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RUA DO COMÉRCIO

RUA DO COMMERCIO

história do logradouro
estabelecimentos comerciais e moradores

atualizado em: 14 de março de 2018

 

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A "Rua do Comércio" é uma das poucas referências dos antigos "becos" e "travessas" que existiam na São Paulo colonial. Provavelmente, surgiu no século XVIII, servindo de ligação entre a antiga "Rua do Rosário" (atual Rua 15 de Novembro) e a "Rua Álvares Penteado", que na época era conhecida como "Rua do Comércio".

Esse trecho era conhecido como "Beco do Inferno", segundo Byron Gaspar (Fontes e Chafarizes de São Paulo), o apelido descrevia o local:

"Um lugar imundo, esburacado, escuro e mal frequentado. Ninguém podia nele transitar sem o necessário cuidado, tamanha era a sujeira que havia em toda a sua extensão"

[GASPAR, Byron. Fontes e Chafarizes de São Paulo. São Paulo: IOSP, 1970.]

O lamaçal da rua também foi descrito no Correio Paulistano de 30 de junho de 1854 [Anno I, Número 4]:

"(...) estaremos condemnado a suportar o lixo da Rua do Commercio com toda a sua podridão, e o lamaçaç causado pelas aguas do chafariz da Misericórdia.

Custará tantos centos de mil reis, que não se possa fazer aquella limpeza, e evitar que as aguas ali sejão sempre origem de tanta lama?"

[Correio Paulistano, Anno I, Número 4: 30 de junho de 1854]

Em 28 de novembro de 1865, o nome foi alterado para "Travessa do Comércio" (oficializado, posteriormente pelo oficializado pelo Ato nº 972, de 24 de agosto de 1916).

 

Rua Álvares Penteado

Em 29 de janeiro de 1907 (Lei Número 977), a então conhecida Rua do Comércio, mudou de nome para Rua Álvares Penteado.

 

1827

Rua do Commercio, n.6: estabelecimento do boticário João Antonio Rosa.

 


1855

Bernardo Martins Meira: "Requerimento de Jorge Gaimer, declarando que possue uma Fabrica de licores na rua Alegre n. 24, empregando como materias primas, agua, aguardente, assucar, e essência de roza, canella, cravo, sendo as vazilhas alambiques de cobre. Forão tomadas as declarações no livro competente. Dito de Bernardo Martins Meira, fazendo iguaes declarações, quanto a Fabrica de licores, genebra, e mais bebidas espirituosas, que possue na rua do Comercio, n. 29. Teve igual despacho." [Atas da Câmara da Cidade de São Paulo – 1855]

 


1856

Bernardo Martins Meira: número, 29; armazem de molhados e generos da terra.

Joaquim de Araujo Leite Rolha: official-maio da contadoria da tesouraria da Fazenda Provincial

Manoel Dias de Toledo, Dr.: tratamento de senhoria, lente catedrático, 1a. cadeira da Faculdade de Direito (3o. anno)

 


1857

Bernardo Martins Meira: armazem de molhados e generos da terra.

 


1858

Bernardo Martins Meira: armazem de molhados e generos da terra.

 


1881

Rua do Commercio, n.2: Escritório do Dr. Theodoro Reichert.

 


 

 

CENTRO DE SÃO PAULO

BIBLIOGRAFIA


A dinâmica dos nomes na cidade de São Paulo - 1554 - 1897

Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick
Annablume
1996

Este livro traz a história da cidade de São Paulo vista pelos nomes de seus logradouros. Amparada por uma vasta pesquisa que resultou na sua tese de livre-docência, a autora mostra como se efetuou a denominação dos acidentes naturais e culturais de São Paulo dos Quinhentos aos Oitocentos, proporcionando contribuições importantes e originais também a pesquisadores de áreas como História e Ciências Sociais...[+]

 


Ô Da Rua - o Transeunte e o Advento da Modernidade Em São Paulo

Fraya Frehse
Edusp
2011

A autora, com base em fotografias, relatos memorialísticos e de viagem; diários e cartas; crônicas e notícias de jornal, fez da rua do centro histórico de São Paulo um posto de observação privilegiado para investigar o urbano que emerge na cidade entre o início do século XIX e do XX...[+]

 


História da cidade de São Paulo: através de suas ruas

Antonio Rodrigues Porto
Carthago
2006

Transportar-se ao passado percorrendo as ruas de São Paulo é muito mais que estudar a história desta cidade. É mergulhar numa ciranda de mais de quatro séculos de tradição e viver a emoção de um tempo que já se foi. Neste livro, como num passo de mágica, o leitor pode viajar pela história da cidade com riqueza de detalhes e informações...[+]

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Alegrias Engarrafadas: os alcoóis e a embriaguez na cidade de São Paulo no final do século XX e começo do século XX

Daisy Camargo
Unesp, Assis
2010

Tese apresentada à Faculdade de Ciências e Letras de Assis – UNESP – Universidade Estadual Paulista para a obtenção do título de Doutor em História (Área de Conhecimento: História e Sociedade)

Esse trabalho trata das relações sociais que permeiam o consumo de bebidas alcoólicas na cidade de São Paulo, no final do século XIX e começo do XX, desvelando gestos e sensibilidades do cotidiano da cidade, captando costumes, modos de vida e sujeitos extintos. O objetivo é explorar uma cultura gestual, material e sensível, historicamente construída, ligada aos alcoóis, seus objetos, suas maneiras de saborear e lugares de consumo. Palavras-chave: Alcoóis – Consumo - São Paulo – Cotidiano – Cultura Material

 

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