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HISTÓRIA DO

CENTRO DE SÃO PAULO

século XVI: 1551 - 1560

atualizado em: 28 de agosto de 2017

 

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século XVI: 1551 - 1560 1561

 

1553

O jesúíta Manuel de Nóbrega chega ao Planalto, é recebido por João Ramalho e Tibiriça e, com o auxílios destes, escolhe uma colina entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú, como local para implantação do colégio dos jesuítas (um estabelecimento da Companhia de Jesus, criada em 1534, pelo Santo Inácio de Loiola; seus discípulos, os jesuítas, tinham como objetivo, percorrer várias partes do mundo para barrar a expansão do protestantismo):

"Do alto do morro, até onde a vista alcançava, descia o rio Tamanduateí, que em época de cheia ajudava no transporte de víveres e mercadorias vindo do Porto das Naus, em São Vicente. Tinha-se dali uma visão privilegiada (...)"

[PONCIANO, Levino. Todos os centros da paulicéia. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2007, p.11.]

 

Segundo descrição de Nòbrega, a edificação era uma casa feita de barro e madeira e coberta de palha, com 14 passos de comprimento por 10 passos de largura. No local os jesuítas catequizavam cerca de 130 crianças, e também ajudavam no tratamento de saúde dos mesmos. O local tambéms ervia de residência e templo de orações para os religiosos, segundo Levino Ponciano em "Todos os centros da paulicéia"(Editora Senac São Paulo, 2007, p.11).

 

Bibliografia:

PONCIANO, Levino. Todos os centros da paulicéia. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2007

     


1554

25 de janeiro:

O jesuíta Manuel de Paiva, superior da Companhia de Jesus, celebra a missa de inauguração do colégio, batizando a aldeia de São Paulo de Piratininga, pois, a data celebrava a conversão de São Paulo (santo):

"O nome dado ao aldeamento jesuíta, São Paulo de Piratininga, foi uma homenagem ao personagem bíblico, Paulo, e uma referência aos peixes da região, que secavam nas margens dos rios que transbordavam. Piratininga significa, em tupi, 'peixe seco'."

[Câmara Municipal de São Paulo: 450 Anos de História - disponível para download gratuito]

 

5 de setembro:

São Paulo passa a ser descrita como "vila", porém, segundo Gabriel Marques, em Ruas e Tradições de São Paulo, a instalação da vila só se concretizaria em junho de 1560, quando o governador geral Mem de Sá, ordena a desativação da Vila de Santo André e seus habitantes são transferidos para o povoado fundado pelos jesuítas.

 

2 de setembro:

Concluída a construção do colégio e da igreja, trabalho executado pelo Padre Afonso Brás, no local os jesuítas ensinavam cerca de 130 crianças indígenas.

 

Manuel de Nóbrega, em suas cartas, contou que ele e outros jesuítas viviam

"numa casinha pobrezinha feita de barro e paus e coberta de palha, com 14 passos de comprimento e 10 de largura"

[KEHL, Luis A.B. Simbolismo e profecia na fundação de São Paulo, p.9. Apud. PONCIANO, Levino. Todos os centros da paulicéia. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2007, p.10]

 


1559

O antigo canal do Piratininga passa a ser chamado de Rio Tamanduateí.

 


1560

Mem de Sá (governador-geral), visita São Paulo de PIratininga e decide criar as aldeias reais, colocando-as sob o comando dos jesuítas (porém o território das aldeias é consolidado apenas em 1580).

São Paulo de Piratininga sofre vários ataques indígenas. Segundo Levino Ponciano, a vila era cercada por seis grandes tribos indígenas, alguns hostis aos jesuítas, como, por exemplo, os carijós; para tentar se proteger dos ataques, foi construído um muro em torno da vial,que existiu por cerca de 40 anos.

Por volta dessa época, é criada a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

 

5 de abril:

Ao extinguir a Vila de Santo André da Borda do Campo, os moradores são levados para São Paulo de Piratininga, e este recebe o foral de vila.

 

 

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SÉCULO XXI

2001 - 2010

2011 - 2020

 

BIBLIOGRAFIA


HISTORIA DE SAO PAULO COLONIAL

Maria Beatriz Nizza da Silva
Unesp
2009

Esta obra aborda aspectos da história da capitania de São Paulo, abrangendo seus primórdios, quando se chamava capitania de São Vicente e pertencia a donatários; o período mais complexo em que, depois de se denominar capitania de São Paulo e das Minas de Ouro, perdeu grande parte de seu território e passou a estar subordinada ao governo do Rio de Janeiro; e finalmente o período da restauração de sua autonomia até ser agitada pelo movimento constitucional... [+]

 




SAO PAULO - PATIO DO COLEGIO

Terciano Torres
Globo
2004

O artista Terciano Torres tomou como ponto de partida o Pátio do Colégio, no centro de São Paulo, e reuniu, neste livro, os quatro séculos e meio da história da cidade, misturando desenhos reais (detalhes de arquitetura e apelos históricos) com uma paisagem urbana recheada com caricaturas de personagens que marcaram época. O livro traz 51 ilustrações - chamadas de cartuns postais pelo artista - com detalhes peculiares que contam a história da cidade. Aberta, a publicação exibe uma página com texto seguida de outra com ilustrações que começam em 1553 (um ano antes da fundação da cidade) para mostrar como era o lugar onde São Paulo seria construída. As ilustrações têm como cenário uma vista panorâmica de momentos do cotidiano do Pátio do Colégio, povoados pelos mais diversos personagens. Os textos explicativos que situam o contexto dos desenhos tratam de eventos importantes da política, da economia... [+]

 


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