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RUA DO COMÉRCIO
RUA DO COMMERCIO

logradouros do centro de são paulo

atualizado em: 8 de outubro de 2020

 

A "Rua do Comércio" é uma das poucas referências dos antigos "becos" e "travessas" que existiam na São Paulo colonial. Provavelmente, surgiu no século XVIII, servindo de ligação entre a antiga "Rua do Rosário" (atual Rua 15 de Novembro) e a "Rua Álvares Penteado", que na época era conhecida como "Rua do Comércio".

Esse trecho era conhecido como "Beco do Inferno", segundo Byron Gaspar (Fontes e Chafarizes de São Paulo), o apelido descrevia o local:

"Um lugar imundo, esburacado, escuro e mal frequentado. Ninguém podia nele transitar sem o necessário cuidado, tamanha era a sujeira que havia em toda a sua extensão"

[GASPAR, Byron. Fontes e Chafarizes de São Paulo. São Paulo: IOSP, 1970.]

O lamaçal da rua também foi descrito no Correio Paulistano de 30 de junho de 1854 [Anno I, Número 4]:

"(...) estaremos condemnado a suportar o lixo da Rua do Commercio com toda a sua podridão, e o lamaçaç causado pelas aguas do chafariz da Misericórdia.

Custará tantos centos de mil reis, que não se possa fazer aquella limpeza, e evitar que as aguas ali sejão sempre origem de tanta lama?"

[Correio Paulistano, Anno I, Número 4: 30 de junho de 1854]

Em 28 de novembro de 1865, o nome foi alterado para "Travessa do Comércio" (oficializado, posteriormente pelo oficializado pelo Ato nº 972, de 24 de agosto de 1916).

 

Rua Álvares Penteado

Em 29 de janeiro de 1907 (Lei Número 977), a então conhecida Rua do Comércio, mudou de nome para Rua Álvares Penteado.

 

1827

Rua do Commercio, n.6: estabelecimento do boticário João Antonio Rosa.

Em 29 de janeiro de 1907 (Lei Número 977), a então conhecida Rua do Comércio, mudou de nome para Rua Álvares Penteado.

 


1828

Rua do Commercio, n.3: estabelecimento comercial (provavelmente de Joaquim Antônio Alves Alvim). [O Farol Paulistano, n.166, de 22 de novembro de 1828 / O Farol Paulistano, n.208, 25 abril de 1829 / O Farol Paulistano, n.229, 15 de julho de 1829]

Rua do Commércio, n.10: casa de Francisco Alves Pereira (O Farol Paulistano, número 174, de 20 de dezembro de 1828).

Rua do Commércio, n.32: endereço dado para tratar de uma venda de terreno (O Farol Paulistano, número 170, de 6 de dezembro de 1828).

 


1829

Rua do Commercio, n.3: loja de Joaquim Antonio Alves Alvim [O Farol Paulistano, n.208, 25 Abr. 1829 / O Farol Paulistano, n.229, 15 de julho de 1829]. Anúncio sobre a venda de "Folhinhas de porta, e de algibeira accrescentadas, e singelas..." [O Farol Paulistano, n.268, 7 Nov. 1829].

Rua do Commercio, n.31: anúncio de venda de dissertações sobre a existência de Deus, nesse endereço [O Farol Paulistano, n.180, 14 Jan. 1829].

Rua do Commercio, n.35: endereço indicado para negociação de um escravo. [O Farol Paulistano, n.261, 22 Out. 1829]

Rua do Commercio, n.37: anúncio de venda de Tamarinos, Água de Inglaterra da Castro. [O Farol Paulistano, n.213, 13 Mai. 1829]

Rua do Commercio, n.38: anúncio sobre venda de publicações.

Rua do Commercio, n.39: "O Thesoireiro para a cobrança da Decima dos predios urbanos na parte pertencente ao Juiz de Fora desta Cidade, faz publico que se acha prompto em sua casa rua do Commercio n.39 para receber a sobredicta Decima." [O Farol Paulistano, n.237, 12 Ago. 1829]

 


1830

Rua do Commercio, n.2: casa de Antonio Jacinto de Medeiros, onde estavam disponíveisos bilhetes de loteria em benefício à Santa Casa de Misericórdia - [O Farol Paulistano, n.412, 6 de novembro de 1830].

 


1854

Reclamação sobre a limpeza no Correio Paulistano:

"(...) Pergunte ao Sr. Fiscal da camara se estaremos condemnado a suportar o lixo da Rua do Commercio com toda a sua podridão, e o lamaçal causado pelas aguas do Chafariz da Misericordia."

[Correio Paulistano, Anno I, n.4, 30 Jun. 1854].

Rua do Commercio, n.44: endereço do estabelecimento de Antônio Bernardo Quartim.

 


1855

Rua do Commercio, n.29: Bernardo Martins Meira: "Requerimento de Jorge Gaimer, declarando que possue uma Fabrica de licores na rua Alegre n. 24, empregando como materias primas, agua, aguardente, assucar, e essência de roza, canella, cravo, sendo as vazilhas alambiques de cobre. Forão tomadas as declarações no livro competente. Dito de Bernardo Martins Meira, fazendo iguaes declarações, quanto a Fabrica de licores, genebra, e mais bebidas espirituosas, que possue na rua do Comercio, n. 29. Teve igual despacho." [Atas da Câmara da Cidade de São Paulo – 1855]

 


1856

Rua do Commercio, n.29: Bernardo Martins Meira, armazem de molhados e generos da terra.

Rua do Commercio, n.40: endereço do estabelecimento de Antônio Bernardo Quartim.

Rua do Commercio: endereço de Joaquim de Araujo Leite Rolha, official-maio da contadoria da tesouraria da Fazenda Provincial

Rua do Commercio: endereço de Manoel Dias de Toledo, Dr., tratamento de senhoria, lente catedrático, 1a. cadeira da Faculdade de Direito (3o. anno)

 


1857

Rua do Commercio: Bernardo Martins Meira, armazem de molhados e generos da terra.

Rua do Commercio, n.5: endereço do estabelecimento de Antônio Bernardo Quartim.

 


1858

Rua do Commercio: Bernardo Martins Meira, armazem de molhados e generos da terra.

 


1866

Rua do Commercio: relacionado com Emilio José Alvares (provavelmente do seu cartório).

 


1875

Rua do Commercio, n.15: Padaria das Famílias.

 


1881

Rua do Commercio, n.2: Escritório do Dr. Theodoro Reichert.

 

 

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