O projeto da Capela de Santa Luzia é de autoria do arquiteto italiano Domingos Delpiano e a pintura que decora seu interior, de Oreste Sercelli, nascido em Florença, Itália (1869-1927). Começou a ser construída no final do século XIX e inaugurada em 13 de dezembro de 1901, na chácara de Ana Maria de Almeida Lorena Machado. Em 1903, após a sua morte, seus herdeiros decidiram doar a capela para a Cúria Metropolitana.
O projeto da Capela de Santa Luzia é de autoria do arquiteto italiano Domingos Delpiano e a pintura que decora seu interior, de Oreste Sercelli, nascido em Florença, Itália (1869-1927). Começou a ser construída no final do século XIX e inaugurada em 13 de dezembro de 1901, na chácara de Ana Maria de Almeida Lorena Machado. Em 1903, após a sua morte, seus herdeiros decidiram doar a capela para a Cúria Metropolitana.
Segundo a descrição do CONDEPHAAT,
"na sua arquitetura distinguem-se elementos característicos do estilo gótico, como os arcos ogivais, a centralidade e a verticalidade de sua elevação principal, estas últimas enfatizadas pela torre em seu eixo de simetria."
[KAMIDE, Edna Hiroe Miguita, PEREIRA, Terza Cristina Rodrigues Epitácio. Patrimônio Cultural Paulista: CONDEPHAAT – bens tombados, 1968 – 1998. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 1998, p.181.]
Para se ter uma ideia da dimensão da propriedade de Dona Ana Maria de Almeida Lorena Machado, segundo o Dicionário de História de São Paulo, a sua chácara tinha entrada pela Rua Tabatinguera com o Beco Sujo (depois, Travessa da Glória, hoje, Rua Conde do Pinhal), e nela, posteriormente, foram abertas as Ruas Conselheiro Furtado, Bonita (atual Rua Tomás de Lima), Santa Luzia e Conde de Sarzedas.
Bernardo José de Lorena (Conde de Sarzedas) e Francisco de Assis Lorena foram os proprietários da chácara, antes dessa chegar às mãos de Dona Ana Maria. Conta Antonio Rodrigues Porto que nos fundos da chácara existiu uma fonte batizada de Santa Luzia; chamada pela população de "água de Santa Luzia" (Santa Luzia era a a santa de devoção da família do Conde de Sarzedas), ela era muito procurada pelos que tinham algum problema de visão.
Ainda sobre a capela, segundo Diana Danon e Leonardo Arroyo, na década de 1970, a capela era dirigida pelos missionários de São Francisco de Sales de Annecy (MSFS) e no local funcionava a União Católica Francesa, centro religioso da colônia francesa em São Paulo, responsável por auxiliar os fiéis pobres da colônia.
CONDEPHAAT. Resolução 30 de 12/07/1995: Sobre to tombamento da Capela de Santa Luzia.
CONPRESP. Resolução no. 21/2002: Sobre o tombamento da Capela de Santa Luzia.
KAMIDE, Edna Hiroe Miguita, PEREIRA, Terza Cristina Rodrigues Epitácio. Patrimônio Cultural Paulista: CONDEPHAAT – bens tombados, 1968 – 1998. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 1998.
OLIVEIRA, Maria Luiza Ferreira de. Entre a casa e o armazém: relações sociais e experiência da urbanização - São Paulo, 1850 - 1900. São Paulo: Alamed, 2005
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