deduzidos os 200$ rs. que já recebeu por conta."

No artigo do Arquivo Histórico Municipal Washington Luís, é mencionado no texto "Antônio Bernardo Quartim, 'arquiteto' ou 'engenheiro construtor'?":

 

FRANCISCO JOSÉ DAS CHAGAS (CHAGUINHAS):

Popularmente conhecidos como Chaguinhas, foi um dos condenados em 1821 e sepultados no Cemitério dos Aflitos. Ele foi um dos responsáveis pelo Motim de Santos, quando na noite de 28 para 29 de junho de 1821, pela falta, por longo período, do pagamento de soldo, encontrando-se "a maioria das praças andrajosas e famintas", segundo Antonio Barreto do Amaral, o 1o. Batalhão de Caçadores revoltaram-se, arrombaram a cadeia e casa do trem bélico, e com as armas obtidas nessas instituições, "prenderam ou initimidaram autoridades, invadiram lares, saquearam e impuseram resgate". No dia 2 de julho, partiram da capital o 2o. Batalhão de Caçadores, chegando de surpresa em Santos, no dia 6 de julho com ordens de prisão para os amotinados. Foram condenados os responsáveis pelos motim e os oficiais que no momento do levante abandoram a unidade: os sete responsáveis pelo motim foram condenados à morte, outros vinte foram enviados para África (pérpétuo degredo) e os demais receberam penas menores. Dos sete condenados à morte, cinco foram executados em Santos e dois, Francisco José das Chagas e Joaquim José Cotindiba, por serem naturais de São Paulo, foram enviados para a forca da capital.

Os condenados partiram de Santos no dia 15 de setembro de 1821 e no dia 17 foram colocados à disposição do juiz relator para que fosse concluída a sentença, sendo sentenciados no dia 20.

A execução da sentença de morte de Francisco José das Chagas, o Chaguinhas, comoveu a população:

"Um fato macabro então aconteceu, enchendo de espanto e ao mesmo tempo de piedade o povo que assistia ao tétrico espetáculo: partiu-se a corda de barbante que suspendia o cabo José das Chagas. mandado fosse substituída pelo laço de couro, ttrazido de um açougue próximo, este não suportou o peso do condenado, sendo preciso que lançassem mão de um novo laço de couro para que a sentença fosse cumprida."

[AMARAL, Antonio Barreto do. Dicionário de história de São Paulo. Coleção Paulística. Volume XIX. São Paulo: Imesp, 2006, p.189.]

Anos depois, na sessão da Câmara de 22 de maio de 1835, Padre Diogo Antônio Feijó, relembrou o acontecimento:

"Senhor Presidente, o que eu entendo por atrocidade é, por exemplo, isto: mandar enforcar um homem, tendo ainda recurso legal contra sentença. Senhor Presidente, eu o vi com meus p´roprios olhos, na minha província. Era o primeiro espetáculo destes; a curiosidade chamou-me àquele lugar. O desgraçado pendurado, caiu por haver se cortado a corda. Recorreu-se ao Governo da Província, pedindo que se demorasse a execução, enquanto se implorava a clemência ao príncipe regente; não foram atendidos; alegou-se não haver corda própria para enforcar; mandou que se usasse laço de couro. Foi-se ao açougue, levou-se o laço; o infeliz foi de novo pendurado, mas o instrumento não era capaz de sufocar com presteza. Partiu-se de novo a corda e o miserável caiu ainda semivivo; já em terra fooi acabado de assassinar."

[AMARAL, Antonio Barreto do. Dicionário de história de São Paulo. Coleção Paulística. Volume XIX. São Paulo: Imesp, 2006, p.189-190.]

 

FRANCISCO MATARAZZO:

Muda-se de Sorocaba para São Paulo em 1890.

 

FRANCISCO RUIZ VELHO:

Em 1619, vendeu uma casa de sua propriedade, para a Câmara Municipal, onde esta instalou sua sede.

 

FREDERICO BORGHOFF:

Imigrante alemão, médico, chegou ao Brasil por volta de 1850.

 

FREDERICO GLETTE:

Junto com Victor Nothmann, em 1879, comprou terrenos nas áreas das Chácaras das Palmeiras e Mauá, para desenvolver empreendimentos imobiliários, bairros que ficaram conhecidos como Campos Elíseos e Higienópolis.

 

FREDERICO RINGAMANN:

Segundo informação publicada no Correio Paulistano, no dia 2 de janeiro de 1856, Frederico Ringamann era um trabalhador alemão, naturald a Villa Janno do Reino da Prussia, que faleceu no dia 14 de dezembro de 1855, no Hospital da Misericórdia.

 

FREI DIOGO:

Frei assasinado na área da Luz, na época conhecida como Guarepe / Guaré, no século XVI:

"nas imediações da ermida da Luz foi um franciscano assassinado por um militar espanhol. Era frei Diogo que pagou com a morte a insolência de apenas ter pedido uma esmola ao soldado. O frade exercia o ministério de capelão da esquadra de Diogo Flores Valdez, que tocara em São Vicente no seu regresso para Europa. Jaboatão fala na ermida da Luz e a data é de 1583!"

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.24-25.]

Segundo Leonardo Arroyo, o assasinato do frei foi um grande acontecimento na, então, vila, provavelmente, o primeiro ou um dos primeiros de grande repercussão entre os moradores. Em carta destinada para o Capitão Jerônimo Leitão (12 de novembro de 1583), os oficiais da Câmara descreviam o assassino como "ho coxo", e, para Arroyo, tal informação

"de certa forma revela o carater do militar, que deveria ser um ressentido por decorrência do seu aleijão, um homem de maus bofes que não pôde tolerar o pedido do frade humilde."

[ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo: introdução ao estudo dos templos mais característicos de São Paulo nas suas relações com a crônica da cidade. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p.26.]

 

FRESNEAU ALFAIATE:

Em janeiro de 1856, através da publicação no Correio Paulistano, Fresneau informa que estabeleceu sua loja na Rua do Rosário, na Rua Direita e retornou para o primeiro endereço:

"MUDANÇA

Fresneau Alfaiate, participa aos seus freguezes que mudou a sua loja de alfaiate da rua Direita para a sua antiga morada na rua do Rozario."

[Clique aqui, para ver a imagem do anúncio]

 

FRIEDRICH, JACOB:

Na década de 1870, recebeu a concessão de explorar quiosques no Jardim da Luz, após a concessão anterior, dada a Joaquim Eugênio de Lima foi cancelada.

 

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