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RUA DO COMÉRCIO

RUA DO COMMERCIO

história do logradouro
estabelecimentos comerciais e moradores

atualizado em: 11 de agosto de 2018

 

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A "Rua do Comércio" é uma das poucas referências dos antigos "becos" e "travessas" que existiam na São Paulo colonial. Provavelmente, surgiu no século XVIII, servindo de ligação entre a antiga "Rua do Rosário" (atual Rua 15 de Novembro) e a "Rua Álvares Penteado", que na época era conhecida como "Rua do Comércio".

Esse trecho era conhecido como "Beco do Inferno", segundo Byron Gaspar (Fontes e Chafarizes de São Paulo), o apelido descrevia o local:

"Um lugar imundo, esburacado, escuro e mal frequentado. Ninguém podia nele transitar sem o necessário cuidado, tamanha era a sujeira que havia em toda a sua extensão"

[GASPAR, Byron. Fontes e Chafarizes de São Paulo. São Paulo: IOSP, 1970.]

O lamaçal da rua também foi descrito no Correio Paulistano de 30 de junho de 1854 [Anno I, Número 4]:

"(...) estaremos condemnado a suportar o lixo da Rua do Commercio com toda a sua podridão, e o lamaçaç causado pelas aguas do chafariz da Misericórdia.

Custará tantos centos de mil reis, que não se possa fazer aquella limpeza, e evitar que as aguas ali sejão sempre origem de tanta lama?"

[Correio Paulistano, Anno I, Número 4: 30 de junho de 1854]

Em 28 de novembro de 1865, o nome foi alterado para "Travessa do Comércio" (oficializado, posteriormente pelo oficializado pelo Ato nº 972, de 24 de agosto de 1916).

 

Rua Álvares Penteado

Em 29 de janeiro de 1907 (Lei Número 977), a então conhecida Rua do Comércio, mudou de nome para Rua Álvares Penteado.

 

1827

Rua do Commercio, n.6: estabelecimento do boticário João Antonio Rosa.

 


1828

Rua do Commercio, n.3: estabelecimento comercial (provavelmente de Joaquim Antônio Alves Alvim). [O Farol Paulistano, n.166, de 22 de novembro de 1828 / O Farol Paulistano, n.208, 25 abril de 1829 / O Farol Paulistano, n.229, 15 de julho de 1829]

Rua do Commércio, n.10: casa de Francisco Alves Pereira (O Farol Paulistano, número 174, de 20 de dezembro de 1828).

Rua do Commércio, n.32: endereço dado para tratar de uma venda de terreno (O Farol Paulistano, número 170, de 6 de dezembro de 1828).

 


1829

Rua do Commercio, n.3: loja de Joaquim Antonio Alves Alvim. [O Farol Paulistano, n.208, 25 de abril de 1829 / O Farol Paulistano, n.229, 15 de julho de 1829]

Rua do Commercio, n.31: anúncio de venda de dissertações sobre a existência de Deus, nesse endereço [O Farol Paulistano, n.180, 14 de janeiro de 1829].

Rua do Commercio, n.37: anúncio de venda de Tamarinos, Água de Inglaterra da Castro. [O Farol Paulistano, n.213, 13 de maio de 1829]

Rua do Commercio, n.38: anúncio sobre venda de publicações.

Rua do Commercio, n.39: "O Thesoireiro para a cobrança da Decima dos predios urbanos na parte pertencente ao Juiz de Fora desta Cidade, faz publico que se acha prompto em sua casa rua do Commercio n.39 para receber a sobredicta Decima." [O Farol Paulistano, n.237, 12 de agosto de 1829]

 


1855

Bernardo Martins Meira: "Requerimento de Jorge Gaimer, declarando que possue uma Fabrica de licores na rua Alegre n. 24, empregando como materias primas, agua, aguardente, assucar, e essência de roza, canella, cravo, sendo as vazilhas alambiques de cobre. Forão tomadas as declarações no livro competente. Dito de Bernardo Martins Meira, fazendo iguaes declarações, quanto a Fabrica de licores, genebra, e mais bebidas espirituosas, que possue na rua do Comercio, n. 29. Teve igual despacho." [Atas da Câmara da Cidade de São Paulo – 1855]

 


1856

Bernardo Martins Meira: número, 29; armazem de molhados e generos da terra.

Joaquim de Araujo Leite Rolha: official-maio da contadoria da tesouraria da Fazenda Provincial

Manoel Dias de Toledo, Dr.: tratamento de senhoria, lente catedrático, 1a. cadeira da Faculdade de Direito (3o. anno)

 


1857

Bernardo Martins Meira: armazem de molhados e generos da terra.

 


1858

Bernardo Martins Meira: armazem de molhados e generos da terra.

 


1881

Rua do Commercio, n.2: Escritório do Dr. Theodoro Reichert.

 


 

 

CENTRO DE SÃO PAULO




A dinâmica dos nomes na cidade de São Paulo - 1554 - 1897

Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick
Annablume
1996

Este livro traz a história da cidade de São Paulo vista pelos nomes de seus logradouros. Amparada por uma vasta pesquisa que resultou na sua tese de livre-docência, a autora mostra como se efetuou a denominação dos acidentes naturais e culturais de São Paulo dos Quinhentos aos Oitocentos, proporcionando contribuições importantes e originais também a pesquisadores de áreas como História e Ciências Sociais...[+]

 


Ô Da Rua - o Transeunte e o Advento da Modernidade Em São Paulo

Fraya Frehse
Edusp
2011

A autora, com base em fotografias, relatos memorialísticos e de viagem; diários e cartas; crônicas e notícias de jornal, fez da rua do centro histórico de São Paulo um posto de observação privilegiado para investigar o urbano que emerge na cidade entre o início do século XIX e do XX...[+]

 



São Paulo: Cidade e Arquitetura - Um Guia

São Paulo: Cidade e Arquitetura - Um Guia

Jorge Bassani
Francisco Zorzete Editora
2014

O Guia apresenta um panorama da arquitetura produzida em São Paulo, desde os significativos remanescentes da vila colonial até os colossais arranha-céus contemporâneos. Para tanto, um grupo formado por arquitetos e pesquisadores fez o levantamento, identificação e catalogação de cerca de 280 obras arquitetônicas da capital paulista. Pioneiro em sua essência, o guia é dividido em cinco capítulos, em função das grandes mudanças ocorridas e as novas condições urbanas de cada período. Textos, imagens e mapas revelam a sobreposição das infraestruturas e estilos, prestam-se a facilitar a chegada e a visitação em percursos e a fruição das obras na paisagem e no uso da cidade...[+]

 



História da cidade de São Paulo: através de suas ruas

Antonio Rodrigues Porto
Carthago
2006

Transportar-se ao passado percorrendo as ruas de São Paulo é muito mais que estudar a história desta cidade. É mergulhar numa ciranda de mais de quatro séculos de tradição e viver a emoção de um tempo que já se foi. Neste livro, como num passo de mágica, o leitor pode viajar pela história da cidade com riqueza de detalhes e informações...[+]

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Alegrias Engarrafadas: os alcoóis e a embriaguez na cidade de São Paulo no final do século XX e começo do século XX

Daisy Camargo
Unesp, Assis
2010

Tese apresentada à Faculdade de Ciências e Letras de Assis – UNESP – Universidade Estadual Paulista para a obtenção do título de Doutor em História (Área de Conhecimento: História e Sociedade)

Esse trabalho trata das relações sociais que permeiam o consumo de bebidas alcoólicas na cidade de São Paulo, no final do século XIX e começo do XX, desvelando gestos e sensibilidades do cotidiano da cidade, captando costumes, modos de vida e sujeitos extintos. O objetivo é explorar uma cultura gestual, material e sensível, historicamente construída, ligada aos alcoóis, seus objetos, suas maneiras de saborear e lugares de consumo. Palavras-chave: Alcoóis – Consumo - São Paulo – Cotidiano – Cultura Material

 


Libertas Entre Sobrados. Mulheres Negras e Trabalho Doméstico em São Paulo. 1880-1920

Libertas Entre Sobrados. Mulheres Negras e Trabalho Doméstico em São Paulo. 1880-1920

Lorena F. da Silva Teles
Alameda
2014

Lidando com contratos de trabalho e com a crônica policial, a historiadora faz vir à tona vários aspectos relevantes do cotidiano popular de São Paulo daquele fim de século XIX e começo do século XX. Conforme os registros policiais, a extrema miséria nas mulheres sempre se confundiu com vagabundagem e prostituição. Isso agravado pelo preconceito de cor. O processo de retificação faz da doméstica um corpo a ser explorado, alienado. As investidas dos patrões não são seguidas, a não ser aleatoriamente, por garantias jurídicas que instituam uma igualdade entre manceba e esposa, ou entre os filhos naturais e os legais. Dessa maneira, o livro que agora é publicado é rico de observação nesse sentido. Casos exemplares levantados pela pesquisadora são numerosos, atestando a rara capacidade de observação da pesquisadora. Fica para o leitor a percepção de um trabalho intelectual intenso que conserva sensível homologia com o trabalho manual exaustivo das mulheres que evocou. Dessa forma, a interação da ....[+]

 

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