Logradouros do Centro de São Paulo: Rua Direita

Website de Mônica Yamagawa

RUA DIREITA

história do logradouro
estabelecimentos comerciais e moradores

atualizado em: 11 de agosto de 2018

 

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Um das mais antigas ruas de São Paulo, foi aberta no século XVI. Inicialmente, começava no Largo da Sé e em direção ao "Piques" (atual Ladeira da Memória e Praça da Bandeira). Registros de sua existência aparecem nos documentos da vila em 1638, quando era onhecida como "Rua que vai para Santo Antônio" (Igreja de Santo Antonio, na atual Praça do Patriarca).

Posteriormente, era chamada de "Rua Direita da Misericórdia para Santo Antônio" (referências a Igreja de Santo Antônio e a Igreja da Misericórdia - demolida). A expressão "direita" está relacionada com a tradição portuguesa de batizar as ruas começando com a "rua à direita da porta principal de cada templo".

No dia 11 de dezembro de 1891, os vereadores mudaram o nome de "Rua Direita" para "Rua D. Pedro de Alcântara", mas, a decisão durou muito pouco, em 18 de dezembro de 1891, tal decisão foi anulada.

Anos depois, em 12 de março de 1897, a Câmara Municipal mudou o nome da rua para "Rua Marechal Floriano Peixoto", porém, anos depois, o nome "Rua Direita" foi restaurada (28 de agosto de 1899).

 

1828

Rua Direita: uma morada de casas de 2 lanços de paredes de taipas, esquina com "os quatro cantos" (atual região da Praça do Patriarca) é colocada à venda.

Rua Direita, n.2: no local, no dia 9 de dezembro, foi realizado um leilão de pequena porção de fazendas secas e molhadas (O Farol Paulistano, n.170, 6 de dezembro de 1828).

Rua Direita: estabelecimento, "loge" de ferragem, venda de mapas.

Rua Direita, n.20: estabelecimento vendendo farinha.

Rua Direita, n.45: Casa do Coronel Francisco Ignacio de Souza Queiróz (O Farol Paulistano, n.97, 19 de março de 1828).

Rua Direita, n.46: Padaria Franceza (Claudio Legussat).

 


1829

Rua Direita: morava nesse logradouro Manoel Ferraz Cantinho (? Cantinhe) [O Farol Paulistano, n.181, 17 de janeiro de 1829].

Rua Direita: morava a viúva do Dr. Manoel Eufrazio de Azevedo Marques [O Farol Paulistano, n. 191, 21 de fevereiro de 1829].

Rua Direita, n.1: endereço para entrega de uma jóia, uma alfinete, perdido na cidade. [O Farol Paulistano, n.218, 30 de maio de 1829]

Rua Direita, n.7: "Loje" de Fazendas (ao pé do Largo de Chafariz). [O Farol Paulistano, n.239, 19 de agosto de 1829]

Rua Direita, n.45: endereço da casa do Coronel Francisco Ignacio de Sousa Queiroz. [O Farol Paulistano, n.229, 15 de julho de 1829]

 


1854

Rua Direira, n.3: Livraria. [Correio Paulistano, Anno I, Número 7: 4 de julho de 1854].

Rua Direira, n.22: casa de reuniões do Cassino Paulistano (onde nesse ano aconteceu as eleições para diretoria - 16 de julho de 1854)

Rua Direita, n.28: anúncio de venda cavalos [Correio Paulistano, Anno I, Número 5: 1 de julho de 1854].

 


1856

Rua Direita, n. 22: casa de Antonio Bernardo Quartim.

Rua Direita, n. 31: funcionava o Curso Elementar de Bellas Letras.

Rua Direita, n.44: casa/estabelecimento de Moreira etc. Santos, registrado no Almanak S.Paulo para 1857, como Loja de Ferragens.

Antonio Ferreira Barbosa, alfaiate.

Antonio Moreira da Cruz, Loja de Fazendas.

Antonio Teixeira de Carvalho, Loja de Fazendas, Loja de Ferragens.

Augusto Masseran, dentista.

Barão de Iguape, provedor da Santa Casa de Misericórdia.

Barão do Tietê, deputado da Assembleia Provincial, diretor da Caixa Filial do Banco do Brasil, ministro da Irmandade da Ordem Terceira de São Francisco, provedor da Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e São João Baptista (Almanak/1857), 2o. vice-presidente da Província.

Charles André, Barbeiros e Sangradores, desenha com cabelos, cabeleleiros e entraçadores.

Claudio José Pereira, Tenente-coronel comandante do 1o. Batalhão da Infantaria.

Coelho & Marques, Loja de Ferragens.

Collégio de Dona Rita Leopoldina da Silva.

Collégio Sant'anna.

Curso Elementar de Bellas Lettras.

Feliz Lecointe, Abridores em Metais.

Francisca Victoria Mendes da Silva, ministra da Irmandade da Ordem Terceira de São Francisco (Almanak/1857).

Francisco Antonio de Camargo, Loja de Fazendas.

Francisco Garcia Ferreira, suplente da Polícia, 7o. vereador da Camara Municipal da Capital, 1o. tenente da Freguesia do Bráz (juiz de paz), diretor suplente da Caixa Filial do Banco do Brasil, tesoureiro da Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e São João Baptista.

Francisco José de Lima, secretário da Secretaria do Governo (Almanak/1857).

Francisco José Dias Leite, Loja de Fazendas.

Francisco Leandro de Toledo, 5o. vereador da Camara Municipal da Capital, advogado

Guilherme Ellis, médico allopatha.

Ignácio José de Araújo, deputado da Assembléia Provincial, Coronel commandante superior, do Commando Superior da Capital, Guarda Nacional, Loja de Ferragens.

João Alves Pinheiro, Armazém de Molhados e Generos da Terra.

João José de Camargo, capitão da 2a. companhia do 1o. batalhão da Reserva, Loja de Fazendas.

João Thomaz de Mello, cirurgião da Casa de Correção e do Hospicio de Alienados, médico da Santa Casa de Misericórdia, médico homeopatha.

Joaquim da Cunha Carvalho, professor de música, Armazém de Molhados e Generos da Terra.

Joaquim José Coelho, Capitão da 1a. Companhia, do 1o. Esquadrão da Cavallaria.

Joaquim José de Souza Bastos, Loja de Fazendas.

José Cardozo Espindola, alfaiate.

José Elias de Paiva, tenente-quartel-mestre do 1o. Batalhão da Infantaria.

José Ignácio de Araújo, deputado da Assembleia Provincial (Almanak/1857).

José Moreira da Cruz, dito porta-bandeira do 1o. Batalhão da Infantaria.

José Roberto de Carvalho e Abreu, alfaiate.

Lourenço José Corrêa Guimarães, procurador da Mesa da Irmandade do S.S. Sacramento, Loja de Ferragens.

Luiza Eufrozina Quartim de Paiva.

Manoel Antonio Bitancourt, irmaõ de mesa da Irmandade de São Jorge, Loja de Fazendas.

Manoel Joaquim da Costa e Silva, Loja de Fazendas.

Manoel José de Azevedo, Armazém de Molhados e Generos da Terra.

Maria Clara Lara.

Nicolao Pereira de Campos Vergueiro

Sampaio & Cia, Loja de Fazendas

Theodoro Wille, Loja de Fazendas (atacado)

 


1862

Rua Direita, n.42: Depósito de calçados de Siré Irmãos.

 


1863

Rua Direita, n.42: Depósito de calçados de Siré Irmãos.

 


1864

Rua Direita, n.17: casa dos senhores Adolfo Kiiker e Fischer. Local para adquirir os bilhetes para Santos, Através da Diligencia Progresso Paulista.

 


1865

Rua Direita, n.13: Depósito de calçados de Siré Irmãos (a partir de setembro).

Rua Direita, n.15: Typographia Allemã, de H. Schoroeder, onde era impresso o periódico "O Diário de S.Paulo".

Rua Direita, n.17: Fábrica de Chapéus. [Diário de S.Paulo, Anno I, Número 7: 8 de agosto de 1865]. No local, no mês de agosto, estavam disponíveis os bilhetes para a "Diligencia Progresso Paulista". (No ano anterior o local foi descrito como casa dos senhores Adolfo Kiiker e Fischer).

Rua Direita, n.42: Depósito de calçados de Siré Irmãos.

 


1868

Rua Direita, n.28: Residência de Ernst (Ernesto) Steidel.

 


1891

11 de dezembro: os vereadores mudaram o nome de "Rua Direita" para "Rua D. Pedro de Alcântara", mas, a decisão durou muito pouco.

18 de dezembro: a decisão de mudar o nome para "Rua D. Pedro de Alcântara" foi anulada.

 


1897

12 de março: a Câmara Municipal mudou o nome da rua para "Rua Marechal Floriano Peixoto"

 


1899

28 de agosto: o nome da rua foi restaurado para "Rua Direita"

 


1900

Rua Direita, n.4: Estabelecimento Braço de Ouro, de Fonseca & Pereira (Correio Paulistano, número 13.064).

Rua Direita, n.20: Estabelecimento de Judée Filhos (Correio Paulistano, número 13.064).

Rua Direta, n.55-C: Depósito do Café Periquito (Correio Paulistano, número 13.064).

Rua Direita, n.61: Café Voaducto (Correio Paulistano, número 13.064).

 


1914

Rua Direita: n. 8-A: A Cigarra (revista).

Rua Direita: n. 8-A: The Berlitz School of Languages.

Rua Direita: n.26: no 1o. andar funcionava "A Equitativa dos E.U. do Brasil" (sociedade de seguros mutuos sobre a vida, marítimos e terrestres.

 

HISTÓRIA DO COMÉRCIO DO CENTRO DE SÃO PAULO

[projeto em desenvolvimento]


A

A Cidade de Londres
A. J. Mauricio Pereira
Alfaiataria de Pedro Bourgad
Armarinho da Rua das Casinhas
Armazém de Guilherme Kraeuter
Armazém de José Antonio Martins
Armazém Rua São Bento n.93

 

B

Banco do Brasil
Bernardo Martins Meira
Botequim Paulistano
Botica de Joaquim Pires Garcia
Boticário João Antonio Rosa

 

C

Candido Ribeiro dos Santos, cirurgião - clinica homeopática
Casa da Rua do Rozário, 13 - livros (1828)
Casa de Antonio Bernardo Quartim

Casa de B.Dillon
Casa de Comércio de Gabriel Henriques Pessoa
Casa de J.Dillon
Casa de Joaquim de Elias
Casa de Joaquim José Correa, 1828
Casa de José Marques da Cruz (secos e molhados)
Casa de Henrique Fox
Casa de Luiz Paião
Casa de Negócio de Thomaz de Molina
Casa Faria
Casa Fretin

Casa Lemcke
Casa Levy de Pianos
Caza de Obras Feitas (1829)
Cirurgião-Mór Joaquim Antonio Pinto
Coelho & Teixeira (loja de fazendas)
Collegio de Lindorf Ernesto Ferreira França
Curso Elementar de Bellas Letras

 

D

Dentista francês: A. Masseran
Depósito de Calçados da Fábrica de Siré Irmãos
Diligencia Progresso Paulista
Domingos Antonio Gomes - leilão
Dr. Theodoro Reichert

 

E

Estabelecimento da Rua Direita (1828)
Estabelecimento da Rua Direita, 2 (1828)
Estabelecimento da Rua Direita, 20 (1828)
Estabelecimento da Rua do Commercio, 37 (1829)
Estabelecimento da Rua do Commercio, 38 (1829)
Estabelecimento da Rua do Commercio, 40 (1829)
Estabelecimento da Rua do Rozário, 12 (1828)
Estabalecimento da Rua do Rozario, 22 (1828)
Estabelecimento da Rua do Rozario, 58 (1856)
Estabelecimento da Rua dos Piques
Estabelecimento de Henrique Luiz
Estabelecimento de José Fascio (1828)

 

F

Fábrica de Canastras e Tamancos
Fazendas (Tecidos) de Domingos Henrique da Silva

Ferraria Coelho & Marques
Frederico Fontame: carros para alugar
Fresneau Alfaiate

 

H

Hotel da Boa Vista / Hotel do Hilário
Hotel da Providencia
Hotel Palm

 

J

João Rost, cirurgião dentista
Jules Martin / Imperial Litografia

 

L

Livraria da Rua Direita
Livraria do Largo do Collegio
Livraria Ricardo Matthes
Loja da Raposa
Loja de Domingos de Paiva Azevedo
Loja de Joaquim Antonio Alves Alvim
Loja de Joaquim Lazaeta
Loja de Ourives de Luiz Suplicy

 

M

Madame Cutillon
Manoel José Bastos, artista daguerreotypo
Médico homeopata Carlos Marquios
Mestra de Primeiras Lettras, 1828
M.Izidoro, Mestre de Francês, 1828

 

P

Padaria Anno Bom
Padaria Franceza (1828)
Progredior

 

R

Relojoaria de Luiz Bamberg
Relojoeiro P.Kiehl

 

S

Salão da Paulicéa
Salla de Esgrima
Sinhana dos Bolinhos

 

T

Theatro S.Paulo
The Berlitz School of Languages
Tintureiro N.J.V. Ferard
Typographia na Rua de São José, 33

 

V

Vendedeiras de Peixe

 









SÉCULO XXI

2001 - 2010

2011 - 2020

 

 


Ô Da Rua - o Transeunte e o Advento da Modernidade Em São Paulo

Fraya Frehse
Edusp
2011

A autora, com base em fotografias, relatos memorialísticos e de viagem; diários e cartas; crônicas e notícias de jornal, fez da rua do centro histórico de São Paulo um posto de observação privilegiado...[+]

 


A dinâmica dos nomes na cidade de São Paulo - 1554 - 1897

Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick
Annablume
1996

Este livro traz a história da cidade de São Paulo vista pelos nomes de seus logradouros. Amparada por uma vasta pesquisa que resultou na sua tese de livre-docência, a autora mostra como...[+]

 



História da cidade de São Paulo: através de suas ruas

Antonio Rodrigues Porto
Carthago
2006

Transportar-se ao passado percorrendo as ruas de São Paulo é muito mais que estudar a história desta cidade. É mergulhar numa ciranda de mais de quatro séculos de tradição e viver a emoção de um...[+]

Edição usada disponível nos sebos da
Estante Virtual

 


A vida urbana paulistana vista pela administração municipal - 1562-1822

Maria da Conceição Martins Ribeiro
Minha Editora
2011

Veja o SUMÁRIO desse livro.

Esta obra oferece uma incursão na vida urbana paulistana de 1562 a 1822 sob o ponto de vista administrativo, apontando caminhos para uma percepção do funcionamento cotidiano da colônia...[+]

 


O Ofício da Liberdade. Trabalhadores Libertados em São Paulo e Campinas. 1830-1888

Marília Bueno de Araújo Ariza
Alameda
2014

Para comprar a alforria de seu filho Paulo, de dez anos, a liberta Maria assumiu dívidas e o risco de pagá-las com a prestação de serviços indefinidos, por tempo indeterminado. Benedicta e Caciano igualmente entregaram seu trabalho para a compra da liberdade de Roza, respectivamente sua filha e companheira. Cazemiro, passando já dos 60 anos, custeava sozinho o preço de sua libertação ao prestar serviços 'compatíveis com sua idade'. Assentadas no território movediço dos limites entre liberdade e escravidão no século XIX, as histórias de Maria e Paulo, Cazemiro, Benedicta, Roza e Caciano não foram únicas e tampouco raras. Muitos outros homens e mulheres escravizados angariaram o apoio de família e amigos, empenharam economias e dedicaram anos de árduo trabalho para comprar alforrias por meio da prestação de serviços. Nascido de uma pesquisa de mestrado, 'O ofício da liberdade' investiga arranjos de trabalho e disputas por liberdade ao analisar contratos de locação de serviços nas cidades de São Paulo e Campinas entre 1830 e 1888. Ao mesmo tempo sucintos e complexos, estes contratos estiveram no centro de negociações e conflitos entre a camada senhorial e os trabalhadores determinados a realizar seus projetos de liberdade. Valendo-se também da análise de Ações de Liberdade e Cartas de Liberdade, o livro busca interpelar os sentidos das emancipações construídas por estes trabalhadores libertos. Duas faces da emancipação escrava estampam as páginas deste trabalho, de um lado, a inserção dos contratos de locação de serviços na lógica das alforrias compensatórias produzidas ao longo do século XIX, proporcionando a continuidade do domínio escravista e da exploração do trabalho dos egressos da escravidão no pós -emancipação. De outro, as lutas e a determinação de homens e mulheres escravizados a caminho da liberdade...[+]

 


Tijolo Sobre Tijolo - Os Alemães Que Construiram Sao Paulo

Adriane Acosta Baldin
Prismas
2014

As grandes cidades são resultantes de complexos processos históricos, econômicos, sociais e têm uma sólida base na geografia natural e humana. Uma enorme quantidade de pessoas teve participação ativa em sua formação, deixando sua marca no que foi edificado e na cultura que as caracteriza. Em cada grande cidade a combinação desses elementos é única, dada a grande diversidade de fatores em ação. Entender como se deu a interação entre esses fatores exige a identificação de cada um deles e a avaliação de sua importância, permitindo ao historiador estabelecer a sua interpretação para o nexo que os une. É esse caminho que Adriane Baldin percorreu ao escolher a importante contribuição da imigração alemã de meados do século XIX para a construção da cidade de São Paulo. Caminho percorrido com segurança, repleto de descobertas à medida que as fontes primárias iam sendo pesquisadas, e que permitiu estabelecer com clareza o papel fundamental que os engenheiros e a mão de obra com qualificação técnica de origem alemã exerceram para a constituição da infraestrutura urbana e aprimoramento das técnicas de construção da cidade que, na segunda metade do século XIX, passou por um crescimento vertiginoso. Um aspecto original da pesquisa agora editada é a identificação da presença expressiva de imigrantes alemães entre os profissionais da construção civil no período estudado, das décadas de 1850 e 1860. Consultando arquivos, pesquisando e selecionando imagens e plantas da cidade, a autora traz com este trabalho uma contribuição altamente significativa para o conhecimento da história da cidade de São Paulo e da participação da imigração alemã na sua formação...[+]

 


CENTRO DE SÃO PAULO

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