Website de Mônica Yamagawa

HISTÓRIA DO

CENTRO DE SÃO PAULO

século XIX: 1861 - 1870

atualizado em: 18 de outubro de 2017

 

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1860século XIX: 1861 - 18701871

 

1862:

Militão Augusto de Azevedo faz os primeiros registros fotográficos da cidade e que serão os mais antigos até o momento conhecidos. Vinte cinco anos depois, em 1887, ele elabora novas imagens, dos mesmos locais registrados em 1862, publicando e colocando à venda o "Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo 1862 - 1887".

 

1864:

Com o início da Guerra do Paraguai, os estudantes, em sua maioria, pertencentes as classes mais ricas, em um "surto de patriotismo" chegam a fazer exercícios de tiros no Largo dos Curros (futura Praça da República). Por outro lado, entre os mais pobres o sentimento é de medo, em especial, por causa dos métodos nada ortodoxos e frequentemente cruéis de recrutamento.

 

1865:

4 de agosto: Saída de São Paulo da "Diligencia Progresso Paulista".

9 de agosto:

Missa de sétimo dia de Anna Candida Alvim Ferreira França, filha de Joaquim Antonio Alves Alvim.

Saída de São Paulo da "Diligencia Progresso Paulista".

14 de agosto: Saída de São Paulo da "Diligencia Progresso Paulista".

19 de agosto: Saída de São Paulo da "Diligencia Progresso Paulista".

24 de agosto: Saída de São Paulo da "Diligencia Progresso Paulista".

 

1867:

A São Paulo Railway é inaugurada - popularmente chamada de "A Inglesa" e posteriormente, de Estrada de Ferro Santos-Jundiaí -. Sua instalação na cidade consolida a posição estratégica de São Paulo, como intermediária entre as regiões produtoras de café e a saída para o exterior do produto, via Porto de Santos.

Para comemorar a vitória brasileira na batalha da Passagem do Humaitá, o frei francês, Germano d'Annecy, professor de matemática no Seminário Episcopal da Luz, ilumina a fachada da Câmara Municipal. É a primeira vez que cidade tem contato com eletricidade, como fonte de energia-iluminação.

Comendador Felício Pinto de Mendonça Castro, filho da Marque sa de Santos, herdou o edifício conhecido como Solar da Marquesa.

 

1870:

Na década de 1870, o poeta Luiz da Gama, faz repercutir na imprensa a campanha abolicionista, assim como, através dos tribunais, obtém inúmeras manumissões (liberdade concedida ao escravo pelo seu senhor).

Antônio Bento de Sousa e Castro, formado pela Academia de Direito (1864-1868), lidera um movimento para ajudar a fuga de escravos e a implantação de quilombos, conhecida como Confraria de Nossa Senhora dos Remédios, nome derivado de sua sede, a Igreja de mesmo nome, localizada no Largo de São Gonçalo.

José Heib abriu uma fábrica de cerveja junto a Ponte da Condessa de São Joaqui, na Rua da Liberdade.

 

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CENTRO DE SÃO PAULO







SÉCULO XXI

2001 - 2010

2011 - 2020

 

BIBLIOGRAFIA


Militão Augusto de Azevedo

Militão Augusto de Azevedo

Cosac & Naify
2012

Pioneiro da fotografia urbana, Militão Augusto de Azevedo (1837-1905) foi o primeiro a organizar um álbum comparativo da cidade de São Paulo (1862- 87). A estrutura editorial, inédita no Brasil na época, é reproduzida em menor escala nesta edição.Além de um ensaio fotográfico com imagens do álbum e muitas outras (comentadas), a edição traz três mapas comparativos que demarcam os locais fotografados por Militão em três tempos(1862, 1887 e 2012), uma lista das mudanças nominais dos logradouros e bibliografia. O livro traz textos que contextualizam a produção de Militão e a relevância de seu trabalho para a preservação da memória da cidade. O ensaio do pesquisador e crítico de fotografia Rubens Fernandes Junior foca a trajetória de Militão, sua repercussão e alguns aspectos técnicos de seu trabalho; Fraya Frehse, professora do departamento de sociologia da usp, observa a persistência de traços “caipiras” na metrópole em formação; e Heloisa Barbuy, professora de história na usp, analisa as mudanças na vida comercial da cidade a partir das imagens comparativas...[+]

 


História da Saúde em São Paulo
Instituições e Patrimônio Arquitetônico
(1808 - 1958)

Maria Lúcia Mott
Gisele Sanglard
Manole
2012

A obra busca resgatar a trajetória e a inserção social de instituições como os hospitais que desempenharam múltiplas funções, como formação e treinamento de profissionais da saúde e modos variados de assistência à população. A partir de análises históricas e arquitetônicas e de um inventário de instituições, o livro procura contribuir tanto para a história da saúde pública em São Paulo quanto para a implementação de políticas efetivas de preservação desses espaços...[+]

 


O OFICIO DA LIBERDADE
TRABALHADORES LIBERTADOS EM SAO PAULO E CAMPINAS
(1830-1888)

Marília Bueno de Araújo Ariza
Alameda
2014

Para comprar a alforria de seu filho Paulo, de dez anos, a liberta Maria assumiu dívidas e o risco de pagá-las com a prestação de serviços indefinidos, por tempo indeterminado. Benedicta e Caciano igualmente entregaram seu trabalho para a compra da liberdade de Roza, respectivamente sua filha e companheira. Cazemiro, passando já dos 60 anos, custeava sozinho o preço de sua libertação ao prestar serviços 'compatíveis com sua idade'. Assentadas no território movediço dos limites entre liberdade e escravidão no século XIX, as histórias de Maria e Paulo, Cazemiro, Benedicta, Roza e Caciano não foram únicas e tampouco raras. ...[+]

 

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