Website de Mônica Yamagawa

HISTÓRIA DO

CENTRO DE SÃO PAULO

século XIX: 1821 - 1830

atualizado em: 21 de abril de 2018

 

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1820século XIX: 1821 - 1830 1831

 

1821

  • 21 de maio: primeira eleição em São paulo para escolha dos deputados para as Cortes Portuguesas.
  • 23 de junho: Câmara Municipal convoca para a formação de um governo provisório e se compromete a obedecer a Constituição que será elaborada pelas Cortes de Lisboa.

 


1822

  • 23 de maio: o governo provisório do ano anterior é deposto. O episódio é conhecido como Bernarda de Franciso Inácio de Sousa Queiroz.
  • 25 de junho: deposto o governo estabelecido pelo movimento de Francisco Inácio.
  • 24 de agosto: Dom Pedro, príncipe regente, chega à São Paulo (pernoite em Penha de França) e determina que os vereadores envolvidos na Bernarda de Francisco Inácio, fossem recebê-lo como forma de lealdade a seu governo.
  • 25 de agosto: entrada solene de Dom Pedro na cidade.
  • 26 de agosto: Dom Pedro concede "beija-mão" e audiência na Câmara Municipal.
  • 5 de setembro: Dom Pedro parte com destino a Santos.
  • 7 de setembro: proclamação da independência.
  • Dom Pedro retorna a São Paulo (não vai para Santos) e aA proclamação da independência é celebrada no Teatro da Ópera, então situado no Pátio do Colégio.
  • 23 de setembro: Dom Pedro determina o fim da devassa na Província de São Paulo.

 


1823

  • 20 de setembro: Publicado "O Paulista", primeiro jornal manuscrito da cidade, por Antonio Mariano de Azevedo Marques (Mestrinho).

 


1824

  • 1 de abril: Posse do 1o. Presidente da Província de São Paulo: Lucas Antonio Monteiro de Barros (futuramente Visconde de Congonhas do Campo)

 


1825

  • Inauguração do Seminário das Educandas de Nossa Senhora da Glória, com o objetvo de atender meninas carentes.
  • Criada a Roda de Expostos na Santa Casa de Misericórdia.
  • 2 de julho: na Chácara dos Ingleses, são inaugurados o Hospital da Caridade e a Casa dos Expostos.

 


1826

  • 19 de abril: Nomeados os quatro primeiros senadores por São Paulo: Francisco de Assis Mascarenhas (Conde de São João da Palma), José Feliciano Fernandes Pinheiro, Dom José da Silva Coutinho (Bispo do Rio) e Luca Antonio Monteiro de Barros (Visconde de Congonhas do Campo)

 


1827

  • Entra em circulação o primeiro jornal impresso de São Paulo “O farol Paulistano” (antes dele, circulava “O Paulista”, um periódico manuscrito).
  • José Antonio Martins possuía um armazém na Rua do Rosário.
  • 11 de agosto: É aprovada a lei para a criação dos cursos jurídicos no país.
  • 25 de junho: Nomeação do 6o. Bispo de São Paulo: Dom Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade. Faz sua entrada solene na cidade em 23 de dezembro.
  • 7 de novembro:

    "Quem quizer comprar uma escrava de nação congo, de edade de 20 annos pouco mais ou menos falle com o Capitão Francisco Nunes Ramalho, rua do Piques, no. 66"

    [O Farol Paulistano, Número 61, de 7 de novembro de 1827.]
  • 13 de dezembro: Chegada no Porto de Santos, da galera maria, com 226 imigrantes alemães, iniciando a história da imigração alemão para São Paulo.

 


1828

  • 2 de janeiro:

    "Domingos Antonio Gomes faz leilão hoje as 4 horas da tarde em sua casa n. 8 na rua da quitanda, de um bom surtimento de fazendas, ferrages, e alguns generos para armazem de molhados, tudo por conta de quem pertencer."

    [O Farol Paulistano, 2 de janeiro de 1828, número 76.]
  • 12 de janeiro:

    "Domingos Antonio Gomes faz leilão hoje as 4 horas da tarde na rua do Rozario casa n. 19 de um sortimento de fazendas sècas, e alguns generos para armazem de molhados, e recebe em pagamento do que arrematar (de cem mil reis para cima). Lettra com prazo de seis mezes da dacta da arrematação, e quem pagar a vista terá o abatimento que constar nas condições que apresentará na dicta casa antes do Leilão."

    [O Farol Paulistano: 12 de janeiro de 1828, Nùmero 79.]
  • 13 de fevereiro: com base em notícia publicada no O Farol Paulistano (número 89, 16 de fevereiro de 1828), chegou à capital o Lente do 1o. ano do Curso Jurídico, o Sr. José Maria Brotero.
  • 21 de feveiro: segundo anúncio no O Farol Paulistano (número 89, de 16 de fevereiro de 1828), estava marcado um leilão de molduras, pinturas e fazendas francesas, no endereço da Rua do Rozário, 24 (segundo outro anúncio, de janeiro de 1828, este endereço era de Legoussat Sabatier).
  • 1 de março: Começa a funcionar a Academia de Direito, então instalada do convento no Largo de São Francisco.
  • 19 de março: Em uma nota publicada no O Farol Paulistano, de 19 de março de 1828 (número 97), são descritas os problemas de alguns logradouros da cidade, incluindo a Rua da Boa Vista:

    "(...) As ruas de S.José, da Boa-vista &c. &c. &c. estão em completo abandono, e nada de novo, nem signal de estarem acordadas as autoridades a quem isto incumbe."

    [O Farol Paulistano: número 97, de 19 de março de 1828.]
  • 22 de março: foram nomeados juizes de paz e suplentes:

    Freguesia de Sé: José da Costa Carvalho (juiz de paz), Capitão-mór Eleuterio da Silva Prado (suplente).
    Freguesia de Santa Efigênia: Marechal José d'Arouche de Toledo Rondom (juiz de paz), Coronel Bernardo José Pinto Gavião Peixoto (suplente).
    Freguesia de Bom Jesus do Braz: Reverendo Vigário Joaquim José Rodrigues (juiz de paz), Sargento mór Francisco José da Silva (suplente).

     

 


1830

  • Criação da Sociedade Filantrópica, com objetivo de promover o tratamento digno aos presos. Instituição presidida pelo Padre Diogo Antônio Feijó.
  • Por volta de 1830, Carlotta Augusta Greffe de Borba, a viúva Greffe, casou-se com um integrante da Família Borba e mudou-se da Colônia de Santo Amaro, para a Rua da Constituição (atual, Rua Florêncio de Abreu). No local, além da residência, também funcionava uma armação de secos e molhados da família.
  • 20 de novembro: Giovanni Batista Líbero Badaró, jornalista italiano, é assassinado na porta de sua casa, na Rua de São José (atual Líbero Badaró). Ele era o diretor do jornal O Observatório Constitucional e foi sepultado no Cemitério da Consolação.

 

 

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CENTRO DE SÃO PAULO







SÉCULO XXI

2001 - 2010

2011 - 2020

 


ÁLVARES DE AZEVEDO

escultura de amadeo zani
largo de são francisco

A obra é de Amadeo Zani e foi executada pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e A. Scuotto Fuse. A escultura foi doada para a cidade pelo Centro Acadêmico Onze de Agosto, em 1907. Em uma das faces do pedestal as seguintes palavras gravadas...[+]

 


IDÍLIO OU O BEIJO ETERNO

escultura de william zadig
largo de são francisco

"Idílio ou Beijo Eterno" é uma escultura de William Zadig, criada em 1920 e implantada na cidade em 1966, no Largo de São Francisco, em frente a Faculdade de Direito da USP. A escultura foi encomendada pelo Centro Acadêmico Onze de Agosto...[+]

 


Fotografia de Mônica Yamagawa

O MENINO E O CATAVENTO

escultura de o.m. di palma
largo de são francisco

A escultura "O menino e o catavento" é de autoria de O.M. di Palma e foi executada pela Jaboeuf & Rouard Fondeurs. De bronze, com dimensões 1,63 x 1,20 x 0,60m, está localizada no Largo de São Francisco...[+]

 


JOSÉ BONIFÁCIO

escultura de
alfredo cheschiatti
praça do patriarca

A escultura de "José Bonifácio de Andrade e Silva", foi criada por Alfredo Cheschiatti e executada pela Fundição Zani GB. A iniciativa foi da colônia libanesa e seus descendentes para as comemorações do sesquicentenário da independência, em 1972...[+]

 

BIBLIOGRAFIA


A dinâmica dos nomes na cidade de São Paulo - 1554 - 1897

Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick
Annablume
1996

Este livro traz a história da cidade de São Paulo vista pelos nomes de seus logradouros. Amparada por uma vasta pesquisa que resultou na sua tese de livre-docência, a autora mostra como se efetuou a denominação dos acidentes naturais e culturais de São Paulo dos Quinhentos aos Oitocentos, proporcionando contribuições importantes e originais também a pesquisadores de áreas como História e Ciências Sociais...[+]

 




RELOJOARIA DE LUIZ BAMBERG

rua do ouvidor, 17
rua do rosário, 55
rua da imperatriz, 11
rua do rosário, 21
história do comércio do centro de são paulo

Segundo Silvia Cristina Lambert Siriani, Luiz Bamberg chegou ao Brasil em 1856, permanecendo no Rio de Janeiro por cerca de dois anos (assim como muitos outros estrangeiros, adotou o nome "Luiz", para facilitar o contato com os clientes, similar...[+]

 


LIVRARIA DE RICARDO MATTHES

rua da imperatriz, 43
história do comércio do centro de são paulo

Livros de direito, educação, litteratura, sciencias, artes, religião, etc. Agencias de todos os jornaes brasileiros e estrangeiros...[+]

 


SALÃO DA PAULICÉA

rua xv de novembro
história do comércio do centro de são paulo

...O novo fonógrafo que acompnha esta exibição é um moderno aperfeiçoamento especial para o salão, que permite ouvir clara e distintivamente, SEM NECESSIDADE DO TUBINHOS auditivos...[+]

 


ANTIGA CASA GARRAUX

rua 15 de novembro, 250/256

Anatole Louis Garraux nasceu em 1833, em Paris; em 1850, veio para o Brasil e trabalhou na Livraria Garnier, no Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1858. Segundo o “Dicionário de História de São Paulo”, de Antonio Barreto do Amaral...[+]

 


HOTEL PALM

largo de são francisco
história do comércio do centro de são paulo

O Hotel Palm antes era chamado Hotel des Voyageurs, no Largo de São Francisco. Em 25 de julho de 1860, J.J. Von Tschudi chegou em São Paulo e se hospedou no Hotel Palm, em seu relato...[+]

 


PROGREDIOR

rua xv de novembro
história do comércio do centro de são paulo

O estabelecimento ficava entre a Companhia Mecânica e a Casa Garraux, na Rua Quinze de Novembro, 38 e era considerado o mais luxuoso restaurante da capital, no final do século XIX...[+]

 


CASA LEVY DE PIANOS

rua xv de novembro
história do comércio do centro de são paulo

Henrique Luiz Levy ficou mais conhecido na história da cidade de São Paulo, com sua Casa Levy de Pianos, instalada na Rua 15 de Novembro 33, fundada em 1860. Segundo Heloisa Barbuy, o sobrado servia de estabelecimento comercial e moradia para a Família Levy...[+]

 


HOTEL DA BOA VISTA
HOTEL DO HILÁRIO

história do comércio do centro de são paulo

"(...) o hotel passou às mãos de Domingos Henrique da Silva, foi todo reformado e ganhou o nome de Hotel da Boa Vista"...[+]



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